Por uma nova ética na publicidade online

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Roberto Eckersdorff

Summerhill, a escola criada em 1921 pelo educador Alexander Sutherland Neill, balançou os alicerces da tradicional estrutura de ensino baseada na obrigatoriedade de conteúdos, de repressão e opressão à criança.

Neill adotou o princípio da liberdade de escolha para seus alunos. Iam às aulas se queriam, só assistiam às aulas que desejavam. Apesar de muito mal compreendida, Summerhill criou um modelo bem–sucedido, com resultados comprovadamente satisfatórios.

A internet remete, de alguma forma, a Summerhill. É a promessa/realidade de circulação/produção mais livre, mais independente – logo mais sincera – de formação/informação. É a formação/informação sem intermediários, o veículo para se exercer liberdade com responsabilidade.

A publicidade na internet, contudo, ainda vem se apegando aos padrões da “velha escola”.

A veiculação publicitária online continua a ser, de modo geral, opressora, autoritária e invasiva. Liberdade é um conceito unilateral, do qual o consumidor/internauta não participa. E nada mais contrário ao espírito da internet.

Porém, acontece que o consumidor, cada vez mais consciente de seus direitos, não aceita mais tanta intromissão. Pesquisas recentes têm mostrado de maneira enfática o quanto são malvistos, por exemplo, alguns dos formatos on–line em uso, a invadir nossa tela sem que possamos impedi–los, e os spams, a atulhar nossas caixas postais, quase sempre sem que possamos evitá–los.

Não é difícil de imaginar o que também pensa o consumidor sobre o anunciante que se vale desses recursos.

Por essas e outras, a publicidade na internet pode ganhar um aspecto negativo, às vezes amedrontador, e para a qual se torce o nariz. Mas o futuro será um lindo presente para as empresas (anunciantes, agências, veículos) que trabalham na internet segundo preceitos rígidos de ética.

A existência de novos formatos de anúncios online, que não interfere na conexão do internauta nem pula do nada à sua frente, como uma aparição; e o surgimento de associações para zelar por normas básicas de liberdade com responsabilidade, como a AMI (Associação de Marketing Interativo), indicam um novo caminho.

Uma publicidade online que exponha ética e dignamente seu discurso, que peça licença, sem agredir, invadir, é o marco de uma nova era da propaganda e do marketing como um todo. E essa tarefa pioneira, de dar um outro rumo, cabe à internet, uma comunidade verdadeiramente global, da comunhão efetiva entre os povos. [Webinsider]

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Artigos de autores diversos.

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