Você já deve ter lido algo sobre a Gestão do Conhecimento nos artigos do Ricardo Saldanha, Saulo Figueiredo, Eduardo Lapa, Bruno Rodrigues, entre outros companheiros do Webinsider. Para completar, mais um para falar, ou melhor, escrever sobre o assunto.
Para quem não sabe, a GC é uma confluência entre a área de Tecnologia da Informação e Administração. Ela tem trazido uma nova forma de pensar e de ver as coisas no ambiente corporativo. Ela se apóia em três pilares: pessoas, processos e tecnologia.
A Gestão do Conhecimento é vista como uma coleção de processos que governa a criação, a disseminação e a utilização do conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização.
Sendo assim, do ponto de vista da GC, a comunidade que criou e dá o devido suporte ao software livre/aberto pode ser entendida como uma comunidade de prática. Esse conceito diz respeito a um grupo de pessoas que possuem um interesse em comum e trocam informações entre si.
Cada projeto – leia–se Linux, Apache, LTSP, GNOME, etc. – possui uma organização própria e não precisa de um líder no comando. Claro que possuem um representante, mas os membros decidem os objetivos.
O “código aberto” permite que as pessoas vejam e modifiquem o código para atingir os seus objetivos. Por si só, ele permite que as pessoas ao redor do mundo aprendam ou se esforcem para entendê–lo. Podemos dizer que o software livre/aberto permite que o controle da máquina volte para as mãos do operador.
Do ponto de vista do software livre, percebemos que existem diversas opções que facilitam as iniciativas de GC. As ferramentas de TI, como um todo, podem contribuir para essas iniciativas.
Toda a comunidade usa a infra–estrutura da internet para formar um ambiente virtual de colaboração, facilitando a troca e a geração de novos conhecimentos. Isso pode nos servir de exemplo ou até mesmo um grande estudo de caso.
Além da filosofia e forma de organização, os produtos gerados por essa comunidade podem ser internalizados, visando atingir os objetivos específicos da corporação.
Do projeto do Linux, poderíamos ver empresas como a Sun, HP e IBM apoiando seu desenvolvimento (já o fazem) e deixar de lado o Solaris, HP–UX e AIX respectivamente. Isso permitiria ao Linux um crescimento forte e sustentável. Para as empresas participantes, uma redução no custo de pesquisa e desenvolvimento, abrindo uma possibilidade de investimento em aplicações mais específicas.
Quando a base de usuários de software livre/aberto for maior, melhor ele será. Mais usuários significa que muito mais pessoas podem achar erros e corrigi–los. Podemos pensar também que poderia haver mais e melhores aplicações para atender essa demanda.
O software livre/aberto facilita o acesso às tecnologias de ponta. Sendo assim, se a tecnologia for um commodity, todas as empresas teriam uma infra–estrutura básica para exercer o que saber. Gerir e apoiar a troca de conhecimentos seria, então, um investimento no capital intelectual.
Algumas aplicações de Portais, Workflow, Groupware e Gestão de Conteúdo podem ser usadas como ferramentas de apoio às iniciativas de GC. Já existem no mercado diversas “soluções” proprietárias e outras livres/abertas. Entretanto, só a estratégia correta diria por onde começar, qual delas escolher.
Mais adiante nesta série de artigos mostrarei algumas soluções corporativas livres/abertas. Talvez uma delas seja útil – ou todas elas. Até a próxima. [Webinsider]









