Clint Eastwood, artista consumado

06 de abril de 2011

O ditado "quanto mais velho melhor" se aplica ao ator e cineasta realizador de alguns dos melhores filmes do cinema americano moderno.

A arte é uma forma de manifestação intelectual de qualquer indivíduo, mas existem pessoas que nascem totalmente voltadas para ela, e ninguém precisa orientá-las nesta direção!

Clint Eastwood é ator, diretor, produtor, músico e compositor, interligando cinema e música de forma indissociável. Que mais se quer para classificá-lo como artista consumado?

De suas origens como ator de televisão, passando pela Europa naqueles “westerns espaguete” dirigidos por Sergio Leone, e depois de volta aos Estados Unidos, em filmes policiais do já então veterano diretor Don Siegel, Clint começou timidamente uma carreira de diretor, teve nela altos e baixos, para depois se tornar um dos maiores diretores do cinema contemporâneo que a gente conhece.

E tudo isso sem ter tido a pretensão de reinventar a roda ou de tentar se espelhar no trabalho de outros diretores, muito embora ele tenha declarado ter tido influência e formação dos citados Leone e Siegel, com o quê eu, se me permitem, discordo totalmente.

O que faz o cinema de Clint Eastwood funcionar é a sua leitura das estórias e roteiros enviados a ele, e depois a maneira como tudo isso vai parar na tela, segundo a sua visão. Vários roteiristas têm declarado que quase nada dos scripts é alterado por ele, mas isto, é claro, se refere ao conteúdo e não à forma.

De ator a diretor

O cinema nos mostra a quantidade de atores que um dia se tornaram diretores, e dentre eles é fácil citar nomes já na época do cinema mudo, como Charles Chaplin, por exemplo. Chaplin não só quis dirigir seus filmes, como os usou para modificar a linguagem do cinema (cinematografia, edição, etc.) e introduzir um personagem cujas características de personalidade são suficientes para justificar a elaboração de um tratado literário!

Vários atores que se tornaram diretores o fizeram não só para ter controle sobre seus filmes, mas também para aumentar o escopo de visão das obras filmadas. E este é o caso singular de Orson Welles, que filmou Cidadão Kane sem saber quase nada de linguagem de cinema, e uma vez com este aprendizado, conseguiu fabricar um dos maiores filmes jamais feitos até hoje.

E se alguma coisa importante se pode tirar da obra de Welles é que ele teve a sensibilidade de compreender que os demais componentes da equipe de filmagem têm papéis tão relevantes quanto o do diretor, e a união dos mesmos é que vai resultar na obra desejada. Não foi à toa que Welles dividiu créditos com o diretor de fotografia Gregg Toland, que usou técnicas de aumento da profundidade de foco e imagens do cinema impressionista, que acabaram por dar um visual distinto e significativo ao filme: exposição de primeiro, segundo e terceiro planos na mesma tomada, definição entre zonas claras e escura nas imagens, etc.

A agregação do diretor à mesma equipe foi característica de vários dos mais brilhantes cineastas da história do cinema, e esta parece ter sido uma lição bem aprendida por Clint Eastwood. Se o espectador atento observar a lista de técnicos nos créditos irá notar a presença constante dos mesmos editores (Joel Cox, só para citar um deles) ou diretores de fotografia (Jack N. Green, para citar outro), casting, e vai por aí.

O benefício de trabalhar com a mesma equipe é óbvio: todo mundo sabe como o diretor pensa e o que ele espera alcançar em cada tomada de cena. Na prática, isto significa que o diretor manda rodar, discute pouco, até mesmo com os atores, e o número de tomadas é quase sempre mínimo!

No caso específico de Clint Eastwood há ainda a atmosfera no set, que pesa a seu favor. Por diversas vezes, o ator/diretor declarou que não gosta de sets barulhentos, nem de ficar gritando ação ou corta para os atores e técnicos. Ele simplesmente diz para os atores que podem começar e depois parar. Como ator ele mesmo sabe como cada um se concentra para entrar no personagem, portanto a tomada começa no momento certo.

