O nome deste livro já desperta curiosidade: o que será pensar como um freak? Já posso avisar que apesar de “freak” significar “esquisito”, “esdrúxulo” e “grotesco”, os padrões de pensamento que os autores mostram na obra fazem todo o sentido.

Steven Levitt e Stephen J. Dubner decidiram escrever o livro “Pense como um Freak” depois do sucesso de seus outros best-sellers, Freakonomics e SuperFreakonomics. Nessas obras, eles exploraram perguntas pouco convencionais, como “o que professores e lutadores de sumô têm em comum?”. Sob a luz da economia, descobriram conexões inusitadas e que explicam muitos problemas da humanidade.

Dessa vez, os autores procuraram elucidar a sua metodologia, ou seja, mostrar como descobriram essas ligações entre assuntos que pareciam ter nada em comum. Quer desvendar os mistérios da humanidade? Confira este incrível resumo do livro Pense como um Freak! Uma dica: você também pode acessar o microbook completo da obra na plataforma do 12Min.

Vamos lá!

Reconheça que você não tem todas as respostas

Temos tendência a achar que devemos saber de tudo. É muito difícil admitir que não temos conhecimento sobre algo. Mas por que esse sentimento é tão apavorante? Não existe maneira se saber tudo sobre o mundo, nem mesmo sobre o que fazemos – há sempre o que aprender.

Muitas vezes, inclusive, acreditamos saber mais do que nossa área de experiência, o que tem resultados desastrosos na maioria das situações. Oferecemos sugestões e opiniões nas especialidades de outras pessoas sem que elas tenham solicitado.

Além disso, segundo Steven Levitt e Stephen J. Dubner, nós não conhecemos nem nós mesmos completamente. Passamos 24 horas em nossa própria companhia, mas isso não é o suficiente para o completo autoconhecimento.

Um dos motivos para tentarmos mostrar que sabemos tudo é o medo de sofrer consequências pessoais. Ver sua credibilidade reduzida e ser acusado de incompetência. Mas a verdade é que admitir que não tem conhecimento sobre algo pode trazer muitos benefícios. Sua mente pode se abrir para outras possibilidades e experiência. Sendo honesto sobre o que realmente sabe, você tem chance de aprender lições valiosas.

É isso que esse resumo do livro Pense como um Freak pretende ensiná-lo: como se libertar do status quo para resolver os grandes problemas da vida.

Saiba que fracasso não é sempre um problema

Somos ensinados, desde criança, que desistir ou fracassar é errado e algo que não pode ser considerado como opção em nenhum âmbito da vida. Esse padrão de pensamento pode ter efeitos nocivos em nossa vida, já que, em muitos momentos, é inevitável se ver mal sucedido em algo.

O medo de fracassar ou o sofrimento por ter desistido de algo podem prejudicar as pessoas, causando problemas como depressão. No entanto, pesquisadores utilizam o fracasso como plataforma para conquistar objetivos. Ao se basear nas perdas, procuram compreender o que é preciso para chegar ao resultado desejado.

Além dessa forma de pesquisa, há também a possibilidade de antecipar todos os cenários possíveis para um projeto e identificar os fracassos em cada um deles. Em ambas metodologias, é possível tornar o fracasso algo mais palpável. Assim, você vê como pode enfrentar as dificuldades e descobrir a melhor forma de resolver problemas.

Por fim, a desistência também pode trazer benefícios. Segundo os autores do livro Pense como um Freak, um estudo da Universidade de Concordia conduziu um estudo para descobrir os efeitos de desistir de algo. Os participantes que haviam desistido demonstraram menores taxas de depressão e estresse.

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Aja como uma criança

Pode soar estranho, mas pensar como um freak também é pensar como uma criança. Sem ideias pré concebidas, os pequenos perguntam tudo, investigam tudo. Querer saber sobre as coisas sem ter preconceitos é um dos fundamentos do pensamento freak, porque evita que você caia nos padrões e nas armadilhas de sempre.

Além disso, crianças não fazem perguntas complexas. Na maioria das vezes, as dúvidas são simples, sem querer aprofundar demais. Essa dica também vale para pensar de forma diferente: comece com as perguntas mais simples possíveis. Ao tentar entender a parte complexa, você pode se perder sem necessidade.

Todos os problemas são, na verdade, um conjunto de questões menores. Ao resolvê-las, você eventualmente terá a resposta maior.

Por fim, divirta-se! O objetivo de toda criança é se divertir com tudo e, quanto mais leve for seu processo de resolução, mais prazer você terá. Problemas não precisam ser chatos de resolver! E se você acredita que não vale a pena investigar uma questão por ser algo que aprecia, como esportes e entretenimento, deixe essa ideia de lado. Seja apaixonado pelo assunto e as ideias fluem com muito mais naturalidade!

Deixe a moral de lado

A moral é a nossa bússola, que guia nossa vida em torno do que é certo ou errado. Tê-la é importante em muitos momentos da vida. Mas, segundo os autores do livro Pense como um Freak, ela pode atrapalhar a resolução de grandes problemas. Não caia na armadilha de ficar obcecado pelo que é certo e errado: isso compromete seu julgamento e evita até mesmo a análise do problema em si.

