Em 2011, quando Steve Jobs morreu, a repórter Kym McNicholas, da Forbes, escreveu um relato sobre como o iPhone, tecnologia desenvolvida pela Apple sob comando de Jobs, impactou sua vida. Seu pai, ela conta, comprou seu primeiro smartphone e, de início, não acreditou muito na utilidade do aparelho. O valor só foi percebido quando o pai quando tirou uma foto de sua mãe, avó de Kym, que veio a ser a última imagem dela em vida.

Na época, outros executivos também ofereceram seu depoimento, talvez não tão emocionante quanto ao da jornalista da Forbes, mas que demonstram o impacto da tecnologia da Apple no mundo da mesma forma.

Mas quem era esse homem que transformou o mundo através de seu trabalho? Como ele era no dia a dia? Essas perguntas geram muita especulação até hoje. No entanto, uma publicação merece toda a nossa confiança: a biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson. O jornalista, biógrafo de outras grandes personalidades, conheceu Jobs em 1984 e se aproximou dele ao longo do tempo. O livro Steve Jobs traz um relato profundo da história do empresário, como começou e o dia a dia da empresa.

Neste artigo, explorei algumas questões relacionadas ao livro. Você vai saber o que Isaacson explorou e como cada parte da vida de Jobs resultou no estrondoso sucesso da Apple. Boa leitura!

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A biografia de Steve Jobs

Walter Isaacson escreveu o livro com base em muitos encontros com a lenda, que aconteceram ao longo de dois anos. Além disso, ele entrevistou parentes, amigos, colegas e outras pessoas que conviveram e conheceram Jobs.

Ele não deixou nada de fora: no livro, você tem acesso às paixões, brigas, obsessões, sucessos e todos os momentos que culminaram em tamanho sucesso. Muitos admitem que era difícil conviver com ele, mas seu gênio foi responsável pela revolução na tecnologia.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre a credibilidade do livro, saiba que Steve pediu aos entrevistados que fossem sinceros e nem mesmo leu o texto antes de morrer. Ao ler, você tem uma boa noção de quem ele era, de verdade.

História de Steve Jobs

Steve Jobs

Steve nasceu em 1955, filho de Abdulfattah, muçulmano, e Joanne, católica. Por causa dessa divergência religiosa, o menino teve que ser oferecido para doação. Assim, ele se tornou filho de Paul e Clara Jobs.

Aos poucos, eles viram que a criança era muito inteligente, precoce e curiosa. Isso, junto do fato da família morar no Vale do Silício e o pai incentivar o interesse em tecnologia, fez de Steve quem ele era.

Desde a infância, ele já manifestava sinais de seu perfeccionismo exacerbado. Era extremamente detalhista e exigente, tanto com as pessoas quanto com si mesmo, como você vai poder observar na sua trajetória profissional.

Em 1986, sua mãe adotiva faleceu e Jobs foi atrás de sua família biológica. Descobriu, então, que tinha uma irmã, tão artística e temperamental quanto ele. Nessa época, ele também conheceu Laurene Powell, com quem se casou em 1991 e teve três filhos: Eve, Reed e Erin.

Mas eles não foram os primeiros. Jobs teve uma filha em 1978, Lisa Brennan-Jobs. Os dois tinham uma relação complicada e, no início, Steve sequer assumia sua existência. Com o tempo, foram se entendendo, mas Lisa era tão temperamental quanto o pai, o que dificultava a relação. Ela chegou a publicar um livro falando sobre isso, chamado Small Fry.

Apesar de amar seus filhos e esposa, Steve ficava tão absorvido no trabalho que acabava deixando-os de lado. Tudo o que fazia parecia impossível de início e sua capacidade de envolver as pessoas em sua paixão era gigantesca. Por isso, ele negligenciava a família de um lado e do outro conquistava funcionários completamente fiéis e entregues.

