Você já pensou em fazer um tecnólogo? Nem sabe o que é isso? Esse tipo de formação pode ser uma opção em várias situações: para quem está saindo do Ensino Médio e quer trabalhar logo, por exemplo. Ou então para quem deseja tirar outro diploma de curso superior.

Esses cursos foram criados especialmente para atender demandas de mercado por profissionais qualificados. Assim, como é uma formação mais curta do que um bacharelado, por exemplo, a entrada no mercado também é agilizada. Muitos saem do tecnólogo já com emprego negociado. Ou seja, essa qualificação pode oferecer boas chances de colocação.

Mas será que é realmente a melhor escolha para você? Neste artigo, esclareci o que é um curso tecnólogo, quais são as vantagens e quais são as formações disponíveis.

O que é o curso tecnólogo

Essa modalidade de formação foi criada em 1970 e, quando o país atingiu um índice acelerado de crescimento, nos anos 2000, houve um “boom”. O tecnólogo é um profissional de nível superior especializado em determinada área. Assim, quem se forma nesses cursos pode trabalhar em qualquer empresa, indústria ou órgão público.

No entanto, existe uma diferença entre o tecnólogo e o profissional formado em outros cursos superiores. Isso porque o tecnólogo se forma focado em uma determinada área do mercado de trabalho. Com isso, sua área de atuação é mais específica do que bacharéis que podem escolher caminhos variados de carreira. Veja esta comparação para ficar mais claro:

  1. Profissional de administração: pode atuar em marketing, gestão de pessoas, finanças, contratos, etc.
  2. Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos: é da mesma área, mas só pode trabalhar com RH.

Confira outras possibilidades de atuação para quem se forma tecnólogo (existem mais de 100 opções de cursos diferentes no Brasil):

  • Coordenação de equipes e projetos
  • Gestão de pessoas e processos
  • Assessoria e consultoria
  • Desenvolvimento de projetos
  • Avaliação e vistoria técnica
  • Parecer técnico em sua área de atuação
  • Perícia técnica
  • Vistorias técnicas
  • Operação de equipamentos específicos
  • Instalação e manutenção de aparelhos diversos
  • Treinamento e capacitação de profissionais na sua área de atuação
  • Elaboração de procedimentos técnicos
  • Desenvolvimento de pesquisas

As únicas tarefas que tecnólogos não podem realizar são aquelas exclusivas de algumas profissões, as quais a atividade é protegida por lei (apenas formados em tal curso podem executar). Um dos exemplos é de atividades de engenharia: obras só podem ser assinadas por engenheiros com curso superior bacharel. Em sua maioria, esses casos são relativos a atividades ligadas à saúde, infraestrutura e direito.

tecnólogo

Mas e o curso técnico? É a mesma coisa? Continue lendo para saber.

Diferença entre curso técnico e tecnólogo

A primeira diferença básica entre essas duas formações diz respeito ao nível. O curso técnico é uma formação de nível médio, portanto, anterior ao tecnólogo, que é superior. Confira outras diferenças:

Duração

Técnico: duração de poucos meses a mais de três anos.

Tecnólogo: 2 a 3 anos

Requisitos

Técnico: existem alguns que exigem apenas o fundamental completo ou incompleto. Outros aceitam apenas com ensino médio completo – existe ainda a possibilidade de realizar o técnico junto com os últimos três anos da vida escolar.

Tecnólogo: sempre exige ensino médio completo.

Formação frente ao mercado

Técnico: formam profissionais mais voltados para funções operacionais.

Tecnólogo: prepara tanto para a operação quanto para cargos de gerência e direção.

Onde fazer cursos de tecnólogo

Existem mais de 100 opções de cursos tecnólogos, segundo o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Esse número inclui tanto cursos particulares quanto públicos, que são um pouco mais raros.

Assim como cursos de bacharelado, os cursos tecnólogo também passam por avaliação do MEC (Ministério da Educação e Cultura). Assim, as formações são avaliadas em três conceitos:

  1. Conceito Preliminar do Curso (CPC): considera qualificação e quantidade de professores e profissionais em tempo integral ou parcial, desempenho de alunos, instalações físicas, infraestrutura e recursos didáticos-pedagógicos. Notas variam de 1 a 5 e cursos com nota 1 ou 2 são considerados insatisfatórios.
  2. Conceito do Curso (CC): avaliação presencial feita pelo MEC que pode confirmar ou alterar o CPC. Instituições com notas 3, 4 ou 5 podem optar por não receber a visita e transformar o CPC em CC, que é permanente.
  3. Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade): prova de conhecimentos e competências dos estudantes do curso aplicada de acordo com as diretrizes curriculares do curso. É realizada todos os anos a fim de avaliar os cursos superiores brasileiros.

Para saber a nota que o MEC dá para o curso desejado, acesse o portal e-mec e refine a busca para cursos tecnológicos. Cursos que recebem um traço (-) como nota foram criados recentemente e ainda não receberam avaliação, mesmo que já esteja com autorização para funcionar.

Confira esta lista com algumas instituições de ensino reconhecidas pelo MEC que oferecem cursos tecnólogos:

  • Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA)
  • Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)  
  • Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)
  • Universidade de Franca (UNIFRAN)
  • Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS) – em Minas Gerais
  • Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV)
  • Faculdade de Tecnologia FAESA (CET-FAESA)

Quer saber mais sobre a consistência acadêmica dos cursos superiores tecnológicos? Confira este artigo sobre o equilíbrio de teoria e prática na formação.

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