O crescimento de novas startups é uma tendência esperada, consequência natural das mudanças mercadológicas e tecnológicas pelas quais temos passado, mas que ainda assim assustam muitos empreendedores tradicionais.

Esse estranhamento é justificado. É possível comparar hoje a facilidade de criar seu próprio negócio com a mesma facilidade que passamos a ter para a publicação de conteúdo na internet há alguns anos atrás, seja via blogs, YouTube, Facebook e tantas outras plataformas. A relação é simples: conforme o acesso é facilitado, a qualidade tende a cair.

Assim como acontece com os “promotores” de conteúdo na web, é enorme a quantidade de novos empreendedores que escolheram montar sua própria startup a fim de alavancar sua “grande” ideia e formar um bom negócio com ela, motivados naturalmente por diversos cases de sucesso ao redor do globo.

A primeira questão então é: todas essas ideias são boas? Infelizmente não, mas o mérito de cada uma delas fica a critério dos investidores e por isso não vou me aprofundar mais nesse aspecto. Darei foco à segunda questão natural:

Se a ideia for boa, o negócio tem condições de prosperar?

Essa pergunta ampla traz uma série de ciladas e especificidades.

  1. Os envolvidos são capazes de realizar as atividades inerentes à realização do projeto?
  2. Existem prazos definidos de forma realista?
  3. Foi feito um levantamento dos riscos que envolvem o projeto?
  4. Já existe uma estratégia comercial?

Perguntas assim são respondidas com um simples e tradicional Plano de Negócio. Infelizmente, muitas startups têm fracassado antes mesmo de conseguirem lançar seus produtos no mercado ou sobrevivem pouco depois disso. Fico incrédulo ao perceber como questionamentos tão básicos como os que levantei não têm a atenção dessas empresas, mesmo com grandes verbas envolvidas.

E a razão disso é, acredito, que planejar é justamente a tarefa maçante que os novos empreendedores detestam fazer. O que pode, inclusive, ter servido de motivador para que eles optassem pelo seu próprio negócio em vez de atuarem em empresas tradicionais: “Na minha empresa eu faço do meu jeito”. A divulgação de casos maravilhosos onde produtos feitos sem planejamento, de forma acidental, acabaram se tornando bastante lucrativos (como confirmaria um passarinho que andou pulando por aí) fascina uma geração de jovens criativos, talentosos, e com muita preguiça de botar a mão na massa. Não acredita? Leia o ótimo Porque é Geração Y é infeliz.

Então, se você é um empreendedor que leu o texto até aqui e está realmente interessado na forma como eu acho que sua startup pode fugir do fracasso, minha sugestão é direta: 99,9% dos negócios não darão certo sem muita pesquisa, debate e planejamento. Se você teve sua brilhante ideia, corra e vá descobrir:

Se ela é viável mercadologicamente

Existe demanda? Existe concorrência? Quanto pagariam pelo meu produto?)

Quanto ela pode custar?

Em quanto tempo conseguiria desenvolvê-la? E com quais recursos?

Quais são os riscos?

Liste os fatores (financeiros e estratégicos) que podem interferir no sucesso da iniciativa.

E os diferenciais?

Se existem riscos, o que você tem a oferecer para que o produto ainda assim valha a pena.

E por fim: você tem certeza disso?

Não seja um aventureiro. Pense duas vezes em investir seu tempo e energia em um novo negócio, pois por mais que você planeje, o projeto irá tomar muito mais do que você espera. [Webinsider]

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