Muito bem. Essa é uma parte da história de Steve Jobs. Vamos aprofundar, agora, na vida profissional e como tudo o levou até ser o executivo mais bem sucedido do mundo.

Steve Wozniak: o verdadeiro nerd

Mais tarde, Jobs conheceu Steve Wozniak, um nerd da área de eletrônica que dividia assuntos em comum com Jobs. O primeiro dispositivo que criaram juntos foi a “Caixa Azul”, aparelho que imitava os pulsos de uma linha telefônica para usuários burlarem a conta.

A partir daí, com o conhecimento técnico de Wozniak e a obstinação de Jobs, eles viram que conseguiriam criar muitos produtos. Um inventava, o outro vendia. O primeiro aparelho criado foi o computador Apple, que foi o primeiro da empresa, seguido de outra versão, o Apple II.

Foram essas invenções que tiraram os computadores da posse de empresas e colocou na mesa das pessoas. Foi assim que garantiu o sucesso da companhia: o Apple II alcançou 6 milhões de unidades vendidas e hoje é considerado um dos pilares da computação moderna.

Demissão da Apple e compra da Pixar

Segundo o livro Steve Jobs, essa foi uma fase de instabilidade e gênio forte do empresário. Por causa de sua obsessão com a perfeição, ele fazia seus funcionários ficarem loucos. Era grosso e mal educado, e não respeitava ninguém.

Por causa disso, eventualmente, a Apple Computer precisou contratar outro presidente, Mike Scott. O papel dele era mediar as confusões entre Steve e as pessoas que trabalhavam na Apple. No entanto, essa não era uma tarefa fácil: Jobs chorava, gritava e esperneava até conseguir que as coisas acontecessem do seu jeito.

Isso ficou claro quando, ao construir o sucessor do Apple II, o Macintosh, ele criou uma concorrência interna na empresa – seu time trabalhava no Macintosh enquanto o time da Apple construía o Lisa.

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Acredita-se que nem todas as ideias que resultaram no Macintosh foram de Jobs, mas a verdade é que este se tornou um computador potente, que exibia gráficos e podia ser controlado por mouse. Claro, o dispositivo estourou no mercado.

Dominado pela fama, o comportamento de Steve só piorou e, dessa forma, foi demitido da Apple em 1985. Mas isso não o abalou muito. Agora, ele poderia fazer tudo do seu jeito. No entanto, isso não se provou muito lucrativo.

O primeiro projeto de Steve foi um computador chamado NeXT. Muito focado no design do novo aparelho, ele acabou criando algo com custos altos de produção, que não deu muito certo. Mas Jobs era um homem de negócios e, enquanto isso acontecia, ele também se dedicava a outras aventuras, uma delas a compra do controle da Pixar. A partir daí você já deve saber: a companhia lançou o Toy Story e estourou no mundo inteiro.

Mas conforme a Pixar ganhava o mundo, a Apple perdia mercado. O livro Steve Jobs conta que, frente à perda de lucro, a empresa acabou comprando a Next, o que fez de Jobs um membro do conselho.

Claro, ele aproveitou a oportunidade para tomar controle total da Apple. Colocou funcionários da Next nos cargos altos, fechou parcerias com a Microsoft, dentre outras medidas.

A ascensão da Apple

Aos poucos, Steve conquistou a confiança dos executivos e voltou a ser CEO. Assim, as ações voltaram a subir e o foco da empresa passou a ser a redução do número de produtos (e, consequentemente, empregados, linhas inteiras, estoques e qualquer custo irrelevante).

Outras medidas que contribuíram para a posição da apple hoje em dia:

  • Colaboração profunda entre departamentos: a empresa passou a ter uma cultura que valoriza a colaboração.
  • Talentos: Steve trouxe o investimento em grandes talentos e cada contratação passava por processos que incluíam designers e engenheiros de software.
  • Engenharia Simultâne: todos os produtos passavam por revisões simultâneas de manufatura, design, marketing e distribuição. Dessa forma, todos tinham voz e opinião no desenvolvimento.
  • Tim Cook: Jobs contratou o administrador de operações que acabou se tornando amigo e sendo peça-chave no sucesso da Apple.

