No universo dos profissionais de Web, poucas palavras são mais usadas que conteúdo, muito embora nem todos concordem na hora de encontrar uma definição exata para o termo. Esta indefinição, naturalmente, é o que permite que ainda seja válida a seguinte pergunta: Afinal, o que cria o criador de conteúdo?

Em Projetando Websites (Editora Campus, 2000) Jakob Nielsen é bastante claro: para ele, conteúdo é texto. Para reforçar essa idéia, Nielsen compara um site a uma peça teatral como um todo, onde o design seria o figurino, e o texto, a peça propriamente dita. Em suas palavras: O design existe para permitir que as pessoas acessem o conteúdo. É análogo à pessoa que vai a uma peça de teatro: na saída, você quer que se discuta a excelência da peça e não do figurino.

Já Louis Rosenfeld e Peter Morville têm uma visão mais abrangente. Em seu livro Information Architecture for the World Wide Web (O’Reilly, 1998), os cabeças da Argus Associates e pioneiros de primeira hora da arquitetura da informação defendem a tese de que conteúdo é informação, e como tal nem sempre precisa ser apresentada necessariamente sob a forma de um texto. O conceito de content chunks, ou, numa tradução literal, blocos de conteúdo, reza que um documento pode ser dividido em vários blocos para facilitar a leitura e evitar excesso de informação em um único ponto do site. Normalmente, um bloco não é uma página nem um parágrafo, mas um título contendo um link para um texto descritivo (digamos, a expressão “O Que a Empresa X Faz Pelo Meio Ambiente”, que leva para uma página contendo um texto ou uma animação sobre o trabalho da empresa para proteção ambiental).

Em algumas listas de discussão brasileiras sobre webwriting e arquitetura da informação, há quem defenda uma definição ainda mais aberta que as anteriores: conteúdo seria literalmente tudo o que está contido em uma página de web – texto e elementos gráficos. Entretanto, é preciso restringir o alcance dessa definição por uma questão de praticidade.

Mesmo que se possa considerar o design de uma página uma espécie de conteúdo não–verbal, o padrão utilizado na web é de site orientado por texto. Embora a navegação possa ser orientada por elementos puramente gráficos, como ícones, o que se espera ver nas páginas é, quase sempre, um mínimo de indicações por intermédio de texto. Mesmo um site dedicado a informações visuais, como o do Museu do Louvre, por exemplo, contêm uma boa quantidade de informações em texto sobre a história do museu e as coleções de pinturas e esculturas nele expostas. (Vale observar que os textos desse site são organizados segundo a técnica dos blocos de conteúdo citada acima.)

Definindo o que é conteúdo em termos gerais, o criador de conteúdo passa agora para a segunda – e nem sempre mais fácil – etapa: que tipo de conteúdo? É o cliente (ou seja, para quem o conteúdo é feito) que responderá essa pergunta. Mas não importa o assunto do portal ou para que público–alvo ele se dirige. Fundamental é saber que forma dar a esse conteúdo, ou seja, como fazê–lo. Para isso, de duas coisas o criador de conteúdo não pode abrir mão: elas se chamam Concisão e Clareza. Seja em content chunksou em textos mais longos, todo texto precisa ser direto e objetivo. Caso contrário, não fará a menor diferença discutir definições de conteúdo. [Webinsider]

Corte transversal: não deixe de ler Projetando Websites (Designing Web Usability), de Jakob Nielsen. Muito criticado atualmente, o chamado “guru da usabilidade” reinou supremo durante anos com opiniões polêmicas sobre construção de websites. Polêmicas mas que mesmo assim valem a pena: não é por outro motivo que ele foi chamado para ajudar na criação do Google, considerado atualmente o melhor e mais eficiente mecanismo de busca da Web . Em parte graças ao trabalho de Nielsen, que acaba de lançar no Brasil outro livro que já virou referência no exterior: Home Page: Usabilidade – 50 sites desconstruídos. Neste livro, escrito em dupla com Marie Tahir, Nielsen disseca as páginas de entrada de 50 grandes portais como IBM e Yahoo!, com um guia passo a passo para os prós e contras de cada uma. Importante mesmo para quem não entende nada de webdesign, mas quer saber um pouco mais. .

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+

  1. CONCEÇÃO APARECIDA PEREIRA DE ALMEIDA

    É O TEXTO E O CONTEXTO QUE CONTÉM ALGUMAS EXPLICAÇÕES DO TODO,ISTO É DO TEXTO E DOS ELEMENTOS GRÁFICOS. É O ALUNO OU SEJA PARA QUEM O CONTEÚDO É FEITO,MAS TEM QUE TER CONCISÃO E CLAREZA.

  2. KEILA DA SILVA

    EU AMO MUITO ESSE SITE, EU ESTOU FAZENDO FACULDADE E QUALQUER TREBALHO, EU FAÇO AQUI, FALO PARA AS MINHAS AMIGAS E MEUS AMIGOS.DESDOS 7 ANOS EU FAÇO TRABALHOS AQUI.TOMARA QUE MELHORE MAIS.
    BEIJOS

  3. felipe venancio

    Bom o que eu iria dizer mesmo é que esste site para falar a verdade um blog né? Eu gosto muito dele por que sempre que estou disposto a fazer um trabalho a única e primeira coisa eu venho neste site(blog) por isso aviso a vocês meus queridos estudantes que esta site irão te ajudar muito a fazer trabalhos relatórios etc. Não deixe este comentário de lado pois um dia vocês vão precisar