Tudo o que não se deve fazer em social media

23 de agosto de 2010, 22:40

Confira uma lista de 20 más práticas em social media marketing que podem estar atrapalhando seus objetivos. Elimine alguma, se for o caso, e avance.

Por Mauricio Salvador

O uso das redes sociais vem ganhando cada vez mais força. Porém seu crescimento traz também algumas dores de cabeças para as empresas, pois muitas ainda não têm uma política definida para o uso dessas redes por seus colaboradores e tampouco uma pessoa dedicada a trabalhar a imagem das suas marcas e dos produtos, nesse ambiente colaborativo.

Muitos executivos usam serviços como blogs, microblogs, comunidades virtuais e compartilhamento de vídeos para fins pessoais. É importante que estejam atentos às mensagens que vão transmitir por ali, uma vez que em tempos de social media, as suas imagens corporativas e pessoais acabam se fundindo e algumas situações podem se tornar constrangedoras para o empregado e para a empresa. Na Ecommerce School há um curso de formação de gerentes de redes sociais, que mostra esses atalhos.

Baseando-me em observações próprias e autores como Chris Brogan, Brian Solis, Dharmesh Shah e Brian Halligan, montei uma breve lista de vinte dicas de coisas que empresas não devem fazer em social media. Vamos a elas:

1. Comentários sobre times, religiões e política: se você tem um cargo de nível gerencial para cima e usa blogs e comunidades virtuais, resista à tentação de fazer postagens sobre assuntos que geram polêmica, principalmente esses três. Já houve casos de demissões no alto escalão de empresas brasileiras por esse motivo.

2. Postar apenas elogios ao seu produto: se você ou sua empresa tem um blog para divulgar produtos ou serviços, use-o para isso. Mas, além do que referente a seus produtos, crie também conteúdos e postagens onde os leitores vejam valor. Use um percentual de 20/80, ou seja, 20% de postagens comerciais para 80% de conteúdo informativo e educativo.

3. Não acompanhe resultados: em internet é possível medir tudo. Portanto use e abuse das ferramentas disponíveis para entender melhor o que está dando certo e onde seus clientes estão interagindo.

4. Discordar publicamente de um cliente: lembre-se da máxima: “o cliente tem sempre razão”. Principalmente em redes sociais, discordar publicamente pode despertar fúria e trazer outros consumidores insatisfeitos que abraçarem a causa do cidadão em questão. Abra um canal em “off” para conversar com o cliente.

5. Apagar comentários críticos (apague apenas spam, linguagem chula e material ofensivo): críticas, quando construtivas devem ser bem vindas. Sua audiência vai perceber se só houver comentários de elogios, portanto encare as críticas como uma forma de fortalecer e incentivar a confiança em suas postagens.

6. Usar os modelos de layout padrão que as redes sociais oferecem: blogs, microblogs e páginas de fãs podem ser criadas rapidamente usando o modelo padrão. Se o seu tem fins comerciais, crie o seu próprio modelo e leve para lá a identidade visual de sua empresa.

7. Encher suas páginas com widgets: resista à tentação de encher seu blog com widgets. Procure limitar seus widgets a links para outras redes sociais, formulário para captura de e-mails e links para outros blogs.

8. Não usar feeds: feeds são ótimos para manter sua audiência engajada e atualizada sobre as novidades de seu blog ou de seu site. Use-os.

9. Não usar formulários para capturar e-mails: muitos visitantes querem receber atualizações ou mais informações por e-mail. Use formulários em seu blog e sua página de fãs para que eles possam se inscrever.

10. Escrever com erros de português: evite usar abreviações do tipo: vc tb viu o que escrevi? O português bem escrito transmite credibilidade e ajuda os spiders dos buscadores a entenderem melhor o que você disse.

11. Usar um endereço de blog que não seja um domínio ou subdomínio próprio: você pode usar uma plataforma como o Blogger ou WordPress, mas tenha um domínio ou subdomínio próprio, do tipo ww.seublog.com.br ou blog.seusite.com.br. Custa menos de R$ 80 por ano!

12. Tentar fazer com que sua empresa seja “amiga” das pessoas: vejo empresas que criam perfis como se fossem “gente” e depois ficam adicionando amigos. Prefira criar páginas de fãs.

13. Achar que tudo se limita a Facebook, Twitter, Orkut e blog: há dezenas de outras redes sociais interessantes e muito usadas. Esteja presente em pelo menos dez delas e faça atualizações frequentes. Meça os resultados.

14. Não compartilhar postagens de outros seguidores: compartilhar postagens de outros blogs, miniblogs, comunidades, etc, é uma forma de mostrar engajamento e interesse pelas pessoas. Não se restrinja apenas ao que você tem a dizer. Compartilhe.

15. Escrever textos longos: escreva em tópicos e textos de fácil leitura. Caso tenha informações mais detalhadas sobre aquele assunto, indique um link para o site.

