Como construir uma comunidade ao redor da sua empresa

09 de abril de 2015

Defina seu público, defina o objetivo da comunidade, avalie a aceitação, ofereça conteúdo relevante... e não abandone o projeto.

comunidadeA relação entre empresas e consumidores se modificou bastante com o passar do tempo. Muito disso por causa da internet, que contribuiu bastante para que os clientes começassem a adotar um comportamento mais protagonista nesse relacionamento. Se antes o diálogo no marketing tradicional se dava apenas na hora de comprar ou não o produto ou serviço de determinada companhia, hoje ele vai além.

As opiniões do público começaram a fazer diferença para os negócios. Agora, mais do que nunca, elas interagem com a marca, deixando claro tudo que gostam ou não, e influenciam outros nesse processo. Por isso, agora o que vem do público vale ouro. Ouvir suas dúvidas, sugestões, reclamações e criar uma relação próxima que faça o cliente se sentir importante virou meta (ou deveria ter virado) para qualquer empreendedor.

Os mais espertos sabem que a concorrência (principalmente no universo digital) é muito grande. E que a briga entre gigantes, médios e pequenos empresários é acirrada e cada passo em falso pode decretar o fim de uma marca. E são justamente as pessoas as maiores responsáveis por fazer uma empresa ter vida longa e próspera (ou não). Por isso, ter um grupo de indivíduos ao redor e que dê suporte constante para o seu negócio pode ser o diferencial muito importante.

O que é comunidade e para quê serve?

E por falar em ter um grupo de indivíduos ao redor da sua empresa, foi pensando nisso, para organizar toda essa necessidade de diálogo com essas pessoas, que surgiu a ideia de criar comunidades ao redor dos negócios. As comunidades nada mais são do que grupos de pessoas, normalmente clientes ou simpatizantes da marca, que se “reúnem” em um ambiente online específico – como o Fórum do Marketing de Conteúdo – para trocar informações sobre um determinado tema (ou alguns temas).

A comunidade serve para manter o registro dessas conversas em um ambiente fornecido e controlado por você, e para, acima de tudo, estimular a participação do público em questões que são importantes para a empresa. Em torno de uma causa, por exemplo.

O que a comunidade não é (ou não deve ser)

Pensando nesse sentido, a comunidade que a sua empresa precisa desenvolver e alimentar jamais deve estar focada em torno da própria marca. Ou dos produtos (para não correr risco de não ser claro o suficiente). Essa relação não pode visar lucro (pelo menos não diretamente). E também não pode se fundamentar em bases falsas, em conteúdo vazio e sem relevância. Antes de criar sua comunidade, de começar esse processo, pense se você ou sua equipe serão capazes de alimentá-la.

Por que sua empresa deve investir em redes sociais?

Embora uma comunidade possa existir no mundo físico, a esmagadora maioria delas acontece mesmo é na internet. E claro, as redes sociais se tornaram a “casa” perfeita para receber tanta gente. O mais comum, é ver comunidades e grupos se desenvolverem por meio do Facebook. Mas outras redes fazem um trabalho importante, mesmo que de forma diferenciada, como o Twitter e o Instagram. O veículo que vai abraçar sua comunidade deve ser pensando a partir das necessidades do seu negócio. O que é bom para uns, pode ser ruim para outros.

Em todo caso, investir em manter um relacionamento saudável nas redes sociais é quase que uma premissa para que seu negócio ganhe maiores proporções. As redes sociais ajudam a criar empatia e também são ótimos meios de divulgação indireta.

Além disso, toda pessoa que fazer parte de algo. De algum projeto ou grupo específico.

Como começar?

Para começar a dar os primeiros passos e criar uma comunidade (do zero) que cresce a cada dia é preciso um pouco de estratégia. Não basta apenas preencher um punhado de informações e criar uma Fanpage ou um Grupo Secreto no Facebook. Você precisa estabelecer metas para acertar o alvo. E não é preciso pensar alto. Se você conseguir uma base que cresça do zero até os 100 participantes, a tendência é que isso evolua de forma gradativa. Agora, veja o que é preciso fazer pra essa engrenagem funcionar.

Defina seu público

Definir o público alvo de forma bastante objetiva é crucial. Aliás, é o passo 1 para o sucesso não apenas da comunidade, mas do seu negócio. Quem são seus clientes? O que eles buscam? Quais são seus problemas, e como sua empresa pode resolver são perguntas-chave para traçar esse perfil.

Defina o objetivo da comunidade

Outro passo importante é definir o objetivo da comunidade. Vou dar um exemplo: se você tem uma loja de roupas e enxoval para bebês, talvez sua comunidade possa ter como objetivo dar espaço para as mães e futuras mães trocarem experiências sobre a maternidade. A variedade de pautas é enorme, os assuntos não se esgotam e você não está vendendo nada. Esse objetivo deve ser claramente comunicado a todos os participantes para que se sintam à vontade.

Faça uma pesquisa de aceitação

Antes de inaugurar esse espaço de troca e de informação, talvez seja prudente elaborar um questionário ou mandar alguns e-mails para consumidores específicos e perguntar se sua ideia é relevante para a sua Persona? Se o ajudaria de alguma maneira. Se ele faria parte e se indicaria para alguém e assim por diante. Avalie os resultados e baseie os próximos passos nessas respostas.

Produza conteúdo relevante

Aqui é que mora o perigo. Muitos empreendedores começam uma comunidade e aos poucos vão abandonando o projeto pro falta de tempo ou experiência. Jamais faça isso. Criar grupos, envolver-se com pessoas, estimulá-las, é um compromisso sério. E deixar isso morrer denota falta de comprometimento com a causa. Além de passar uma imagem nada legal. Portanto, planeje-se bastante antes para não apenas postar conteúdo relevante (e periódico) como para criar estratégias que permitam que as pessoas participem, mostrem suas ideias, estejam (e fiquem) ativas.

O que os membros buscam?

Legal, se você chegou até esse ponto, significa que sua comunidade está engatinhando e que pode ficar grande. Mas para que isso aconteça deve haver um monitoramento periódico para saber o que seus membros buscam. As necessidades dos seus clientes mudam a cada dia. A moda, a mídia, o clima, a política, tudo influencia os interesses dos seus membros. E para saber se você está oferecendo conteúdo que fomente a troca, a resposta, o engajamento, é preciso acompanhar de perto o comportamento da sua rede.

Para fazer isso, existem diversas ferramentas de análises que os próprios canais escolhidos fornecem. E, claro, seu aguçado poder de observação.

Criar uma comunidade ao redor da sua empresa pode até ser estratégico, mas acima de tudo deve ser divertido e inspirador. As pessoas têm muito a dizer, e muitas ideias ou soluções podem partir desse relacionamento. Mas não se iluda, as pessoas percebem se o seu interesse é realmente criar um relacionamento próximo, amistoso e honesto ou se o objetivo implícito na sua iniciativa visa exclusivamente o lucro.

Agora que você sabe disso, compartilhe com a gente suas dúvidas e, porque não, seus resultados também? É só deixar um comentário abaixo! [Webinsider]

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