Portais colaborativos são nova realidade para o jornalismo

27 de agosto de 2014

Os portais colaborativos montaram suas equipes editoriais, que revisam o material enviado pelos colaboradores, dentro de critérios adotados nas redações. É a moderação do conteúdo que assegura credibilidade à informação publicada.

A popularidade das redes sociais se deve, em parte, à vontade que as pessoas têm de se expressar publicamente. Neste sentido, plataformas como Facebook e Twitter dão ao cidadão comum a oportunidade de interagir, compartilhar e publicar suas próprias opiniões sobre os mais variados assuntos de seu interesse.

Nesse ambiente de participação coletiva, a produção e a distribuição de conteúdo na internet têm migrado de um fluxo unilateral, que parte dos meios de comunicação tradicionais para atingir o público, para uma estrutura em rede, na qual cada usuário colabora na criação e difusão da informação.

É nesse contexto de democratização da informação que o jornalismo do novo século passa por um processo de atualização do seu modelo de produção de conteúdo, oferecendo espaço para o internauta colaborar diretamente na redação e publicação de notícias.

Atentos à nova realidade que se impõe, alguns portais de notícia já aderiram a esse modelo inovador de geração de conteúdo colaborativo. É o caso de grandes veículos como Forbes.com e The Street, das páginas de cultura e entretenimento BuzzFeed e Entertainment Weekly, e do canal esportivo Bleacher Report.

O modelo colaborativo

Para se ter uma ideia, o sucesso do modelo colaborativo do Bleacher Report resultou, em agosto de 2012, na sua aquisição pelo grupo Time Warner, por US$ 200 milhões. À época, a companhia reforçou sua própria cobertura esportiva apoiada na rede de colaboradores formada naquele portal.

Outro portal de renome, a Forbes aperfeiçoa seu modelo de produção colaborativa, que já dispõe de uma base sólida de 1.300 colaboradores, acompanhados por um quadro editorial de 40 profissionais fixos encarregados de analisar e monitorar o conteúdo publicado no site.

Não podemos deixar de mencionar ainda o êxito particular do Huffington Post. Lançado em maio de 2005, o portal foi precursor no modelo colaborativo e tão logo se tornou um dos sites de maior audiência dos EUA, sendo listado, no ranking Alexa, entre 100 sites mais acessados do mundo. O Huffington Post foi comprado em fevereiro de 2011 pela AOL por US$ 315 milhões.

Neste modelo, a princípio, o repórter colaborador é um cidadão comum como eu e você, que, com certa habilidade em redigir sua opinião sobre um assunto de caráter público, dispõe da possibilidade de associar seu nome, assinatura e opinião à marca do site em que participa.

Mas a tendência é que o colaborador ativo, aquele que posta notícias diariamente e obtém um número crescente de acessos, faça carreira dentro do portal, conquistando até espaço privilegiado e, muitas vezes, remuneração calculada com base na audiência de suas postagens.

Vale ressaltar que a cobertura participativa, desde suas origens sob o formato User-Generated Content (UGC, “Conteúdo Gerado pelo Usuário”, em tradução livre), passou por um processo de reformulação operacional.

Consolidando o modelo

O UGC se estabeleceu, inicialmente, como toda contribuição à cobertura jornalística feita pelo cidadão comum, de modo não remunerado, por meio do compartilhamento de textos, imagens e vídeos nos portais de notícia. No entanto, com o tempo o desafio passou a ser como monetizar tal conteúdo, sem abrir espaço para dúvidas sobre a consistência do material publicado pelo usuário colaborador.

Foi nesse contexto que os primeiros portais colaborativos montaram suas próprias equipes editoriais, encarregadas de selecionar os internautas aptos a produzir textos, além de editar o material publicado dentro dos mesmos critérios adotados nas redações. É a moderação do conteúdo que assegura credibilidade à informação publicada.

Os portais baseados no modelo consolidado de jornalismo colaborativo começam a se firmar como a tendência do novo século para um jornalismo cidadão, que privilegia aquele que é o mais interessado na informação: o público.

Estaríamos nós diante de uma nova era na comunicação? Fica a reflexão. [Webinsider]

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