16. Achar que vídeo online é só postar seus comerciais da TV: os vídeos online são uma febre que veio pra ficar. Mas a maioria das pessoas não quer ver propagandas, elas querem se divertir, aprender ou se informar. Portanto, além de suas propagandas, faça vídeos do tipo tutoriais, de entretenimento ou simplesmente informativos, com no máximo três minutos cada. Se precisar de mais tempo, quebre em um ou mais vídeos.

17. Ficar na muito na defensiva: não discordar publicamente não significa que você não deva defender suas ideias. Faça-o de forma construtiva, positiva e com bom humor.

18. Começar relacionamentos tentando vender seus produtos: imagine-se em um grupo de amigos numa festa e de repente alguém entra na conversa tentando vender algo. Não seria desagradável? Nas redes sociais é a mesma coisa; as pessoas estão em rodas de conversas. Entre oferecendo informações interessantes e aos poucos vá colocando seu conteúdo comercial. Demora mais, mas traz resultados mais duradouros.

19. Achar que você sabe muito mais que os participantes das suas comunidades e não fazer perguntas: use as conversas para questionar e incentivar as pessoas a compartilhar conhecimentos. Compartilhe informações de outros usuários (item 14).

20. Não registrar seus sites nos mecanismos de busca: não fique sentado esperando os robôs de buscas encontrarem você. Faça o cadastro de seus sites nos buscadores. Não use empresas que dizem “cadastrar seu site em três mil buscadores”; isso é spam e você acabará sendo punido ao invés de alcançar boas colocações. Faça você mesmo ou peça para sua agência. É trabalhoso, mas traz excelentes resultados. [Webinsider]

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Sobre o Autor:

Mauricio Salvador é Mestre em Comunicação e Administração, professor, autor do livros Como Abrir uma Loja Virtual de Sucesso e Gerente de Ecommerce, coordenador da Ecommerce School, sócio diretor da GS Ecommerce. No Twitter é @mauriciorj.

Palavras-chave relacionadas a este texto: [aplicativos web 2.0] [blogs] [Comunicação corporativa] [empreender] [google] [publicidade]

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Comentários

9 comentário(s)


Data : 22/12/2010 às 16:22
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[...] Fonte: Webinsider [...]

[ 2º ]
joao uziel

Data : 01/09/2010 às 13:34
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Sobre o item 13,nada adianta atirar para todo lado,é necessário definir o público-alvo e investir na rede que agregue valor a marca e ao produto.E no final,monitar os resultados,essa é a função do profissional de marketing.


abraços a todos,

[ 3º ]
André Marçal

Data : 31/08/2010 às 09:37
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Fala Maurício.

Boas dicas! Gostei da dica #2 que dá uma dimensão do quanto devemos escrever de nossos produtos e conteúdo. Boa relação entre informação e publicidade!. Pois é maçante ver alguém falar só de si, ainda mais se esse “alguém” é uma empresa.

Agora a dica #18 é perigosa e tem que ser bem trabalhada, pois ninguém é bobo, sabemos quando uma pessoa se aproxima só por interesse. Corre-se o risco da empresa fazer papel de interesseira e a pessoa se sentir enganada!

É isso aí....

Data : 27/08/2010 às 17:11
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Sim, fora os casos de media e baixa gerência que não sairam na mídia...

[ 5º ]
Anderson Viana

Data : 27/08/2010 às 16:45
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Ei Sérgio, qual o lance da Locaweb?? Essa perdi.

Data : 27/08/2010 às 08:56
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Hum, muito bem, gostei demais do post pois você falou de tudo o que acontece nas redes sociais atualmente, caso recente é o da Locaweb que se encaixa perfeitamente no item 4. É fato que o brasileiro como um todo tem muito a aprender com e para as redes sociais, é um caminho longo porém os resultados são sempre positivos. Muito bom post, Parabéns!!

[ 7º ]
Augusto

Data : 26/08/2010 às 11:12
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Concordo com a Fernanda. Tudo depende do tipo de público que a marca deseja atingir. campanhas nanopublicitárias estudam a melhor forma e meio para chegar até seu target.
Atuar em todas as mídias sociais pode ser esforço desnecessário e não trazer resultados.

[ 8º ]
maikel rosa

Data : 24/08/2010 às 10:39
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eu gosto dos textos daqui, mas ainda acho muito longos. não se trata de preguiça, mas falta de tempo pra ler. assim como eu, o pessoal tem vários blogs pra acompanhar, não dá pra dar conta de tudo. #ficaadica

[ 9º ]
Fernanda Fabian

Data : 24/08/2010 às 09:29
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Oi Maurício:
Muito boas as tuas observações, se a maior parte das empresas que estão nas mídias sociais seguissem alguns destes tópicos não teríamos tantos #fails por aí...
Apenas concordo em partes com o item 13, realmente as mídias sociais não se limitam a estas redes. Mas é importante ver onde está o público que a organização quer atingir. De nada adianta estarem no Sonico, por exemplo, se quem eles querem atingir está no Orkut. Na minha opinião é necessário monitorar todas estas redes, mas não necessariamente estar em todas elas se não for o propósito do planejamento da empresa. E o planejamento, por sua vez, deve ser feito de acordo com o que a empresa é e o que ela busca ser/ quer ser.