É plágio que não acaba mais – meu logo foi copiado, e agora?

Nova Escola de Marketing
24 de setembro de 2015

E se o seu logo fosse copiado por uma empresa? Veja como proteger seu trabalho do plágio.

Quando o assunto plágio já parecia esgotado, surge um novo caso envolvendo uma empresa global, famosa, de sucesso e que se meteu em uma enrascada.

Foi com o Airbnb, novamente um caso descoberto pela curiosidade alheia. E, novamente, só foi descoberto porque o designer que criou o logotipo original era suficientemente famoso para ter seu trabalho publicado em um daqueles livros de “referências” que fazem tanto sucesso (por que será, né?).

azumaO autor do símbolo usado pelo Airbnb é Akisato Ueda, que em 1975 criou o símbolo para um drive-in japonês chamado Azuma, na imagem ao lado.

Voltando ao caso mais recente, o Airbnb, não sabemos (pelo menos eu não sei) se algum profissional foi “contratado” para “criar” o logotipo.

Então vamos seguir duas linhas de raciocínio:

1. Alguém foi pago para criar o logotipo: então há responsabilidade objetiva do “criativo” que não foi nada criativo e meteu a empresa em um rolo enorme. Ele (ou eles) pode ser responsabilizado e cobrado judicialmente caso a empresa tenha prejuízo (e terá!);

2. Eles mesmos copiaram deliberadamente: certamente alguém foi chamado para vetorizar o logotipo, montar o material impresso, etc. Mas se não foi pago para “criar”, mas sim apenas para executar, o problema será pequeno para o “criativo”. Mesmo assim haverá uma mancha no seu histórico, um trabalho que deve ser deletado do portfólio (falando nisso, você já leu sobre como proteger o seu portfólio?).

O que fez o Airbnb de errado?

Afinal, quais são os “crimes” cometidos pelo Airbnb? O que eles fizeram de errado?

Nesse caso não há violação de marca, porque são segmentos diferentes e, portanto, classes (completamente) diferentes. Também tem a questão da territorialidade – se fosse a mesma atividade poderia ser considerada violação de marca somente no Japão, por isso misturar marca nessa história é bobagem.

Mas há violação de direito autoral, tanto da empresa (Azuma) quanto do designer (Akisato Ueda) ou seus herdeiros.

A Azuma tem os direitos patrimoniais, ou seja, o que gera dinheiro. Ela pagou pelo trabalho e pode cobrar indenização de qualquer um que use a marca (layout) desenvolvido para eles com finalidade comercial (ou não). Qualquer uso não autorizado pode ser punido e uma indenização pode ser exigida, mas a gente nem sabe se a empresa ainda existe, né?

Já o designer é dono (para sempre) dos direitos morais, ou seja: de ser citado como autor e de proibir qualquer alteração feita no trabalho sem sua expressa autorização e sem o reconhecimento dele como autor. Esses direitos podem ser exigidos pelos herdeiros (estou supondo que o cara já morreu, mas vai que ele tá lá, feliz e faceiro com 150 anos?).

LogoThief-Tirol-510x205Não é muito diferente do caso do restaurante gaúcho que copiou, na cara dura, o logotipo (e o nome) de um órgão de incentivo ao turismo da Áustria. Não precisa ser um “expert” em design pra perceber a semelhança.

O logotipo do Tirol (original) é Arthur Zelger.

Enquanto você pensa nisso tudo, que tal assistir ao vídeo que o Airbnb fez pra anunciar o seu novo símbolo:

Agora vem a dica para a proteção contra o plágio

O objetivo desse artigo é fazer você pensar:

– E se fosse eu o verdadeiro autor?

Fosse um logotipo de uma empresa pequena, criado por um designer “normal” e não um “figurão” e ele fosse plagiado, como ficaria a história? Como terminaria?

Eu não sei ao certo, ninguém pode saber, mas provavelmente a empresa que plagiou diria, através de seus advogados e de sua caríssima assessoria de imprensa, que é uma calúnia, que trata-se de um oportunista querendo chamar a atenção para sua vida fracassada e por aí vai.

E posso apostar que a imprensa aceitaria isso como verdade, a não ser que esse designer tivesse uma prova de anterioridade, algo que pudesse ajudá-lo a comprovar que é o verdadeiro autor e, de acordo com a Convenção de Berna, pudesse fazê-lo ser reconhecido como autor

Desculpem, escrevi este artigo advogando em causa própria… É preciso dizer que você pode proteger seu trabalho no Avctoris, porque é simples, fácil e barato. Fica a dica. [Webinsider]

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