O dia mundial da poupança… e você com isso?

17 de outubro de 2016

Organize o seu dinheiro visando objetivos a curto, médio e longo prazo. Você consegue poupar em prol de uma conquista, não só para acumular.

Dia mundial da poupanca e os motivos para pouparAcredito que poucos saibam, mas 31 de outubro é considerado o Dia Mundial da Poupança. A data foi criada pelo Instituto Mundial de Bancos de Poupança, em 1925, na Itália, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de poupar.

Então vamos aproveitar a ocasião para falar sobre guardar e investir dinheiro.

Sendo assim, começo este artigo com a seguinte reflexão: se, a partir de hoje, você não recebesse mais o seu ganho mensal, por quanto tempo conseguiria manter o seu atual padrão de vida? É um questionamento complicado, não é mesmo?

Em anos de estrada nessa vida como educador financeiro, posso afirmar que 90% das pessoas respondem que sobreviveriam, no máximo, três meses. É uma realidade dura e assustadora, mas que pode – e deve – mudar, se começarmos a dar a devida importância que o assunto merece.

E os primeiros passos para essa empreitada é se educar financeiramente, dar valor ao dinheiro que passa pelas mãos e, acima de tudo, saber sonhar.

É isso mesmo, muita gente já deixou de lado seus objetivos e metas de vida há muito tempo e não percebe que continua fazendo dívida atrás de dívida justamente porque não tem um foco.

Caros, isso é um fato: quando temos um objetivo bem definido e planejado, temos mais disciplina para realizá-lo, e isso passa pelo ato de conseguir poupar dinheiro em prol de uma conquista, não apenas para acumular.

Como poupar?

Entendido a questão motivacional do assunto, vamos falar sobre meios de se poupar. O ser humano, em sua essência, é resistente a mudanças, vive criando obstáculos. No entanto, é preciso se livrar desse “costume” e se abrir a novas ideias, novos comportamentos mais saudáveis e sustentáveis.

Um deles é o de rever os hábitos de consumo. Estamos acostumados a uma rotina de compra, seja para a casa, seja em assuntos mais pessoais. Vamos “automático” na mesma marca, no mesmo estabelecimento, adquirindo as mesmas quantidades, enfim.

É possível – e necessário – reavaliar essa questão. Com a minha experiência como terapeuta financeiro, auxiliando famílias, digo, com tranquilidade, que todos nós podemos diminuir em até 30% os nossos gastos diários e mensais.

As despesas que mais cometemos excessos são alimentação, energia elétrica e conta de celular.

Mas avalie bem a sua situação específica; se for daqueles(as) que gastam demais com vestuário e acessórios, ataque esse problema. E lembre-se: foque na realização de algum sonho maior, para conseguir ter sucesso na mudança de hábitos e comportamentos já enraizados.

Onde investir?

Essa é questão uma das questões de mais dúvidas e insegurança das pessoas. A primeira coisa que gosto de dizer é para buscar desmistificar o assunto.

Investimento não é algo que está fora da sua realidade e nem da de ninguém; todo mundo pode, e deve, investir, basta se informar um pouco mais, ter disciplina e um objetivo traçado.

Sim, ao contrário do que muitos dizem por aí, não é a quantidade de dinheiro que define se você pode ou não investir e qual a melhor modalidade para aplicar, mas sim se você sabe o que pretende fazer com esse dinheiro e em qual prazo irá resgatá-lo.

Sendo assim, divida seus sonhos em curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo (acima de dez anos) prazo e tenha ciência de seus valores.

Feito isso, vamos às principais modalidades e a quais perfis são mais indicadas.

Curto prazo. Normalmente, eu indicaria a caderneta de poupança, afinal, é bastante popular, zero risco, de fácil acesso, não precisa pagar taxas e não incide IR. Mas, ainda assim, ela não tem se mostrado tão vantajosa diante de opções como alguns títulos do Tesouro Direto.

Médio prazo. Recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, Título do Tesouro e ouro. Reforço a necessidade de se informar bastante, pesquisar, pelo menos, três instituições financeiras, e, se quiser agir de maneira mais prudente, busque a consultoria de especialistas na área.

Longo prazo. Vale a pena se informar sobre Tesouro Direto, Previdência Privada e Ações. No caso específico da Bolsa de Valores, aconselho ser conservador e aplicar, no máximo, 20% do valor total que possuir. Afinal, existe riscos, especulações e um tanto de sorte, já que depende do desempenho da empresa na qual estará investindo.
 [Webinsider]

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