Vivemos em um momento de grande transição nos modelos de negócio, no qual a realidade de muitas empresas – de todos os segmentos – está estritamente situada no meio virtual.

Home offices, startups com empreendedores parceiros espalhados por todos os cantos do globo e projetos colaborativos – seja com profissionais que “assinam” seus trabalhos ou com anônimos – ganham força e significativo peso na economia mundial.

Paradigmas com séculos de existência mudaram radicalmente – ou sendo mais coerente – precisaram evoluir. Mudou-se a forma de fazer negócio, porém todos os conceitos-base como planejamento, estratégias, análises e ética permanecem.

Hoje, o porte das empresas não pode ser medido unicamente pelo seu tamanho. É preciso analisar a sua relevância e postura no seu mercado de atuação.

Já virou rotina um aplicativo desenvolvido por algum jovem conseguir muito mais retorno financeiro do que alguns produtos de grandes corporações.

Existem espalhados pela web, inúmeros profissionais que geram soluções de alto valor, muitas das quais, de uso diário por um grande número de pessoas.

São como nichos de conhecimento.

E o segredo do sucesso é criar pontes para uni-los.

Case Webinsider: reestruturação integral

A história do Webinsider segue o mesmo paralelo da história da divulgação de conteúdos na internet brasileira e há mais de uma década o site apresenta artigos e autores com muita qualidade e opinião.

Antes da versão atual, o site já teve duas interfaces: a primeira do ano 2000 e a versão de 2006. Ambas foram muito interessantes, pois atendiam às necessidades das suas épocas.

Estamos na “Era da diversidade de dispositivos e das redes sociais”. O acesso à internet acontece por smartphones, iPads, geladeiras, etc. E todos estão interconectados pelas redes sociais.

Então, os objetivos principais dessa reestruturação foram:

  • Inovação;
  • Leveza;
  • Design clean e eficiente;
  • Navegação intuitiva;
  • Maior interação com o público;
  • Foco no conteúdo (leitura, comentários, compartilhamento e sistema eficiente de buscas).

Com essas visões, foi planejado e desenvolvido o novo site. Com uma diferença interessante em relação às versões anteriores: todo projeto foi estruturado online, por profissionais fisicamente distantes.

Brasília-DF, Belo Horizonte-MG e Guarulhos-SP são as bases operacionais de Vicente Tardin, Juliano Alvarenga e Eduardo Kasse, managers desse projeto.

Cada um no seu quadrado

Não é fácil trabalhar à distância, mesmo com todas as ferramentas de comunicação, pois temos que sincronizar agendas, criar uma documentação bem feita e, acima de tudo, confiar plenamente em cada membro da equipe.

Todo profissional com quem iniciamos uma parceria deve agregar conhecimento, experiência e expertise para o negócio. E foram esses parâmetros que nortearam todas as nossas ações.

Cada um ficou responsável por áreas bem definidas e teve total autonomia de trabalho. E as decisões conjuntas eram discutidas e acordadas em reuniões semanais. Obviamente, tivemos que administrar divergências e cada um cedeu e ganhou um pouco em cada etapa. Tudo pela excelência!

Aliás, utilizamos o padrão dos métodos ágeis para as reuniões e diariamente conversávamos por meia hora para relatar ações, evoluções e necessidades.

Conhecimento, o Santo Graal do mercado contemporâneo

Além desse trio, contamos com as inteligências em programação / banco de dados, da equipe técnica responsável pelos servidores de hospedagem e de outros profissionais que ajudaram nos testes e verificações. Assim, acrescentamos mais locais como Rio de Janeiro-RJ e São Paulo-SP.

Ou seja, mais nichos que foram interligados com êxito.

Enfim, para o sucesso da empreitada uma tríade de valor foi essencial: profissionalismo, comprometimento e respeito.

Somente assim, a distância física não se tornou uma barreira, não gerou distorções indesejadas e prejudiciais ao bom andamento das atividades.

E, sem isso, seria impossível criar qualquer solução para um projeto do porte e com o nível de qualidade do Webinsider.

