Redes sociais corporativas: menos custos, mais resultados

Nova Escola de Marketing
29 de março de 2015

Um novo cenário, de menor dependência da TI e maior controle por parte dos gestores.

Sempre me perguntam: intranet ou rede social corporativa? Não por acaso, venho explorando esse tema em artigos anteriores, já que as redes sociais corporativas trouxeram uma brisa e um frescor onde antes quase sempre o cheiro era de bolor.

Mas agora queria te convidar a olhar mais para frente – mais visão de futuro e menos comparação com o passado. Isso vai nos permitir manter o foco e aprofundar aspectos que acabam ficando em segundo plano numa análise comparativa – como modelo de negócio, agilidade e custos. Vamos nessa?

SoCloMo – ele tem a força!

A primeira coisa que precisamos destacar é que não dá para falar de Redes Sociais Corporativas sem dizer que elas fazem parte de um movimento/revolução maior, que atende por esse acrônimo estranho aí de cima.

Estamos falando de uma equação onde entra: (So = Social) + (Clo = Cloud) + (Mo = Mobile). Ou seja, além das ofertas de valor intrínseco, as Redes Sociais Corporativas são construídas “na nuvem” (cloud) e não raro seguem a linha “mobile first” (pensadas antes – e mais – para dispositivos móveis do que para desktops).

Isso muda muita coisa em termos de prontidão, agilidade e flexibilidade. Você pode, literalmente, criar uma conta e sair usando. Já está tudo lá, “pré-pronto”, te oferecendo boas possibilidades de personalização, mas sem as dores de cabeça de instalação, configuração, hardware, etc.

Esse cenário era algo impensável nos softwares que até então dominavam a cena, todos criados com uma lógica “on-premise” (ou seja, tem que ser instalado nos servidores da sua empresa) e nitidamente voltados para os desktops.

Claro, os grandes fabricantes, como Microsoft e IBM, estão se mexendo, mas não com a rapidez que os concorrentes menores. Esses (como a Zyncro, por exemplo) já constroem suas soluções dentro dessa nova lógica e não possuem um legado com o qual precisam conversar. E nem precisam enfrentar uma mudança de paradigma e de modelo de negócio (os grandes players estavam acostumados a vender licenças caras, gerando projetos que alimentavam todo um ecossistema de parceiros – mudar para a nuvem não é nada trivial).

SaaS: “Somente aluguel aqui, Sr.”

Isso nos leva para um outro aspecto: quase tudo que é construído na nuvem é vendido como serviço (daí a sigla SaaS que, na verdade, quer dizer “Software as a Service”, como você sabe). Com as Redes Sociais Corporativas não é diferente.

Nada de pagar milhares de reais por uma licença antes e só ver o projeto no ar seis meses ou um ano depois… E nada de ter que dimensionar tudo pelo pico – você paga pelo que usar, onde o cálculo acontece sempre com base no número de usuários.

Isso tem atraído muitas empresas, interessadas em reduzir custos e preocupadas em não perder tempo para dar as respostas que o mercado exige. “Time is money”, já ouvi falar?

Outro fator que impulsiona a adoção de Redes Sociais Corporativas é a crise. Em 2008, ela bateu forte lá fora, em particular nos EUA e na Europa. Uma oferta ágil e que cortasse custos era tudo que eles desejavam. Agora, a crise maior é aqui – e o efeito deverá ser o mesmo, fazendo com que eventuais objeções (que, na maioria das vezes, são falaciosas, como as que envolvem segurança) acabem perdendo para os benefícios financeiros.

A boa e velha metáfora do iceberg

A essa altura, você já percebeu que essa combinação do SoCloMo com o modelo SaaS nos leva a um modelo completamente diferente, que a figura abaixo expressa com maestria:

cloud

Ou seja: com uma Rede Social Corporativa, como acontece com todo o mundo SoCloMo+SaaS, as surpresas são menores, não há tantos custos ocultos. E, como já dissemos, a lógica “turn key” (virar a chave e sair usando) gera um apelo adicional.

A tecnologia finalmente no seu devido e merecido lugar: os bastidores

Agora, responda: se a empresa tem que desembolsar menos de imediato e se não precisa esquentar a cabeça com hardware, nem com manutenção ou suporte de TI, o que acontece?

Acertou quem disse “sobra mais verba para investir em diagnóstico, planejamento e ativação”! Mas estaria mais certo ainda quem afirmasse que a empresa vai parar de despender energia com a tecnologia (que é meio) e vai ter muito mais foco em fazer acontecer – em resultados e ganhos para o negócio (que é o real objetivo).

Ao tirar as preocupações de TI do caminho, sobra budget para fazer um Assessment, mapeando as necessidades e demandas das áreas. Sobra energia para investir em Gestão da Mudança, acelerando o processo de adoção (e, portanto, os resultados). E sobra tempo para não só colocar aquilo no ar (como se fosse um fim em si mesmo), mas sim para acompanhar, monitorar, avaliar o que acontece na Rede Social Corporativa ao longo de sua utilização (no pós-projeto), realizando um trabalho consistente de Gestão de Comunidades para extrair o máximo do ambiente digital.

Isso tudo descortina um novo cenário, de menor dependência da TI e maior controle por parte dos gestores da rede como um todo – e das comunidades que nela se formam. O que também contribui para mais velocidade e melhores resultados.

Outro ponto extremamente importante: por estar na nuvem, a Rede Social Corporativa pode ser formatada tanto para atender os colaboradores (numa lógica de “intranet”) quanto clientes em tempo de projeto ou fornecedores (numa lógica “extranet”, em que colaboradores e clientes ou parceiros utilizam um espaço de colaboração para serem mais produtivos). Isso sem falar nos usos para alavancar mais negócios, ao se criar uma rede social de uma determinada marca (uma comunidade, para fidelização, “cross selling” e “up selling”) ou de um determinado tema (como redes sociais profissionais, para troca de experiências e melhores práticas).

Logo, engana-se quem pensa que Rede Social Corporativa só está voltada para o “back office”, como uma intranet – suas características permitem muito mais.

Por isso tudo, não há dúvida: as Redes Sociais Corporativas tendem a ganhar mais e mais mercado. E os fabricantes, se aproveitando da lógica em nuvem, em que o software fica nos seus próprios servidores, promovem melhorias e inclusão de mais funcionalidades a todo instante, que funcionam de imediato. Não é preciso esperar três anos por uma atualização do SharePoint, por exemplo… Certamente isso torna o futuro ainda mais promissor.

Com isso, estão adicionando aos recursos nativos de Colaboração àqueles que envolvem “Conteúdo” e “Integração” com outros sistemas, formando o tripé que sempre sustentou a visão de um “Digital Workplace” eficiente – só que agora isso virou realidade.

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E se quer aprender mais sobre o tema, fique atento ao calendário de workshops do Instituto Intranet Portal – desde o ano passado, temos rodado o país com um workshop que já teve cinco edições trazendo tudo sobre Redes Sociais Corporativas. Novas estão sendo programadas para este ano, em várias cidades. [Webinsider]

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