E parece notório, para quem está de fora como nós, que os atores comandados por ele têm a liberdade de criar seus personagens, ao invés de recebê-los de forma ditatorial. Neste ponto, Clint não foi o único diretor a fazer isso. Muito antes dele, John Ford era conhecido como o diretor que sequer escolhia seus astros e via-de-regra entregava somente as falas do roteiro que achava necessário ser ditas. O resto era uma espécie assim de cinema mudo. Quem assistir o filme True Crime, de Clint, vai perceber isso imediatamente na expressão do rosto do ator James Woods, logo nas primeiras cenas.

Não interferir com o trabalho do ator, a não ser em situações para lá de necessárias, é um mérito de Clint e de diretores que pensavam como ele. Esta não interferência permite ao elenco expressar-se no seu melhor, ou seja, deixar que o lado artístico de cada um se manifeste totalmente.

Não é à toa que Morgan Freeman tenha sido citado por James Woods como o ator que trabalharia com Clint mesmo que tivesse de andar nu, ensopado em gasolina, em cima de um terreno pegando fogo e cheio de cacos de vidro. O bom ator gosta de ser respeitado e de ver o seu trabalho em cena respeitado.

O respeito ao ser humano como artista, na ótica do cineasta, está bastante claro na obra de Clint Bird, baseado na vida trágica do músico de jazz Charlie Parker. Existe uma cena recorrente em Bird, que mostra um prato de bateria voando em um fundo escuro e descendo ao chão com grande estardalhaço. A cena é explicada no filme, por se tratar de uma suposta situação em que Parker teria sido humilhado em público pelo baterista Jo Jones por “tocar mal”, um uma fase precoce da sua vida.

Diz a lenda que Charlie Parker teria se retirado, depois da humilhação, para um local recluso, onde teria aperfeiçoado o seu estilo de tocar, e voltado à cena depois de amadurecido. No filme, um dos músicos que o humilhara, entra em uma casa noturna em Nova York, onde Parker estava tocando, e depois sai dali para jogar seu saxofone fora!

A criação de um estilo

Clint Eastwood criou estilo tanto como ator como diretor. É marca registrada sua aquele olhar de revolta e indignação em close-up, quando escuta alguma coisa que o desafia ou da qual ele não gosta. É possível que, neste particular, ele tenha pegado emprestado dos westerns feitos com Sergio Leone. O olhar de Eastwood foi parodiado por Michael J. Fox em De Volta Para o Futuro III, onde ele retorna ao oeste usando o nome do ator/personagem.

Mas, o mais importante do conjunto de sua obra é, sem dúvida, o estilo dark (ou sombrio, se quiserem), que pontua a maioria dos seus filmes. É neste ponto que ele tem total colaboração do iluminador de cena e do diretor de fotografia, que o ajudam a criar esta atmosfera.

Diversos filmes seus mostram isso de forma contundente. A imagem resultante tem por objetivo mostrar isolamento, dificuldade, e principalmente a exposição do lado ruim da vida do ser humano, algo do qual ele terá que lutar contra para se livrar. Em Menina de Ouro, por exemplo, é fácil notar os ambientes escuros nos quais as primeiras cenas se desenvolvem, os quais irão marcar a luta da personagem e da atmosfera na qual ela é compelida a viver, para alcançar um mínimo de dignidade na vida.

A criação do personagem solitário

Clint Eastwood não foi o primeiro cineasta a criar um personagem solitário, e que muitas vezes, no final da estória, acaba sempre sozinho. Chaplin o fez bem antes dele, e com total força de expressão heróica na tela.

