AIs e UXs: chegamos às pequenas agências para somar

Nova Escola de Marketing
03 de outubro de 2012

A inserção de profissionais de arquitetura de informação, usabilidade e UX nas pequenas agências digitais é o início de uma nova etapa no modelo de negócios onde as premissas começam a se agregar à boa experiência.

Então é oficial: os arquitetos de informação, os designers de experiência, os analistas de usabilidade etc. entraram também nas pequenas agências digitais.

Invadimos uma área habitada anteriormente por designers, programadores, atendimentos, planners e uma série de perfis consolidados no mercado. E nossa gloriosa tarefa é organizar, e muitas vezes acompanhar com micro-consultorias, várias destas áreas sem deixar qualquer má impressão ou desconfortos.

Tudo muito bom, porém tem um detalhe: eles já faziam muito bem seus trabalhos sem nossa presença e muitos deles sabem boas práticas do segmento, possuem anos de experiência em seu ofício enquanto muitos de nós viemos de skills diferentes e mal completamos uma década nesta labuta. Claro que devemos considerar exceções.

Multifacetas da formação

Para exemplificar comigo mesma: enquanto publicitária e analista de sistemas por formação; estudante de usabilidade com ênfase na infância; estudiosa (leia-se nerd) de psicologia, might beanz, filosofia, história, culinária para dummies, sociologia e nerfs; cantora whatever; estagiária de dona de casa – que sirva de exemplo meu estrambótico skill – sou arquiteta de informação e desenhista de experiências.

É facilmente perceptível que construí de forma empírica o meu conhecimento sobre AI, UX e só depois começaram as especializações. E lá no início, por muito tempo fui considerada “aquela mala sem alça” que caiu de paraquedas na equipe.

Sinceramente sou bem humorada demais para me incomodar e hoje em dia, embora as equipes me respeitem como profissional, tendo meu espaço garantido no staff, incorporei a nova distinção ao me apresentar com toques de humor: “arquiteta e mala sem alça”, “designer de experiência e mala sem alça” e por aí vai. As pessoas sorriem e pronto, primeiro gelo quebrado! Sem contar que estes conhecimentos “aleatórios” no início geradores de certas desconfianças, hoje compõem minhas pesquisas e estudos de forma significativa e sistemática.

Mas o caminho que inicia no estranhamento, quando surgimos dentro das agências, e vai até a total absorção da nossa modalidade profissional pede paciência, pois o nosso desafio é, além de suprir as necessidades de UX e AI do projeto, criar estabilidade social dentro da equipe mostrando que chegamos para somar. E isto pode demorar um pouco, pois no caminho existem vários pequenos obstáculos a se ultrapassar.

Por que estes estranhos estão aqui?

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que isto não é uma constante em nossos ambientes e muito menos algum tipo de desabafo e sim o resultado de várias conversas com colegas de classe que me inspiraram a escrever estas mal-traçadas linhas digitais. Tem muita agência que nos ama e nos quer!

Mas para aqueles que estão iniciando em sua empresa, uma área que cuida de informação e experiência, ou mesmo se você resolveu mudar de ares ou está entrando em uma agência onde será o primeiro a levantar nossa bandeira, aqui vão algumas informações que será legal saber:

  • Se sua empresa abriu vaga para AI, UX ou se está sendo convidado a ser o primeiro profissional com este perfil, é sinal de que havia uma demanda reprimida e provavelmente as equipes estão envolvidas demais em suas especialidades e se tornou fundamental alguém que esteja exclusivamente trabalhando com a organização das informações e a experiência do usuário dentro do produto digital;
  • Embora usabilidade, arquitetura de informação e experiência de usuários não sejam coisas que surgiram da noite para o dia como o Nissim Ourfali, estávamos um pouco restritos a grandes agências e grandes projetos. Hoje a experiência é fundamental – as agências e seus clientes perceberam que quem gosta compartilha – e todos precisam ter um olhar exclusivo para garantir este diferencial decisor.

Desmistificando o mala

Somos frenéticos. Temos que ser. Definitivamente, a imagem do profissional sentado, recebendo jobs pela manhã e entregando no final da tarde não nos pertence, e por conta disto, estamos o tempo todo conversando com todas as áreas, quer seja acompanhando, desenhando ou testando.

Detemos muita informação de projeto e integramos algumas expertises, e por conta de todas essas “andanças” é que surgem as famosas má impressões e a consagração dos malas.

Não estou dizendo nos parágrafos acima que somos como já diria chefito, “monstros sagrados” do digital. Não caro leitor, NÃO somos monstros sagrados e sim adquirimos o fator “corre pela agência e fala com todos” por conta de estarmos constantemente em todas as pontas alinhando e aparando arestas informativas enquanto o projeto estiver em nossa bancada. Ah! E também não somos gerentes de projeto, pois nosso foco é informação e experiência!

“Mas Iris, no meu trampo tem um cara que se acha só porque trabalha com UX!.” Caro leitor, te garanto que esta não é uma característica de formação da classe e esta pessoa não exemplifica o artigo que estás lendo.

De qualquer forma, vamos pensar em coisas simples que podem mostrar de forma simpática o fator “agregador” de benefícios que vem no ato da adoção de um arquiteto ou experienciador para a equipe:

  • Sabemos que tudo o que é novo, e entra no processo dentro de um ambiente profissional, causa certa comoção. Isto acontece quer seja com o café que mudou ou com as novas diretrizes e não poderia ser diferente com um novo profissional que vem orientar a informação e definir a melhor experiencia para a navegação;
  • Todas as vezes que entramos em um projeto, desoneramos alguém de tarefas que poderiam estar atrapalhando a entrega final. Quer um exemplo? Olha que beleza para o diretor de arte se nós pensarmos juntos o modelo de experiência ideal e suas interações. E melhor! Além de otimizar o tempo ele ainda recebe wireframes – se o projeto pedir – com toda a organização informativa;
  • Os projetos ficam mais fáceis de conduzir em todas as pontas quando alguém se ocupa em definir experiências e informação e o resultado pode ser um produto muito mais contextualizado e com menos refações.

Viu só. Ainda que seja certa forma nova, a inserção de AIs, UXs etc é muito importante. É o inicio de uma nova etapa no modelo de negócios da empresa onde as premissas começam a se agregar à boa experiência. Todos somam e podemos ajudar a deixar isto claro para todos.

Lembrando sempre que o processo de integração não é apenas conhecimento de área e sim a soma deste com doses de empatia, profissionalismo, determinação e paciência E esta receita de “juntar” não está pronta, mas pode ser um bom começo! E você? O que tem a dizer? [Webinsider]

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