A falta que o líder faz, na política e na empresa

Nova Escola de Marketing
29 de maio de 2011

Profissionais com postura e atitudes coerentes motivam o grupo a ouvir o que há para ser dito, favorecem o questionamento e promovem a coletividade.

Gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas.
Peter Drucker

Escândalos de corrupção no Brasil costumam evidenciar fatos negativos sobre nossa cultura e também sobre nossa forma de interagir como seres humanos, mas há um aspecto não tão explícito que é refletido em todas as gerações concorrentes atuais: não temos líderes. Há tempos vivemos sem a figura de uma pessoa que se admira, que se respeita e que é capaz de nos direcionar.

Um líder não é um ídolo nem uma adoração. É alguém, um ser humano, vivo e atuante, que nos motiva e nos influencia.

Não somos fãs de um líder. Nós o temos como exemplo de postura, moral e atitude. Somos inspiramos por suas ações e aprendemos com elas.

Não há, hoje, nenhuma figura política que possa ser considerado um líder. E assim também tem sido no meio profissional.

Recentemente perguntei a vários amigos se admiravam o seu superior imediato. Admiração é uma das características da liderança; é uma faceta da empatia e do respeito. Se você não admira o que seu chefe faz, dificilmente você o verá como um líder.

A resposta dos meus amigos questionados foi, na totalidade, um simples não.

Temos vários chefes ao longo da nossa trajetória profissional, mas poucos líderes. O que diferencia um chefe de um líder está na postura com seus subordinados, na maneira de ser correto e ser justo, na forma como consideram importante indicar desvios de conduta àqueles que estão construindo sua vida profissional, na colocação firme e inteligente ante os problemas do dia-a-dia do trabalho.

Estes sabem ser espertos quando necessário. Sabem ser humildes quando necessário. Sabem ser autoritários quando necessário. Sabem da importância do equilíbrio.

Tem postura, moral e atitudes coerentes que motivam a ouvir o que há para ser dito, não somente pela sua posição hierárquica. Favorecem o questionamento e promovem a coletividade.

Com um líder há um motivo, uma razão – e não o simples e grosseiro “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Até horas extras são absorvidas de forma diferente quando se é liderado.

Voltando à política: movimentos de revolta partem, em sua maioria, de estudantes, força sindical ou alguma outra minoria com pouco poder de influência social. Dificilmente há alguma liderança política envolvida. Não vemos um deputado ou senador servindo de exemplo e motivando uma mobilização social organizada e efetiva ou engajado em querer conclusões e conseqüências.

Estamos carentes de exemplos, de seres humanos com capacidade de direcionar e motivar com sua postura e não somente por palestras, palanques e discursos. Enfim, procuram-se líderes. [Webinsider]

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3 respostas para “A falta que o líder faz, na política e na empresa”

  1. angelo leite disse:

    Otima mensagem !verdadeira & provocadora,ta na passando da hora ,como se diz aqui em Minas,temos que ”agir ”,o discurso ta ficando chato,velho & o pior ”desacreditado”.Aecio Neves ,acredito,que apos o ”bafometro”,tera mais zelo com seu dia-dia e se superara para ser ”UM LIDER ”.Desejo Acreditar !!!!Eduardo Campos ???Tem gente boa chegando ai !!Ja enviei para ”n”amigos !!

  2. Marcos,

    Não acredito que líderes possam ser sistematicamente criados. Liderança é uma aptidão. Você pode ser treinado e estudar para ser um excelente gestor, mas ser reconhecido como líder depende muito mais de uma postura que se tem naturalmente e não que se aprende.

    Liderança independe de autoridade. Esta lhe é concedida, a outra obtida.

    Talvez seja uma questão temporal. Há teorias de que líderes surgem somente em momentos de desunião forçada para justamente promover a união, como crises e guerras (aplicadas a qualquer microuniverso).

    Talvez seja uma questão cultural. Vivemos em uma época de pouca ou quase nenhuma ideologia. A sociedade, hoje, está um pouco “robotizada” em relação ao que acreditar e defender.

    Talvez seja um misto dos dois. A relativa calmaria econômica e social e a atual “promoção do umbigo” (olhar somente para si).

    Complexo, não?

    Grande abraço,
    Giovanni Giazzon

  3. Marcos Antonio Pellegrini disse:

    Concordo plenamente com sus comentarios do texto.

    Mas como mudar isso???
    Como Criar mais lideres???
    Como… identificar possiveis lideres e educa-los???

    Essa não é uma obrigação do governo, mas sim de todos nós.
    Qualquer um que queira qualquer tipo de mudança, qualquer tipo de melhoria, precisa estar pronto para identificar e preparar possiveis lideres.

    Não acha??

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