Nos filmes de Eastwood o personagem constante é o do indivíduo que luta contra o sistema e contra a injustiça social. Em pelo menos três westerns feitos por ele este personagem ganha uma ênfase a ponto de se tornar o ponto central da trama: The Outlaw Josey Wales, de 1976, Pale Rider, de 1985, e Unforgiven, feito em 1992.

Em Josey Wales a luta é contra a perseguição de ex-soldados sulistas, ameaçados de exterminação por políticos corruptos do exército do norte e por mercenários que trabalham para os militares. Em Pale Rider a defesa é a de uma comunidade de mineiros, atacada pelo “dono” da cidade local, que vê na ocupação das terras destes uma ameaça à sua dominação financeira. É interessante notar que em ambos os filmes, o começo é uma seqüência que mostra uma cavalgada terrorista, feita com o objetivo de destruir locais e pessoas, para benefício do sistema ou de alguém, respectivamente.

Mas, em Unforgiven, o personagem é um ex-pistoleiro que, uma vez tomando partido de um problema enfrentado por um grupo de prostitutas, acaba descobrindo que o xerife da comunidade é um déspota que implanta o terror aos cidadãos, como forma de “manter a paz”. As metáforas aqui são sutis, mas bastante visíveis. E desta vez o ex-pistoleiro resolve acabar com todos os representantes da “lei” de uma só vez!

A solidão deste personagem é emblemática. Há uma afirmação implícita de que a luta por certos ideais é individual e isola o cidadão do sistema. Portanto, o personagem é um marginal por excelência. Em todos os enredos onde ele aparece há um elemento catártico envolvido, porque na vida real normalmente esta luta é inglória. E pelo menos no caso do script de Gran Torino, que fala da situação das pequenas comunidades em solo estrangeiro, este fato é mostrado claramente, quando o personagem morre de braços abertos ao final.

Em Million Dollar Baby (Menina de Ouro) o personagem solitário é a própria heroína do filme, Maggie Fitzgerald. Ela luta contra preconceitos, contra a solidão e a pobreza, e contra a sua idade biológica, tudo para dar sentido à sua vida. O heroísmo de Maggie é autêntico. Ela vem de uma família terrível, na qual ela nunca teve valor, mas ela trata de conquistá-lo com o suor do rosto. E quando finalmente consegue o seu lugar ao sol, debaixo da luta física (uma metáfora também óbvia) a família volta-se contra ela e tenta lhe usurpar este ganho.

Uma das cenas mais comoventes e marcantes de Menina de Ouro é quando Maggie conta moedas, para poder comprar um par de tênis!

Muita gente achou que a morte de Maggie ao final do filme era uma apologia à eutanásia, feita pelo cineasta. Mas, na verdade, o que ele quer nos mostrar é que nenhum ser humano deve ser privado da sua capacidade de luta, e que esta privação é humilhante e indigna.

Outro personagem feminino que sozinha luta contra o sistema é Christine Collins, em Changeling (A Troca). E aqui novamente as forças do mal social estão na pele de policiais corrutos da cidade de Los Angeles. Na outra ponta da mesma luta está também o Reverendo Gustav Briegleb, e no final ambos se unem para combater o abuso do poder e a usurpação dos direitos dos cidadãos pela força que, em tese, deveria protegê-lo.

A independência na produção

Não há dúvida, olhando em retrospectiva a história do cinema, de que o chamado studio system prejudicou a vida de inúmeros bons cineastas. Até mesmo Walt Disney, que encorajava o desenvolvimento do potencial criativo de seus comandados, acabava no final deixando seus filmes como ele queria, ou seja, a última palavra nunca ficava com o diretor!

Orson Welles declarou em uma entrevista à BBC que na época em que Cidadão Kane foi feito, o contrato rezava por um filme entregue por ele em preto e branco, mas sobre o qual o estúdio não poderia interferir no projeto. Então ele conta que por ele ter feito o papel de produtor, o ressentimento causado foi de enormes proporções. Os executivos do estúdio, quando chegavam ao set, as filmagens eram interrompidas e Welles os entretinha fazendo truques de mágica. Há relatos de seus colaboradores de que haviam espiões plantados no set, para manter os chefões informados do que estava se passando. E quando o filme finalmente terminou, por pouco os negativos não foram destruídos.

