Uma introdução ao mundo open source (II)

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Alexandre Figueiredo

Vimos no artigo anterior (veja ao lado) que o Linux e diversas aplicações GNU são de livre distribuição. Vamos conhecer então como tudo isso pode acontecer.

Sabe–se que o sistema operacional gerencia o computador inteiro e sobre ele rodam os aplicativos. Esses, por sua vez, são responsáveis pelo sistema de gerenciamento de memória, arquivos e processos.

Quando um utilitário qualquer é chamado, o sistema operacional se encarrega do processo de alocação de memória, do acesso a disco e outras ações. Tudo isso ocorre desde a abertura até o fechamento desse utilitário, seja ele um editor de texto ou manipulador de imagens.

O núcleo do sistema operacional, conhecido como kernel, é uma das partes mais importantes do sistema. Porém, ele não é o sistema operacional como um todo. Os utilitários e aplicativos também fazem parte dele. O kernel não é capaz de executar todas as tarefas sozinho.

O projeto GNU foi lançado em 1984 para desenvolver um sistema operacional completo e livre, similar ao Unix. O projeto GNU já possui diversos programas prontos e a maioria deles faz parte do que chamamos GNU/Linux. O kernel do GNU ainda está em desenvolvimento e se chama Hurd.

A Free Software Fundation (FSF) é uma entidade isenta de impostos que levanta fundos para o trabalho no projeto GNU. Ela “apóia as liberdades de discurso, imprensa e associação na internet, o direito de utilizar software de criptografia para comunicação privada, e o direito de escrever software não impedido por monopólios privados”, segundo a própria página da organização.

Todos os programas da GNU são regidos pela General Public License (GPL). Ela é a diretriz dos direitos autorais.

O GNU/Linux é um sistema operacional completo, multitarefa e multiusuário padrão Posix (Portable Operating System Interface). Ele não é um Unix, mas sim um clone. O kernel é Linux, mas os utilitários são GNU. Assim, o GNU/Linux é um sistema operacional GNU baseado em Linux.

Atualmente o GNU/Linux roda em diversas plataformas, entre elas: Intel x86, Motorola 68k, Sparc e PowerPC. Até mainframes IBM suportam GNU/Linux.

No artigo anterior vimos que o GNU/Linux pode ser obtido de graça. Entretanto, ser gratuito não quer dizer que ele não tenha direitos autorais protegidos. É permitido distribuir o programa gratuitamente, mas para tanto é preciso estar atento aos artigos da GPL. Dois deles são: 1) O fornecedor deve deixar claro que o programa que ele está fornecendo está coberto pela GPL; e 2) É obrigatório que com a distribuição venha o código–fonte.

Então você pergunta: por que eu pago pelo CD do GNU/Linux? Resposta: pague se quiser. Calma! Não saia por aí entrando nas lojas, pegando as “caixinhas” e saindo sem pagar.

A “caixinha” é algo “físico” que contém, além do sistema operacional GNU/Linux, os manuais impressos, alguns brindes e o suporte oficial da empresa que o distribui. Lembre–se, você também pode gastar um tempo razoável fazendo download das imagens dos CDs, conhecidas também por ISO, basta você ir no Linuxiso.org. Depois de baixar, use um programa de queimar CD e voilá! Um GNU/Linux quentinho, saindo do forno!

Já sei, você foi no site e viu diversas distribuições. Não se espante, pois, cada uma delas possui um conjunto de aplicações associadas. Assim, você tem diversas opções. Até você pode montar a sua distribuição. Claro que não é tão simples assim, mas você pode adicionar a ela só as aplicações que você mais gosta e distribuir para seus amigos. É como um sonho, né?

Existem diversas distribuições GNU/Linux no mundo. Algumas são muito conhecidas. Outras, apenas no seu país de origem.

As mais conhecidas aqui no Brasil são:

. Conectiva (Brasil)
. Kurumin (Brasil)
. Red Hat (Estados Unidos)
. SuSE (Alemanha)
. Mandrake (França)
. Slackware
. Debian
. Gentoo

. Yellow Dog (para micros da Apple)

Todas elas permitem você instalar o sistema e colocar a linguagem que você quiser no ambiente gráfico, como os populares GNOME e KDE, fazendo apenas o download do pacote de linguagem pt_BR.

Em sites ou revistas especializadas, você pode conseguir maiores informações sobre a instalação e configuração dessas distros.

Qual é a melhor? Hum, pergunta interessante, use e decida você mesmo. Cada um tem a liberdade de escolher a distro que melhor cobre as suas necessidades.

Algumas distros são fáceis de instalar e manter pelo modo gráfico. Outras possuem o foco na segurança e maior controle pelo administrador, fornecendo um grande número de ferramentas de configuração em modo texto. Algumas são leves, outras pesadas – esse é preço pago pela facilidade. Umas para desenvolvimento, outras para o usuário final.

Liberdade de escolha – esse é o lema! [Webinsider]




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