O mercado de mídia em 2006, lembra como era?

Nova Escola de Marketing
25 de maio de 2016

Os portais ainda eram a audiência dominante e o full banner reinava. Um mundo bem diferente do de hoje, sem a social media.

Há exatos dez anos eu e os sócios da AgênciaClick lançávamos a MídiaClick, primeira agência de marketing de performance do Brasil.

O vídeo de lançamento ainda está disponível no YouTube, caso você tenha curiosidade:

De lá pra cá, muita coisa mudou: a Click virou Dentsu, a MídiaClick virou iProspect e hoje em dia quase todas as agências têm um departamento de BI e falam sobre KPIs. Mas tudo começou com a MídiaClick.

Em 2006, o Google comemorou seu primeiro ano de Brasil. Sim, até 2005 a única maneira de se comprar campanhas de links patrocinados era com um cartão de crédito internacional, pois não havia Google Brasil, com CNPJ e coisa e tal. Confesso que ganhei muitas milhas graças a esta situação.

Facebook não existia

Não havia Facebook, nem Twitter. Mas tínhamos LinkedIn, Orkut e Fotolog.

Os portais ainda eram a audiência dominante do mercado. Era um mundo bem diferente do de hoje, sem a tal da social media.

Já existia, claro, a discussão de qual o tamanho do mercado de mídia digital. A discussão vigente era como lidar com a taxa de interconexão das operadoras de telefonia e se e-commerce entraria na conta.

A AMI, para lidar com estas dúvidas, criou uma cartilha com as normas. O material foi apelidado de Cartilha Fiorentini, em homenagem ao autor – o Bruno Fiorentini, na época presidente do Yahoo.

Hoje, este voltou a ser um dos principais desafios do mercado, com o fim do Projeto Intermeios. Outra dúvida é quanto se investe em mídia programática.

Full banner reinava

O full banner (468X60 pixels) era o formato dominante, junto com o pop-up, que ressuscitou com força total nos últimos anos, é verdade.

Em abril de 2006, o IAB ainda não havia chegado ao Brasil. Eu estava no meu segundo mandato à frente da AMI (Associação de Mídia Interativa), quando fui pessoalmente a Nova York negociar o licenciamento da marca. Inclusive, houve uma tentativa de golpe, liderado por algumas figuras que ainda estão no mercado. Eles queriam tomar a entidade de assalto, valendo-se de brechas no estatuto vigente. Mas, graças a este ataque, as principais agências e veículos se uniram e o IAB cresceu e se fortaleceu.

Não teve golpe!

2006 diziam que seria o ano do mobile marketing, mantra que vem sendo repetido anualmente desde sempre.

O mundo digital move-se muito rápido e o mercado tem memória fraca. Nunca é demais lembrar como chegamos até aqui. [Webinsider]

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Leia também:

Os termos da mídia digital em 2016

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