Charles Chaplin foi outro que procurou a independência de produção bem cedo. Fundou, junto com outros atores, a United Artists. Sem ela, provavelmente não teria sido possível ao ator ter se tornado um cineasta perfeccionista!

Em épocas mais recentes, cineastas como Francis Ford Coppola, George Lucas e associados criaram a American Zoetrope, com os mesmos objetivos de permitir a produção independente e criar o espaço para a liberdade dos seus cineastas, o que foi conseguido, diga-se de passagem, debaixo de grande estresse financeiro nos seus primeiros anos.

Clint Eastwood criou a empresa The Malpaso Company em 1967, que passou a se chamar Malpaso Productions a partir de 1988. O nome foi escolhido em função do riacho Malpaso, que existe perto da cidade de Carmel, na California, e que atravessa a propriedade onde o cineasta vive.

Malpaso, que significa tropeço, teria tido a preferência do nome, em suposta alusão ao conselho dado pelo seu empresário na época em que o ator resolveu tentar a sorte na Itália, viagem da qual ele era contra.

Essas empresas independentes se libertaram dos chamados “roteiros de ferro” e da tirania de produção do studio system. Durante anos o moderno cinema americano ficou a reboque de todas as inovações levadas a efeito pelos cineastas europeus e até japoneses, como é o caso de Akira Kurosawa, por exemplo, por culpa da necessidade de entretenimento descompromissado, advogado pelos grandes magnatas de Hollywood.

Em outros casos, como o de John Ford, a resistência se tornou pacífica, até o momento em que o cineasta se convenceu de que a independência era de fato necessária. E com Merian C. Cooper, ele criou a Argosy Pictures.

O gosto pelo Jazz

Durante anos a fio, Clint Eastwood trabalhou com o ex músico e arranjador da orquestra de Stan Kenton Lennie Niehaus. A colaboração de Niehaus é bastante significativa em “Bird”, que trata da vida de Charlie Parker.

Clint co-dirigiu por mais de quinze anos o Festival de Jazz de Monterey. Na verdade, o seu primeiro filme Play Misty For Me é ambientado por ocasião do festival.

A ligação de Clint à música estende-se ao seu filho Kyle, que terminou por substituir Niehaus na direção musical de seus filmes. Mas o próprio Clint se encarregou de prover a trilha sonora de alguns dos seus filmes mais recentes.

A ligação de Clint com músicos brasileiros é também conhecida. Durante muitos anos, o baterista Hélcio Millito, ex-integrante do Tamba Trio, foi seu diretor musical, em um clube noturno de Carmel. E quem viu Unforgiven ouve no seu intróito o belíssimo solo de violão executado pelo brilhante músico brasileiro Laurindo Almeida, outro ex-integrante da orquestra de Stan Kenton.

Identificação com outros cineastas

Existem relatos de que o número de tomadas de câmera nos planos dispostos nos roteiros entregues ao cineasta é mínimo. Via-de-regra, o trabalho se resume a uma tomada única. E neste ponto, ele se aproxima de John Ford, que gostava de uma alegada espontaneidade por parte dos atores.

Também como John Ford, Eastwood foi procurar no lado oeste dos Estados Unidos as razões pelas quais a sociedade americana sofreu transformações radicais em curto espaço de tempo, a começar pela noção de que a lei é um elemento regulador da cidadania, mas que era muito pouco exercida nesta parte do país. Como Ford, Clint explorou valores de família, valores individuais e coletivos das pequenas comunidades e minorias, na grande maioria do tratamento de seus filmes.

