Esta dúvida ronda a vida profissional da maioria de nós. O que vamos optar? Abrir uma empresa e sermos empreendedores com todos os riscos ou aceitarmos um emprego e nos sujeitarmos ao “mundo corporativo”?

Decisão difícil.

Mas, calma, este artigo não tem a missão de falar sobre as vantagens e desvantagens destas opções, mas sim quebrar um paradigma que está entranhado em nossa cultura.

Seja empreendedor ou empregado o responsável por suas decisões profissionais é VOCÊ e há muito mais semelhanças entre estes dois perfis do que se imagina.

Aqui no Brasil, as pessoas costumam achar: seus patrões têm todo o poder para cuidar de suas carreiras, eles são os únicos culpados por não termos aumentos ou por não haver oportunidades de melhorarmos de cargo.

Este pensamento vem do tempo da escravatura, época que a força de trabalho era imposta e a autoridade era herdada. Ou seja, chefe nascia chefe e trabalhador tinha o direito de ficar calado e trabalhar muito.

Então é preciso entender: nós somos os empreendedores de nossas carreiras.

Se você optou por trabalhar em uma empresa, ser CLT, saiba que, na verdade, está empreendendo em sua carreira e para isso precisará usar a mesma abordagem dos empreendedores. Leia sobre empreendedorismo e poderá ver que muitas coisas se aplicam à sua carreira. Vejamos alguns exemplos:

É preciso de um “norte”, um RUMO

Qual ramo quer seguir? Gostaria de ser designer, programador, arquiteto, engenheiro, o quê? Isso norteará suas decisões, seus cursos, seus estudos, até seus contatos. Tenha FOCO, escolha um rumo e siga para ele.

Lembre-se: “não há vento favorável para quem não sabe para onde vai”.

Tem um plano estratégico?

Como imagina chegar ao seu objetivo? Trace uma rota, busque um curso de capacitação, uma faculdade ou algo para prepará-lo para exercer o que você deseja. Depois do curso, analise onde seria legal trabalhar ou como adquirir experiência. Qual cargo quer ter? Se você deseja atingir posições mais elevadas, considere empresas com bons planos de cargos e salários.

Considere inclusive que, para atingir algumas metas, será necessário ser criativo. Por exemplo: para fazer um curso, talvez seja preciso trabalhar em uma loja para pagar esse treinamento. O fato de exercer a função de vendedor de shopping para custear um curso de forma alguma o tira do seu rumo e pode ser, na verdade, parte legítima do plano estratégico.

Reveja seus planos

O mercado muda, os concorrentes mudam e o cenário muda, então é extremamente saudável rever o que você está fazendo para corrigir a rota em tempo hábil.

Considere milestones, marcos, momentos definidos para refletir sobre suas ações e quais ainda precisam ser feitas, quais deram certo ou errado. Isso é um estudo para ser feito a cada semestre ou num período de tempo que achar pertinente.

Registre as lições aprendidas

Escreva os sucessos e as falhas. Registrar os erros é até mais importante que as vitórias. Não perca seu histórico ou correrá o risco de cometer velhas “mancadas”.

Enfim, celebre a cada vitória, mesmo as mais simples. Comemore cada meta traçada e bem sucedida. Que seja ir ao bar, pedir um refrigerante e brindar a vitória de sua empresa, quer dizer, sua carreira.

Sabemos: não é simples para nenhum dos dois, empreendedores ou empregados. Ambos enfrentam as pressões do mercado, concorrentes, fornecedores e mais mil imprevistos.

Mas o importante é ter a consciência de que você é o responsável por administrar sua empresa e sua carreira.

Veja mais sobre o assunto no Podcast: visões sobre o empreendedorismo

[Webinsider]

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