As redes sociais são responsáveis por uma avalanche de dados pessoais “não estruturados”. São ações e conversações online, distante da lógica formal dos sistemas de relacionamento, tais como CRMs. Estes dados representam a base do Big Data. Mas sempre é possível ir além.

moovUma nova e fascinante área de pesquisa e aplicações está surgindo a partir de gadgets capazes de capturar e monitorar nosso estado fisiológico. São sensores que, uma vez “aplicados” em nosso corpo, podem capturar diferentes tipos de reação do nosso organismo, do suor à pulsação cardíaca, das ondas cerebrais ao nosso consumo diário de calorias.

Estes pequenos dispositivos estão evoluindo rapidamente e não estão restritos ao esporte, onde de certa forma tudo começou. Eles inclusive podem vir incorporados nas roupas que vestimos, algo que está sendo chamado de “wearable computing”.

Mas a próxima fronteira é sem sombra de dúvidas, a medicina. Estes novos gadgets podem inaugurar uma “nova medicina”, com foco na prevenção e não no tratamento da doença.

A partir da monitoração dos dados fisiológicos das pessoas, algoritmos capazes de comparar estes dados com certos padrões de doenças irão auxiliar o médico no diagnóstico precoce. Assim, antes mesmo da pessoa adoecer, o médico poderá receitar tratamentos preventivos, dietas ou exercícios. Finalmente, menos remédios e mais saúde.

Nota

Gadgets são dispositivos móveis que incorporam novas tecnologias e sensores.

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Ricardo Murer é graduado em Ciências da Computação (USP) e mestre em Comunicação (USP). Especialista em estratégia digital e novas tecnologias. Mantém o Twitter @rdmurer.

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