Para mim, pelo menos, fora dos maneirismos e expressões corporais do ator, não fica claro em quê exatamente Clint se espelhou em Sergio Leone ou até em Don Siegel. Acho mais provável ter tirado deste último os conhecimentos básicos de linguagem que lhe permitiram tornar-se um cineasta independente.

Também não me parece tão evidente que embora ele tenha optado por uma atmosfera sombria em seus filmes, que tenha havido maior influência do chamado film noir americano. Não há, por exemplo, um traço da mulher fatal ou do detetive cínico, que pontuaram nesses filmes. No cinema de Clint, cada personagem fala por si, e de acordo com o roteiro, que nem é ele quem escreve!

O legado como diretor

Com seus 80 anos de vida, mas continuando a trabalhar a plena carga, a gente se pergunta “até quando”?

Nas últimas décadas, Clint Eastwood atravessou por momentos de qualidade variável em seus filmes, até chegar a uma consistência que nos permite classificá-lo como um dos melhores diretores do cinema americano moderno.

Outros cineastas também tiveram seus altos e baixos. Alguns de seus filmes mais notórios eles mesmos declaram que gostariam de refazê-los. E note-se que este revisionismo não é senão o fruto da consciência amadurecida do diretor pela sua vivência e idade.

Na filmografia de Clint Eastwood existem, a meu ver, momentos apenas razoáveis, ao lado de outros com um brilhantismo exemplar. Mas mesmo nos momentos reconhecidamente não muito brilhantes, como Space Cowboys ou Firefox, a descrição do elemento humano e dos seus conflitos está lá presente, para nenhum fã de cinema botar defeito!

Em seus momentos brilhantes, existem pequenas obras primas, como Million Dollar Baby, já citada acima. Em outros, como o recente Hereafter (Além da Vida) o cineasta mostra uma maturidade invejável na condução do filme.

Se parasse agora (J. Edgar está quase acabando), Clint Eastwood poderia parar de filmar sem hesitação. Como cineasta e como artista, não há mais nada a ser provado. Não creio, entretanto, que ele vá fazer isso. Como tantos artistas do passado, ele só irá parar quando se sentir incapacitado, e nós, egoisticamente, aceitamos de bom grado! [Webinsider]

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2 respostas para “Clint Eastwood, artista consumado”

  1. Paulo Roberto Elias disse:

    Oi, Celso,

    Não faço a mínima idéia. A TV Globo tem sido uma emissora exemplar, e começou suas pesquisas na área da HDTV bem antes das transmissões digitais serem autorizadas. É possível, entretanto, que tenha ocorrido alguma falha que os técnicos não tenham percebido. Se aconteceu apenas uma vez, não há motivo de preocupação.

  2. CELSO DANIEL DA SILVA disse:

    Prezado Paulo,
    Grande Clint. Você falou tudo dele e com maestria. E do cinema também. Acompanho a vida do cowboy desde “Por um Punhado de Dólares”, lá no longínquo 1964. Todos nos assustamos com o novo western que passava uma grande dose de violência para a época. Enquadramentos de câmeras e cortes que ninguém tinha visto no gênero. Sergio Leone sabia como ninguém fazer uma narrativa. Acho que ele fechou com chave de ouro o ciclo quando filmou “Era uma Vez no Oeste”, um de meus preferidos.
    Aproveitando a deixa, podemos comentar mais um pouco o inesgotável tema formato de tela, principalmente na TV?
    Pois bem, ontem, 06/04, no Jornal Bom Dia Brasil,da Globo, gerado aí no RJ, uma reportagem sobre segurança pública bastante interessante, capitaneada pelo repórter-locutor, Márcio Gomes. Em toda a apresentação, longa para os padrões televisivos, a imagem estava no formato 4:3, com as tarjas pretas laterais e horizontais. Até aí, nada demais. Ocorre que estava visivelmente expandida. Acionei meu controle remoto para 16:9 e aí a coisa desandou de vez.Dá-lhe repuxado.
    O que será que ocorreu?
    Abraço.