O gestor truculento é uma espécie de dinossauro

Nova Escola de Marketing
10 de setembro de 2014

Toda organização que pretenda sobreviver às próximas décadas e gerações precisa de líderes antenados com as atuais expectativas humanas e capazes de transformá-las em resultados.

dino_gestorÉ fato na política: o mundo não suporta mais ditadores. A crescente onda de revoltas populares nos países árabes confirma isso, ao mesmo tempo em que expõe as vísceras do fato através da internet e suas redes.

É fato no trabalho: as pessoas não suportam mais gestores truculentos, sejam eles movidos pela pressão dos resultados ou pela necessidade de se manter o controle no grito.

Expressões como “assédio moral” e “constrangimento” vêm ganhando força no mundo corporativo, deixando claro que, se a força moral não for suficiente, a força da lei poderá se fazer presente.

O despertar de novos líderes, antenados com as atuais expectativas humanas, e ciente das ferramentas que tem à disposição para transformar expectativas em resultados, é uma necessidade real de toda empresa, grupo ou organização que pretenda sobreviver às próximas décadas e gerações.

O exercício da liderança situacional, conceito que envolve o exercício de diversos papéis – como o de líder afetivo, líder modelador, líder dirigente, líder treinador, líder democrático e líder coercitivo – sem que, por isso, se sofra algum tipo de crise de identidade, é o modelo que mais faz sentido dentro dessa nova ordem.

Em cada papel estará presente a necessidade primordial de identificar e oferecer não aquilo que a pessoa quer, mas aquilo que ela precisa. Mesmo que essa ação implique na necessidade de reprimendas e exigências mais diretivas, essas o serão feitas de forma a estimular o potencial do colaborador na solução do problema, e não de forma a sepultá-lo sob os escombros da humilhação.

Logo, é preciso conhecer a todos da equipe, para acertar na delegação. É preciso se fazer presente, otimizar recursos, manter uma comunicação clara e, principalmente, transparente. E exercitar aquilo que identifica o verdadeiro líder: a capacidade de transformar pessoas, identificando e formando novos líderes capazes de, a qualquer momento, assumir a sua posição.

Este é um dos dilemas de liderança mais difíceis de serem digeridos por quem tem sangue ditatorial nas veias. E que, cedo ou tarde, há de cair: seja pela pressão alta provocada pelo péssimo ambiente, seja pelo colesterol das sabotagens cotidianas que, silenciosamente, entopem as veias da organização, enfartando um dia todas as possibilidades. [Webinsider]

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