Aqui vale ressaltar o primeiro ensinamento da obra: você não pode saber tudo sobre qualquer assunto. Dessa forma, analisar a moral das questões não é tarefa fácil e a resposta nem sempre é óbvia. Ao focar apenas na moral, você engessa seu instinto e perde muita coisa no meio do caminho.

Os autores dão o exemplo do suicídio, que é um assunto tabu. No entanto, entre as mortes por armas nos Estados Unidos, a maior parte é por suicídio e não assassinato. Ainda assim, a moral impede que as pessoas toquem no assunto.

Ao sermos capazes de escutar, fazer perguntas e pesquisar um assunto, isso pode se tornar uma saída para as respostas. Aprendemos a olhar tudo de forma diferente, sem nos agarrar aos preconceitos e ideias já formuladas.

Procure pelas perguntas certas

Mais do que procurar pelas respostas corretas, você precisa ir atrás das perguntas certas. Este resumo do livro Pense como um Freak passa alguns ensinamentos-chave da obra e esse é um dos maiores.

Já aprendemos acima que ninguém tem todas as respostas. O segredo está em saber o que perguntar. Ao fazer as perguntas erradas, você também terá respostas erradas. Assim, em primeiro lugar, evite qualquer suposição na hora de perguntar. Perguntas tendenciosas levam a respostas também tendenciosas.

Além disso, todos os problemas da humanidade são compostos por um espectro de visões, causas, características e observações. Nenhuma questão é tão simples que possa ser compreendida com apenas uma pergunta. Por isso, procure explorar essa complexidade com a sua curiosidade ativa.

Não caia na armadilha do lado mais visível: todas as questões têm vários lados, mas alguns são mais visíveis que outros e é neles que acabamos focando mais. Muitas coisas precisam ser consideradas sempre para chegar ao cerne da questão.

Pense de forma estratégica

Esse tópico do livro Pense como um Freak parece mais convencional que os outros, mas tem um toque especial, que vai muito além de apenas traçar estratégias. Para descobrir soluções de problemas que parecem impossíveis, você precisa encontrar uma forma simples, mas eficaz, de vê-lo solucionado.

Os autores dão dois exemplos fáceis de entender:

  • Rei Salomão de Israel: havia duas mulheres e cada uma tinha um filho. Uma das mulheres perdeu seu filho e, enquanto a outra dormia, trocou seu bebê morto pelo vivo. Para resolver o problema, elas foram até o rei e as duas diziam que o filho vivo era seu. Para resolver, ele anunciou que cortaria o bebê ao meio e dividiria metade para cada. A primeira, verdadeira mãe, implorou para que não fizesse isso e desse a criança para a outra se fosse preciso. Com isso, ficou claro quem era a verdadeira mãe, que preferia abdicar da criança a vê-la morrer.
  • David Lee Roth, do Van Halen: o contrato da banda tinha 53 páginas e especificava tudo, desde comida até a segurança do show. Dentre as exigências havia a de que deveriam fornecer M&Ms, sem os marrons. Não era uma chatice, mas uma forma de ver se os produtores tinham realmente lido todo o contrato. Afinal, se não fossem capazes de oferecer os M&Ms, será que todo o resto estaria dentro do acordo, pronto para um show épico do Van Halen?

Essas formas de pensar estrategicamente foram a solução para os problemas de cada um deles. Assim, eles não só ouviram o que as pessoas estavam dizendo, mas colocaram aquilo à prova. Dessa forma, você evita ser enganado quando estiver em alguma situação.

Procure pela raiz do problema

O sonho de todos nós é o de que as soluções estivessem na cara e fosse fácil reconhecer uma saída criativa para um problema. No entanto, nos vemos frente a problemas extremamente complexos, como a fome, doenças e economia dos países.

Para encontrar as soluções, é preciso pensar como um freak. Isso significa ir atrás da verdadeira origem do problema, sua raiz, de onde toda a situação surge. À primeira vista, fome e pobreza, por exemplo, seriam fáceis de resolver. Bastaria enviar comida e dinheiro para quem precisa, certo? Com o passar dos anos, vemos organizações de empenhando em solucionar essas grandes questões dessa forma – e realmente, elas salvam muita gente. No entanto, continuamos vivendo em um mundo que sofre com fome e pobreza.

Estudando isso mais aprofundadamente, podemos ver que a corrupção é a verdadeira raiz desses problemas. E isso é bem mais fácil de resolver, certo? Ao compreender a raiz, podemos fazer progressos mais fáceis na área.

Como você aplicaria isso para a sua vida pessoal? O que parece ser um problema na superfície e se torna outro quando olhamos para a raiz?

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Leia o microbook de Pense como um Freak

E aí, o que achou do resumo do livro Pense como um Freak? Você pode encontrar o microbook completo na plataforma do 12Min! O 12′ traz uma coleção incrível de resenhas críticas dos maiores livros de não-ficção do mundo. Por lá, você também encontra o outro livro dos autores Steven Levitt e Stephen J. Dubner, Freakonomics.

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