A internet fez trinta anos em 2019. Isso significa que pessoas de trinta anos ou menos não conheceram o mundo antes dessa tecnologia. A “world wide web” transformou a forma como conversamos, lidamos com nosso conhecimento e fazemos negócio. Foi pensando nisso que Steve Case escreveu o livro “A Terceira Onda da Internet”.

Steve é investidor e empresário americano, muito conhecido por ser co-fundador, ex-diretor executivo e ex-presidente da America Online (AOL). Foi membro do conselho de Empregos e Competitividade de Barack Obama e hoje investe em startups iniciantes, exercitando sua paixão por empreendedorismo e inovação.

Em seu livro “A Terceira Onda da Internet”, que está disponível na plataforma do 12Min, o autor explica o poder e a importância dos negócios na internet por meio de três fases diferentes:

  • Uma entre as décadas de 1980 e 1990, na qual a AOL foi protagonista.
  • A segunda em uma época de desenvolvimento que popularizou o acesso à web.
  • Por fim, o que vivemos agora, a era da internet em todos os lugares por meio de dispositivos móveis e outras tecnologias.

Neste artigo, vamos decifrar os segredos da obra e fazer um resumo do livro A Terceira Onda da Internet para você ficar sabendo dos principais ensinamentos que Steve Case tem a oferecer sobre a internet e como você pode empreender e ganhar dinheiro com ela. Vamos lá?

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Esteja pronto para novas oportunidades

O primeiro ensinamento que Steve traz em seu livro A Terceira Onda é: esteja à frente do seu tempo. Sei que parece difícil. No entanto, as pessoas que se dão bem são aquelas que conseguem enxergar novas oportunidades nos avanços tecnológicos que a ciência se encarrega de trazer.

A chave é manter a sua mente aberta. A maioria das pessoas iria rir se, alguns anos atrás, você dissesse que a maior empresa hoteleira do mundo não possui nenhum hotel. Mas hoje você sabe muito bem que o Airbnb está por aí.

A jogada da AOL foi ver a internet como algo mais do que apenas um sistema que conecta as pessoas. Através dessa empresa pioneira, a web deixou de ser algo de nicho para se tornar totalmente acessível e popularizada.

Depois dessa fase inicial, onde a AOL cresceu, chegou a segunda onda da internet. Nessa etapa, várias empresas perceberam o potencial da rede e investiram em modelos de negócio, com aplicativos e serviços entregues online. Vimos, então, o mercado se transformar, com mudanças em todas as indústrias e setores.

Para estar entre esses precursores das próximas ondas da internet, você precisa se abrir para novas possibilidades. Esqueça as ideias impossíveis e comece a se perguntar: como posso colocar isso, que parece impossível, em prática?

Além de estar pronto para as novas possibilidades, você precisa aceitar as mudanças, que sempre vão acontecer. Não deixe que elas afetem você, mas se mantenha ativo frente às transformações, fazendo com que se tornem uma nova chance de crescer.

No livro A Terceira Onda da Internet, Steve Case conta que as empresas bem-sucedidas da segunda onda conseguiram muito sucesso seguindo esse preceito. O iPod, por exemplo, já era muito popular entre os clientes e fez a Apple crescer muito. Mas nem por isso a empresa se manteve estática, lançando, mais tarde, o iPhone e o iPad. Com isso, a companhia conquistou ainda mais sucesso.

A Google também tem o mesmo mindset. O buscador é hoje apenas mais um de seus produtos, junto de Gmail, Drive, Maps e muito mais. Realidade aumentada e carros que dirigem sozinhos são outros projetos da companhia. É assim que a companhia coloca a vontade de causar disrupção nos mercados em seu cerne.

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Faça parcerias e colabore com outras empresas

Mas para conquistar seu lugar na internet, você precisa encontrar parcerias, não basta ter a mente aberta e tentar aproveitar as oportunidades sozinho. Steve Case explica em seu livro A Terceira Onda da Internet que inovação exige colaboração, mesmo que com os concorrentes.

Causar disrupção em indústrias é muito difícil, especialmente naquelas dominadas por grandes companhias. Muitas vezes, as ideias tradicionais estão enraizadas, inclusive na mentalidade dos clientes. Por isso, para conquistar uma entrada no setor, pode ser necessário firmar parcerias.

A boa notícia é que empresas estabelecidas têm investido em parcerias com startups. Isso acontece, principalmente, porque essas organizações têm dificuldade para investir em inovação, tanto por processos internos burocráticos quanto pela dificuldade em encontrar talentos qualificados.

Existem programas chamados de “open innovation”, com grandes oportunidades para startups, por exemplo. Segundo um estudo feito pela KPMG que Steve cita em seu livro, a maioria das 80 empresas entrevistadas prefere colaborar a competir.

Procure por essas chances ao invés de tentar entrar em uma indústria tradicional sem ajuda, gastando dinheiro e tempo até ser reconhecido. Ao entrar em parceria com outras empresas, você pode utilizar sua reputação, recursos tecnológicos e redes de contato, encurtando o caminho para o sucesso.

Alie-se aos governos

Além de contar com empresas como parceiras, você também precisa se aliar aos governos. A lógica liberalista econômica diz que o mercado funciona melhor com a mínima interferência do poder público. No entanto, no livro A Terceira Onda da Internet, o autor diz que os governos podem se tornar aliados das empresas.

Ele conta que um dos papéis mais importantes é a regulamentação do espaço virtual. Com a internet fazendo cada vez mais parte das nossas vidas, sendo um item indispensável de qualquer atividade econômica, os hackers começam também a ganhar espaço de atuação.