Até mais! [Webinsider]

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Respostas

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  1. Pablo Saínz Fuentes

    Embora esteja me acostumando, Eduardo, não deixo de ficar impressionado com a velocidade com que a nossa vida vai se tornando cada vez mais “onlineizada” rsrs. E o curioso é que cada dia que passa nos vemos menos e nos comunicamos mais!

    Lamento que alguns colegas profissionais ainda tenham dificuldades em enxergar o futuro virtual que nos aguarda, pois na minha opinião nenhuma das áreas do conhecimento vai escapar da “virtualização” profunda a que seremos submetidos nos próximos anos.

    Ontem, casualmente, um respeitadíssimo profissional de eventos, com mais de 20 anos de experiência, passou vários minutos tentando me convencer de que as férias virtuais que tem começado a se espalhar pelo mundo “não tem futuro”. Segundo ele, serão sempre válidos aqueles argumentos de que para fazer bons negócios são imprescindíveis o contato físico, as conversas de corredor e tudo mais. (!!!)

    No meu caso, mesmo tendo emprego fixo, a minha principal fonte de renda é o serviço de tradução escrita. E é curioso que o meu principal fornecedor de serviços é uma empresa em São Paulo (eu moro em Brasília), com a qual contactei pela primeira vez faz dois anos atrás por e-mail, me envia serviços todas as semanas, paga rigorosamente todos os meses, e nunca vi a cara de ninguém de lá nem sequer por foto. Apenas e-mails vêm e e-mails vão!

  2. Eduardo Kasse

    É verdade, Pablo. Gostemos ou não, nossa realidade está intimamente ligada ao mundo virtual.

    Eu mesmo, tenho diversos projetos realizados pela web.

    O importante é criarmos círculos com profissionais de valor e garantir a mesma qualidade e profissionalismo que em um trabalho presencial.

    Até mais!

  3. Carlos Machado

    Eduardo, acompanho o Webinsider há bastante tempo. Acompanhei a evolução do site desde o começo e devo dizer que não gostei da nova interface.

    O ponto que mais me desagrada é, nos dias de hoje, não utilizar uma interface “responsive”.

    No artigo você cita que hoje a informação é acessa pelos mais diversos dispositivos, e uma interface rígida vai contra essa tendência.

    Acho que o Webinsider deveria ser o exemplo!

    1. Eduardo Kasse Post-autor

      Carlos, obrigado pela sua opinião.

      Como vem acompanhando o site há bastante tempo, certamente entenderá a postura que tivemos.

      Em primeiro lugar, precisávamos evoluir o modelo anterior, seja para ficar mais adequado à apresentação dos conteúdos, seja para resolver algumas inconsistências técnicas que vinham ocorrendo. Focamos todos nossos esforços nessa etapa.

      Entretanto, na web, você sabe bem que a evolução não para. E certamente iremos pensar e projetar novas interfaces, novos “produtos” para sempre oferecer o melhor aos nossos leitores.

      Até mais!

  4. Franco Rosário

    Acho que o artigo ficaria mais interessante se fossem citadas ferramentas online utilizadas durante o projeto, e apresentadas situações práticas de problema/solução.

  5. Eduardo Kasse

    Então, Franco, vamos lá:

    Para comunicações real time e reuniões, usamos o Skype.

    Documentações, relatórios de atividades e atualizações, usamos o Google Docs.

    Comunicações oficiais para todos os envolvidos – e-mail.

    Tentamos simplificar ao máximo para aumentar a produtividade e não exigir dos colaboradores a instalação de muitos aplicativos.

    Até mais!

  6. Evelson Bertholdo Junior

    Kasse,

    Realmente esse assunto tem se tornado cada vez mais comum nos dias de hoje.
    Colaboração é a palavra-chave e os resultados tendem a ser mais rápidos e mais econômicos.
    Estamos acostumados a trabalhar em uma estrutura fechada (empresa) e ao migrar para esta nova forma de organização requer cuidado, paciência e muito comprometimento.
    É claro que problemas sempre surgirão, mas vale a pena.

  7. Alexandre Leonel

    Olá,
    Acredito que esse modelo de trabalho e negócios abrirá inumeras oportunidades de trabalho, para aquelas pessoas que tem conhecimento e qualificação, mas que hoje estão fora do mercado por falta de formação acadêmica .

    Até mais.