Junto a isso, outro ponto foi essencial para o ressurgimento da Apple: atenção ao design. Ele acredita que o design é a essência de qualquer produto e merece a máxima atenção. Por isso, ele colocou Jony Ive, um designer, como seu braço direito e segundo no escalão da Apple. Mais tarde, ele desenhou o iMac, computador que vendeu mais rapidamente na história. Até mesmo as embalagens e cada item que acompanhava o produto precisavam ser perfeitos.

Além da obsessão pelo design do produto, Steve Jobs também queria controlar a cadeia de distribuição. Foi assim que surgiu a ideia de ter uma loja física. Em 2001, foi inaugurada a primeira Apple Store, que se preocupava com toda a experiência do cliente e contribuiu para a hegemonia da empresa. Ao visitar uma loja física, você pode sentir a excelência do serviço.

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Anos 2000: uma nova Apple

Mas você bem sabe que a Apple não é só computadores. Apesar da linha de corte de produtos, Jobs adentrou o novo milênio com a ideia de criar produtos totalmente revolucionários.

Percebendo a capacidade de conexão entre as pessoas que a internet trouxe, Jobs transformou o conceito de computador, e acreditou que poderia produzir algo que unisse várias atividades digitais: comunicações escritas, câmeras, tocadores de música e gravação de vídeos. Assim, o primeiro passo foi tirar “computers” do nome, o segundo investir em música.

Foi aí que o iTunes surgiu. Jobs viu que o download de música iria revolucionar a forma como as pessoas consomem a mídia e conseguiu vender seis milhões de músicas em apenas seis dias. No entanto, era preciso criar um dispositivo que reproduzisse as canções com qualidade – o iPod.

Assim, em 2007, o aparelho foi responsável pela metade do faturamento de uma empresa que até o começo da década era apenas computadores.

Mas claro, se você compreendeu o gênio descrito no livro Steve Jobs, sabe que nunca iria parar por aí. Ele estava sempre em busca de um novo lançamento e, ao identificar a telefonia como próxima tendência, criou o iPhone. Muitos acham que o iPad veio depois, mas sua concepção data de alguns anos antes. No entanto, foi preciso que o mundo conhecesse o smartphone antes para pavimentar o caminho.

A chegada do câncer

Até aqui, você já pode dar uma espiada na vida de Steve Jobs, seus altos e baixos, relação com a família, amigos e negócios. Ele era uma pessoa difícil, sem dúvidas, mas revolucionou uma indústria e colocou a Apple em um patamar que dificilmente será batido por outra empresa.

Segundo ele próprio, os dias estressantes que viveu resultaram no câncer. Por conta de um tratamento de pedra nos rins, ele foi fazer um exame e descobriu a doença. O tumor era tratável, no entanto, sua teimosia falou mais alto novamente.

Ele rejeitou as recomendações e tratou o câncer apenas com nutricionistas, acupunturistas, dietas leves e pensamento positivo. Faleceu em 2011.

No entanto, seu legado permanece, firme e forte. Ele continua inspirando gerações e os produtos da Apple nunca perderam relevância. Por isso, o livro Steve Jobs, de Walter Isaacson, fez estrondoso sucesso e resultou em um filme, estrelado por Michael Fassbender e Kate Winslet.

Vale lembrar que a obra está disponível para leitura no 12min. A plataforma do 12’ traz microbooks, que são resumos dos maiores livros de não-ficção do mundo. Os textos trazem uma visão aprofundada sobre a publicação, com os principais aprendizados. Quer ler um livro por dia? Confira! Você que é fascinado pela Apple está procurando por dicas para comprar seu próximo produto? Confira o post: Como escolher seu próximo MacBook.

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