Por isso, é importante que governos estejam sempre antenados e adequem sua legislação para evitar ataques. Afinal, se vamos investir em Internet das Coisas, sabemos que isso pode se expandir a ponto de qualquer pessoa com conhecimento um pouco avançado de tecnologia ter controle sobre nossa casa, luzes, cozinha, carro, etc.

Além disso, há um movimento que já vimos acontecer, que é o de proteção de dados. Observamos o Facebook precisar dar explicações sobre o uso de informações de seus usuários e como isso repercutiu no mundo todo (aqui no Brasil, agora existe a LGDP, ou Lei de Proteção de Dados Pessoais).

Por fim, Steve coloca que governos podem ser ótimos clientes. Afinal, em muitos países, há espaço para investimentos amplos em novas tecnologias. O conceito de smart cities tem crescido pelo mundo. Cidades como Barcelona (Catalunha, Espanha) e Seul (Coreia do Sul) entre as mais conhecidas. As experiências nesses locais mostraram que serviços mais inteligentes, com estudo de dados e pesquisas, valem a pena.

Lute por políticas de imigração mais brandas

Pode parecer que políticas de imigração não têm nada a ver com negócios e a internet. No entanto, Steve Case explica, em seu livro, que imigrantes são responsáveis pelo crescimento de muitas empresas nos Estados Unidos.

Na verdade, empresas como Yahoo!, Google e eBay têm pelo menos um membro fundador imigrante. Um relatório da Kaufman Foundation afirma que, de todas as empresas de tecnologia no Vale do Silício entre 2006 e 2012, metade possuía pelo menos um fundador que não era nascido nos Estados Unidos.

Políticas de imigração que favoreçam a entrada de talentos representam um papel vital no crescimento econômico e na inovação. No entanto, sabemos que essas políticas têm sido cada vez mais rígidas, especialmente na terra do Tio Sam. Steve explica que empreendedores têm que apoiar maior imigração, a fim de contribuírem para o avanço tecnológico e geração de empregos.

Aqui, vamos mais uma contribuição fundamental do governo na Terceira Onda da Internet para o crescimento de um país. Muitos já perceberam esse potencial:

  • Nova Zelândia: tem um visto apenas para estrangeiros empreendedores com negócios de alto potencial e valor para o país. Eles podem, inclusive, levar a família. Veja aqui.
  • Singapura: oferece visto para empreendedores, inovadores e investidores. Os requisitos incluem um modelo de negócio bem estruturado e depoimentos de empregadores anteriores. Saiba mais.
  • Alemanha: quem tem plano de negócio bem estruturado, com sucessos anteriores no empreendedorismo e capital para começar, pode fazer um pedido de visto. Entenda aqui.
  • Espanha: o visto é concedido para investidores, empreendedores, profissionais talentosos, pesquisadores e outros trabalhadores que se encaixarem nas requisições. Conheça as regras.

No livro A Terceira Onda do Empreendedorismo, Steve defende que empreendedores nativos lutem por leis que abracem os imigrantes. Só assim será possível atingir níveis satisfatórios de inovação: com pessoas diversas que tragam background variado.

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Steve Case, fundador da AOL e autor de A Terceira Onda da Internet

Aposte na responsabilidade social

Outra diretriz que Steve dá para empreendedores é a de ter responsabilidade social. Além de ser algo que atrai consumidores, com o mercado cada vez mais atento, também é uma das melhores formas de transformar o mundo.

Segundo ele, a visão que muitas pessoas têm sobre os empreendedores é a de que estão apenas tentando ganhar dinheiro, sem pensar no bem-estar da sociedade. No entanto, há muita ligação entre atitudes empreendedoras e a caridade.

O autor dá o exemplo de Bill Gates e Warren Buffett (veja um resumo de livro dele no 12Min), que são executivos de muito sucesso e assinaram um acordo, chamado “The Giving Pledge”, que determina um compromisso com a filantropia.

No entanto, não são só os milionários que têm algo para compartilhar com a sociedade em que vivem. Na verdade, startups também podem ser parte da mudança no mundo por meio de projetos sociais e também tendo como propósito principal a transformação social (existem as startups sociais, que conquistam renda colocando algo de positivo no mundo).

Mas, como falei acima, no livro Steve explica que não é necessário trazer algo para a sociedade simplesmente para mudar o mundo. Os próprios clientes se atraem por negócios com propósitos maiores do que o lucro.

Um estudo do ‘The Intelligence Group’ pediu aos millennials para nomearem as características mais importantes de uma marca à escolha. Veja alguns resultados segundo Steve lista em seu livro:

  • 61% responderam ‘o alinhamento com uma causa social’
  • 71% responderam ‘alinhamento às causas ambientais’
  • 71% responderam ‘práticas éticas’

Mas os benefícios de se ligar às causas sociais não param por aí. Além disso, grupos de investimento também investigam se as empresas possuem essas práticas em seu cerne. Para muitas startups, esse aspectos será chave na hora de conquistar investimentos, clientes e novos patamares de crescimento.

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Saiba mais sobre o livro A Terceira Onda da Internet e outras obras

E aí, curtiu saber mais sobre esse livro fantástico? Por meio dos ensinamentos de Steve Case, você estará mais preparado para colocar a sua empresa no rol das gigantes na era digital. Saiba aproveitar as oportunidades e se torne empreendedor de sucesso!

Quer saber mais sobre a obra? Confira o microbook baseado nela disponível na plataforma do 12Min. O serviço de assinaturas traz publicações que se destacam em listas de best-sellers de todo o mundo – tudo pronto para você acessar! Venha ler um livro por dia e amplie seus conhecimentos.

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