Há quem diga que o Flash não combina com web. Retrógados! O Flash é um acessório que veio apenas incrementar, não substituir o super–acessível HTML. A infografia interativa é prova de que o Flash adiciona e não substitui.
A explosão desse artifício jornalístico se deu na cobertura da queda das torres do World Trade Center, em 2001. A internet naquele momento foi a mídia mais procurada para obter informações sobre o atentado terrorista. Todo site de notícias tinha lá um esquema que mostrava por onde passaram os aviões, em que horário e o que estava acontecendo dentro deles. No entanto a interatividade se restringiu a botões para avançar e voltar.
Hoje, há peças bem mais complexas, que exploram mais o meio. O UsaToday lançou recentemente uma RIA (Rich Internet Aplicattion) que mostra a cobertura do Tour de France 2003, uma competição de ciclismo.
As informações aparecem aos borbotões em janelas, tabelas, fotos e mapas, tudo isso com um tempo de resposta mínimo. Uma vez carregado o aplicativo, são carregados apenas os dados que o usuário que ver. Impensável usando apenas HTML.
Outra referência impressionante é um infográfico produzido pelo portal espanhol Elmundo sobre os 50 anos da descoberta do DNA. Ele apresenta interações complexas, semelhantes a jogos eletrônicos. Não é à toa que a Espanha é centro de referência quando o assunto é diagramação de notícias.
O infografista deve ter muita imaginação para criar peças realmente interativas, que ultrapassem a ordem linear dos infográficos televisivos e a imobilidade dos impressos. No entanto, pode aproveitar as melhores características de seus precedentes; há possibilidade de riqueza de informações em textos e imagens.
O infográfico interativo é altamente indicado para descrever situações com relações complexas ou acontecimentos simultâneos em locais diferentes. Um infográfico só poderia dar conta de diversos aspectos da cobertura da guerra do Iraque, mostrando as ligações de Saddam Hussein com bancos franceses ao mesmo tempo que mostra as últimas investidas das tropas estadunidenses.
O primeiro flash era apenas um punhado de magnésio que, quando acendido, provocava clarão. Esse flash matou fotojornalistas que cometeram algum erro no seu manuseio. Hoje, o Macromedia Flash, por mais que muitos torçam o nariz, está ajudando a matar o jornalismo como conhecemos: linear, uníssono, hermético. Ele é sim uma ferramenta de hipermídia e carece de ser utilizado com tal. Jornalistas, mãos–a–obra! [Webinsider]
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2 respostas
aquí tienen un buen gráfico acerca del kindle:
http://www.elpais.com/graficos/tecnologia/Nuevo/Kindle/Amazon/elpgra/20071130elpeputec_1/Ges/
Voces podiao me mandar um infografico…
mas ainda hoje