Intranet: porque o lançamento é importante (5)

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Ricardo Saldanha

Toda boa cozinheira sabe que não basta o prato estar gostoso: ele precisa ser bonito também. Experimente servir a melhor comida do mundo toda misturada… É por isso que o lançamento da intranet é tão importante. Se até agora nos dedicamos a torná–la saborosa, colecionando temperos diversos, tudo pode ruir se não conseguirmos criar uma imagem positiva logo “de cara”. E não é difícil. Basta vestir a fantasia e adentrar o picadeiro em grande estilo.

Passo 3: Gol de placa no pontapé inicial. Dizem que “a primeira impressão é a que fica”. Em 90% dos casos, é a mais pura verdade. Todo mundo sabe que é muito mais difícil desfazer uma imagem errada do que construir, desde o início, a correta. Pense num ótimo produto que faça uma campanha de lançamento equivocada e você saberá do que estou falando.

No caso das intranets, a importância de criar uma boa impressão inicial é ainda maior. Confira três bons motivos:

1) Contatos imediatos: Tudo que é novo assusta. Por isso, intranets ainda são vistas pela maioria como “elementos estranhos”. Assim, mesmo os que juram saber direitinho do que se trata, acabam, lá no fundo, tendo uma relação inicial de desconfiança com a dita cuja. E isso é um problema – uma resistência a ser vencida.

2) Pegando no tranco: Se o sucesso das intranets depende da participação ativa de todos, somente com empenho e boa propaganda poderemos quebrar a inércia. Afinal, cooperação e pró–atividade ainda não são a regra, infelizmente.

3) Eu sou demais: Fazer um alarde inicial, com direito a pronunciamento explícito do patrocinador, sinalizará a todos que a intranet é coisa séria. Além disso, é preciso mostrar que a busca de conteúdos não era papo furado. É o momento de ganhar credibilidade.

Por essas e outras é que não devemos abrir mão de criar um circo na hora de apresentar a mais nova companheira de trabalho de todos. Com isso, criamos um marco – e demonstramos que ela é importante, mas não precisa ser chata. Isso é vital para dar fôlego ao projeto e angariar adeptos. Mas só circo não basta, é preciso convocar os grandes “aliados”: as “âncoras”.

Pão e circo

Âncoras, como já dissemos no segundo artigo, são os conteúdos top da sua intranet. De tudo que você ouviu e anotou quando percorreu a empresa, certamente há coisas que todos os grupos da comunidade mencionaram, não? Pois então, diga “muito prazer”: você está diante de uma âncora.

Assim, o circo, baseado em propaganda e em (endo)marketing, é muito importante para sacudir a poeira. E as âncoras são o pão, a nossa chance de dar a volta por cima, atacando os três problemas enumerados mais acima. Quer ver?

Se as âncoras foram pedidas por todos, serão facilmente reconhecidas, diminuindo a desconfiança. Além disso, mesmo sem embalo, há uma grande chance do pessoal dar uma passadinha na intranet nem que seja para usar só aquele serviço que desejava tanto… Por fim, atendendo de imediato os maiores clamores das massas, a popularidade – e a credibilidade – da intranet vai parar nas alturas, acredite.

Além disso, adivinhe quais vão ser as manchetes alardeadas para o respeitável público? Aquelas que destaquem a existência das âncoras, claro! É a hora de juntar pão e circo. Se sua intranet tem uma lista telefônica atualizada e isso vai poupar um tempão do pessoal, diga isso em alto e bom som. Já posso solicitar minhas férias sem levantar da cadeira? Então conte–me isso de imediato!

E não se esqueça também de unir o útil à usabilidade: dê acesso rápido e direto às âncoras logo na home page da intranet, ok? O pessoal vai adorar.

Outra coisa: já deu para notar que, sem as âncoras, nada feito, não é? Nunca faça alarde de algo que não tem substância, a não ser que queira dar o famoso tiro no pé. Vai soar como propaganda enganosa – e, nesse caso, pode dar adeus aos clientes.

Palhaços e leões

Se você conseguiu realmente convencer a alta direção sobre a importância da intranet, não será difícil ganhar o duplo apoio necessário a um bom lançamento.

O primeiro deles tem mais a ver com empowerment: conseguir carta branca para criar um clima de expectativa em torno da nova intranet é o ideal. Para agitar bastante, convoque o pessoal de Comunicação e Marketing e pense em todos os veículos disponíveis. House Organs, murais, contra–cheques, e–mails e papéis de parede do monitor são alguns deles. Seja criativo e ousado, mas não perca o foco: destaque as âncoras e enfatize ganhos/benefícios.

Dosar o lado informal e alegre com a necessidade de mostrar o quanto a intranet está conectada com os objetivos estratégicos é um grande desafio. É aí que entra o segundo apoio dos patrocinadores: eles têm que, de viva voz, dizer o quanto consideram esta ferramenta importante. Declarações por escrito também valem – e devem ser amplamente utilizadas durante a campanha, em todos os veículos.

Da visibilidade à fidelidade

Um bom lançamento é capaz de gerar um excelente efeito residual. Mesmo sem grandes inovações, você será capaz de acompanhar o crescimento do número de acessos, com certeza.

Entretanto, é preciso conquistar o cliente, fidelizá–lo. Para isso, no caso das intranets, é fundamental manter uma relação aberta e dinâmica com o público. Agora, até mesmo a intranet deverá ser utilizada para isso. Formulários para colher opiniões, enquetes e a possibilidade de comentar as notícias ou artigos publicados são algumas ações simples, mas que reforçam a idéia de que você deseja dialogar – e de que todos são importantes.

Mas não se engane: o sucesso é efêmero. Assim, ações de comunicação e marketing não devem se restringir ao lançamento. Pelo contrário: elas devem ser permanentes. Só assim você fará da sua intranet uma verdadeira popstar.

Mas isso já é assunto para o próximo artigo… até lá!

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Off topic, mas não totalmente: viradas de milênio parecem mesmo guardar um sentido místico e revolucionário. Nessas horas, visionários se opõem aos céticos. Os percalços do caminho ora são vistos como acomodações naturais, ora como sinais de que o novo não passa de um modismo barato. Está sendo assim com a Era do Conhecimento – e os percalços, como o estouro da bolha, levantam as dúvidas características desse período de incertezas.

Essa série de artigos, naturalmente, acredita no novo. E tem a presunção de se colocar ao lado dos que vislumbram um mundo muito diferente no século XXI. Ao lado dos que choraram no dia 27 passado…

Muitos desses visionários, 22 anos atrás, atreveram–se a imaginar que o Brasil poderia ser mais do que uma eterna promessa. Um metalúrgico com estrela estava lá. Todos trabalharam duro, combateram o ceticismo. Até que veio o arrepio: o metalúrgico, agora, é Presidente. Presidente Lula.

O homem virou mito – que vai virar lenda. Um mito que fala em juntar os diferentes, em construir algo compartilhado, em troca constante, em estímulo à participação. Que diz que todos são importantes, quebrando a hierarquia. E que também fala sobre a necessidade de exportar produtos com maior valor agregado (leia–se conhecimento agregado, inovação) ao invés de matéria–prima bruta, como é feito hoje.

Incrível notar como um legítimo representante do binômio que dominou a Era Industrial (capital+trabalho) possa ser o portador de posturas e teses tão perfeitamente sintonizadas com os pressupostos da Era do Conhecimento… Um bom sinal para o Brasil, uma esperança para todos nós. Boa sorte, Presidente Lula! [Webinsider]

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Artigos de autores diversos.

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