Robô Baxter dá um passo adiante na interação com os humanos

Nova Escola de Marketing
15 de abril de 2017

A principal função do robô Baxter é identificar um pensamento. É o começo de uma nova era, com a expansão das fronteiras da interação entre humanos e robôs.

Robô Baxter é o começo de uma nova era robótica, destinada a expandir as fronteiras da interação entre humanos e robôsSempre fui fascinado por filmes de ficção científica. Esse, inclusive, foi um dos motivos que me levaram a entrar no mercado digital. E a quase totalidade dos filmes que assisti tinha robôs dos mais variados modelos, formas e funcionalidades: robôs operários, robôs limpadores, robôs de estimação, motoristas, pilotos, seguranças e até assassinos. Mas todos dos quais eu me lembro eram comandados – quando eram comandados, é claro – por voz ou texto. Interagiam com humanos, entendiam nossa linguagem e então, agiam. Mas, como poucas vezes é visto no mundo, a realidade ultrapassou a ficção. E tudo graças ao robô Baxter.

Baxter é um robô muito carismático. Possui um monitor como rosto, com um simpático sorriso e gigantescos braços vermelhos e metálicos. Baxter também lê a sua mente.

Sim, você leu certo. Baxter lê a sua mente. Essa é a sua principal função e ele é o começo de uma nova era robótica. Seu treinamento é muito simples: ele fica em frente a duas caixas, uma de “tintas” e uma de “cabos”. Seu objetivo é colocar as tintas na caixa de tintas, e os cabos na caixa dos cabos. Do outro lado da mesa, uma mulher com eletrodos na cabeça observa seus movimentos e, quando Baxter vai realizar uma ação incorreta, ele é corrigido telepaticamente e coloca o objeto na caixa certa.

Interação com os robôs vai evoluir

É assim que cientistas e pesquisadores estão buscando expandir as fronteiras da interação entre humanos e robôs. Cada vez mais estaremos em contato com máquinas: corredores de hospitais estarão cheios de robôs servindo comida aos pacientes – e até auxiliando em alguns procedimentos – ou poderemos mesmo pilotar aviões com nossa mente. E esse futuro não está tão distante quanto parece. É claro que nossa interação com robôs ainda é meio estranha, mas estamos no processo de socializar as máquinas.

Baxter, o robô que consegue ler sua menteAtualmente, como disse, nos comunicamos por meio de voz ou texto com os robôs. O problema é que isso cria um “atraso” (“lag”, em inglês) na conversa. Quando Baxter lê a mente de sua tutora, isso leva milissegundos.

Daniela Rus, roboticista do MIT e co-autora do estudo sobre Baxter crê que essa nova maneira de controlar os robôs é a mais natural. Ao apenas pensarmos no comando, e não simplesmente dar ordens específicas e predeterminadas, adaptamos a máquina ao que o humano gostaria de fazer, e não o contrário.

A premissa é simples

O que acontece por trás de toda a tecnologia complexa é, na verdade, uma premissa bem simples: quando você percebe um erro, seu cérebro emite um sinal, chamado na neurociência de “error-related potential” (potencial relacionado a erro, em tradução livre). Quando esse sinal, em meio a todos os outros, é percebido pela máquina, o sistema transforma esse potencial relacionado a erro em um código que Baxter entende e conserta seu erro.

Em breve, quando essa tecnologia estiver desenvolvida e aplicada em diversos setores da sociedade, veremos corredores de hospital cheios de máquinas servindo comida aos pacientes – e até auxiliando nas cirurgias! – e poderemos até pilotar aviões com nossa mente.

Mas essa tecnologia não se aplica apenas a momentos e situações específicas da sociedade. Em nossa casa também teremos esse tipo de contato com robôs. Imagine controlar sua casa, como já fazemos com comando de voz, mas simplesmente pensando em apagar a luz. Ou então um robô que te ajuda a montar móveis, te passando as peças corretas à medida que você percebe que precisa delas.
           
Sem dúvida, é um mundo com infinitas possibilidades. E todas elas estarão disponíveis mais cedo do que parece. Por isso, seja muito bem-vindo, Baxter. [Webinsider]

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