A participação do Botafogo e do Palmeiras na Segunda Divisão me impressiona.
Torcida, jogadores e dirigentes estão dando a volta por cima. A lição: não importa onde você está, faça o melhor possível. A vida recompensa a ação.
Nossa Nação não poderia assumir também que está na Segundona e analisar nossos potenciais, mesmo com nossas desvantagens?
Divago assim depois da leitura do livro “Software Livre e Inclusão Digital”, da editora Conrad, organizado por Sérgio Amadeu da Silveira e João Cassino, com textos de
19 especialistas sobre diversas experiências relevantes no País, com destaque para São Paulo e Rio Grande do Sul.
O que defendem?
A opção pelo software livre não visa apenas oferecer mais computadores para os sem–micro, mas a abrir vias de exportação do conhecimento dessa nova tecnologia. Ou
seja, equipamentos baratos, software gratuito, mão–de–obra criativa, farta, altamente especializada, vendendo, trabalhando e educando à distância. Possível?
“É fundamental integrar a política de inclusão digital, de informatização das escolas e das bibliotecas públicas e a adoção de TI (Tecnologia da Informação) como instrumento didático–pedagógico à estratégia de desenvolvimento tecnológico nacional”, comenta Sérgio Amadeu da Silveira, um dos organizadores.
E continua: “Seria extremamente viável utilizarmos mais amplamente o software livre, pois além de não enviarmos royalties, poderíamos nos firmar como um grande produtor e distribuidor de soluções em códigos aberto”.
A proposta é reforçada pelo deputado federal do PC do B–MG, Sérgio Miranda.
“O software livre deve ser visto no contexto de uma nova e conseqüente política industrial para o setor de tecnologia da informação.”
Complementa:
“Com a base que já temos de técnicos, em poucos anos estaríamos ocupando uma posição de destaque na tecnologia mundial. Exportaríamos produtos, geraríamos empregos,
distribuiríamos renda, democratizaríamos o conhecimento, transformaríamos as nossas bases tecnológicas”.
Os dados apresentados na publicação deixam uma pulga atrás da orelha de qualquer administrador público.
A Prefeitura de São Paulo calcula que se tivesse adotado, por exemplo, o Windows XP, da Microsoft, a um custo médio de R$ 660 por máquina, teria gasto no projeto R$ 2,5 milhões a mais na montagem de cem telecentros, cada um com cerca de 20 equipamentos, até o fim deste ano.
Optaram pelo Linux com os seguintes aplicativos: navegador, webmail, processador de textos, planilha eletrônica e editor de desenhos – todos freeware.
A opção resultou em 50% a menos no custo total do projeto. Essa economia viabilizou o treinamento de quase cem mil usuários em 2002, com a freqüência de 62 mil freqüentadores cadastrados.
Os adultos têm, em sua maioria, faixa salarial de um a cinco salários mínimos e usam os telecentros para procurar emprego, fazer e enviar currículos.
O que dizer a mais sobre o livro? Mandem exemplares para o Lula e o José Dirceu, rápido!
[Webinsider]









