A mídia programática não vai tirar o seu emprego

Nova Escola de Marketing
03 de março de 2015

Estamos falando de automação de processos e não de um monstro que chegou para acabar com a receita dos veículos via leilão.

midia_programaticaApós um ano trabalhando em uma das principais empresas do setor, está claro, para mim, que o mercado ainda tem muitas dúvidas sobre mídia programática, embora ela seja nada mais que a automação dos processos de compra e venda de inventário.

Só isso e nada além disso. Simples assim.



Esta automação já existe em outras indústrias, como no mercado financeiro, turismo e até mesmo o automobilístico, no qual boa parte da linha de montagem é feita por robôs (operados por pessoas). 

Alguns pontos a se destacar:

Não é só banner



1. O inventário disponível para programático vai além do banner e inclui também mobile, social e vídeo.

A tendência de crescimento é muito forte. Em formatos mais simples, padronizados, acredito que no futuro a maioria das negociações será no modelo automatizado, ficando para o procedimento manual os projetos e formatos mais especiais.

Isso dará aos veículos e agências a oportunidade de investir mais tempo em pensamento estratégico e menos na operação.

TV e mídia impressa também, mas devagar



2. Quando falamos de TV e mídia impressa, o processo de adoção deve ser mais lento, dada a natureza dos meios e formatos.

Porém, já há experiências nessa área em outros mercados: a MediaMath acaba de lançar nos EUA uma oferta de compra programática de campanhas nas revistas do grupo Time Inc. (People, Sports Illustrated, Time, entre outras, leia em Programmatic print is here).

Onde está investindo e quanto está pagando



3. Sobre transparência: é totalmente possível trabalhar com transparência. No caso da MediaMath, nossa plataforma permite o total controle de onde se está investindo e o quanto está se pagando em cada veículo, mesmo na compra por leilão em ad exchanges.

Há, sim, empresas que não oferecem este nível de transparência, porém entregam bons resultados; cabe ao anunciante ou agência definir o que é melhor.

Fazendo uma analogia: tirar um passaporte custa menos de duzentos reais. Se você usar um despachante, o preço vai para quatrocentos e você não sabe exatamente o motivo desta diferença. Você tem a opção de decidir o que é melhor para você, mas de forma consciente.



Enfim, há um grande preconceito e desconhecimento sobre o que é mídia programática. Mais uma vez: estamos falando apenas de automação de processos e não de um monstro que chegou para acabar com a receita dos veículos via leilão.

Aliás, a maioria do mercado inclusive ainda desconhece que é possível comprar, via plataforma, diretamente dos veículos, a preço fixo pré-negociado e com inventário garantido. 



Quando os Macs foram introduzidos na publicidade, teve gente que achou que seria o fim do diretor de arte e dos designers. A mesma preocupação parece surgir agora em relação à automação dos processos de mídia. Mas a tecnologia veio para ajudar e não para tirar emprego de ninguém. [Webinsider]

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