WAP, SMS, Brew, J2ME. Uma sopa de letras, certo? Mas parece que finalmente estamos alcançando a maturidade em aplicações para celulares. Operadoras de todo mundo já movimentam milhões de jogos por mês e, de acordo com as principais empresas de análise de mercado do mundo, em 2008 este mercado movimentará cerca de US$ 8 bilhões e terá mais do que 1 bilhão de usuários de jogos para celulares, em todas as plataformas e tecnologias hoje conhecidas. Existe mercado para todos os gostos, bolsos e tipos de jogos.
Quem se lembra do Atari? do Odissey? Video Jogo Telefunken? Dos primeiros GameBoys da década de 80? Muitos dos jogos que marcaram época já estão disponíveis em celulares e sendo jogados nos locais mais variados. Salas de espera, metrô, trem, ônibus, etc. Em qualquer lugar e a qualquer hora. É só acessar o menu e escolher o jogo.
Os celulares atuais possuem um poder de processamento superior aos PCs do final da década de 80 e início da década de 90. DX33Mhz, DX2 66 Mhz, 2, 4 ou 8 Mb de RAM, rodando DOS e Windows 3.1, que custavam cerca de US$ 2 mil.
Hoje existem telefones celulares com processamento igual ou superior a estes dinossauros do início da nossa era “informática”. Sem dúvida, os modelos mais avançados tecnologicamente ainda não chegaram por estas bandas mas já podem ser vistos nas mãos de jovens coreanos e japoneses. Estas pequenas jóias possuem processadores que permitem processar imagens em 3D! E o melhor, não custam mais do que US$ 300. Lá, é claro.
A febre é tanta que apenas em Brew, plataforma lançada em janeiro de 2001 pela Qualcomm, atualmente disponível apenas para operadoras CDMA, já acumula um número superior a 77 milhões de downloads de aplicativos e 18 milhões de usuários de 24 operadoras do mundo inteiro, inclusive no Brasil. Destes, estima–se que em torno de 40% são jogos. Os dados relativos ao mercado de jogos Java ainda são muito dispersos mas estimamos que aproximadamente 50 milhões de jogos já foram adquiridos pelo mundo, principalmente na Europa.
Nos EUA, a Verizon Wireless, braço celular da maior operadora local americana, lançou com enorme sucesso o serviço Get It Now, onde os clientes que possuem telefones compatíveis com a tecnologia Brew podem fazer downloads dos mais variados programas. E quais são os serviços? Aqueles mesmos que anos atrás, pensávamos ser possíveis de fazer usando WAP. Horóscopos, e–mail, jogos, vídeos, fotos e ringtones. Esses são os sucessos do momento do serviço Get It Now.
No Brasil, não ficamos para trás. A Vivo lançou no ano passado o serviço de downloads utilizando a tecnologia Brew, pegando carona no sucesso das grande operadoras CDMA mundiais, como KTF na Coréia do Sul, KDDI no Japão, Verizon nos EUA e outras. No Brasil ainda são poucos os aparelhos que suportam a tecnologia, mas podemos dizer que a qualidade da experiência do usuário é que vai guiar o sucesso do serviço.
Dentre as aplicações existentes, as de maior sucesso são os games. Com preços por volta de 1 Big Mac, sem coca–cola ou batata–frita para acompanhar, é possível pagar a mensalidade de um jogo. Isso mesmo, o bom e velho vídeo game club onde podemos alugar os nossos jogos por mês. É possível também adquirir um jogo por um pouco mais de dinheiro, opção preferida pelos heavy–users. Estima–se que um usuário médio “baixe” por volta de dois a três jogos por mês.
Umas das principais preocupações a respeito da evolução deste mercado é o custo da tecnologia. Infelizmente ainda pagamos pelo menos duas vezes o preço do mesmo telefone adquirido por um americano. Ainda é alto se considerarmos o poder de compra do brasileiro. Com o tempo e a o aumento na oferta de novos “handsets”, o preço deverá cair, muito provavelmente impulsionado por subsídios fornecidos pela possível receita de dados.
Como não podemos fazer muita coisa em relação ao preço dos celulares, apenas esperar, nos resta a possibilidade de encontrarmos a demanda por jogos logo ali na curva, ou melhor, descobrirmos o preço que os clientes estão dispostos a pagar. Para isso, utilizamos como medição um índice criado pela revista The Economist, o Big Mac Index.
No Brasil um jogo pode ser comprado por cerca de US$ 1, enquanto um Big Mac custa US$ 1.59, ou seja, um jogo pode custar 62% de um Big Mac, dependendo da taxa de câmbio. Nos EUA, um jogo similar custa por volta de US$ 2.2, e um Big Mac US$ 2.65. Em outras palavras, 83% de um Big Mac. Na China, este mesmo jogo custaria cerca de US$ 0.8 ou 67% de um Big Mac, ao custo de US$ 1.2. Considerando esses dados, acreditamos que o mercado brasileiro tende a deslanchar assim que tenhamos um razoável parque instalado de “máquinas” compatíveis.
Porém nem tudo são flores. O custo de desenvolvimento de um jogo ainda é alto e o custo de licenciamento de marcas é considerável. Duas máximas que não podem ser seguidas nesse momento: “Deus é brasileiro” e “O negócio é levar vantagem em tudo”. Não podemos, protegidos por uma vela e uma bola, copiar e utilizar idéias e jogos de outras empresas sem as devidas autorizações, colocando em risco a imagem de uma indústria que ainda está nascendo no Brasil e que pode nos ajudar a cumprir nossa vocação exportadora. [Webinsider]










Uma resposta
O game acaba sendo um passatempo para os mais variados usuarios de celular, o futuro é vc ter a aplicação que quiser em seu celular, games, consultas a aplicações comerciais., bom aproveitando a conversa, gostaria de saber atraves deste contato, algumas Empresas que atuem em aplicações para celular, pois estou desenvolvendo um projeto para viabilizar um laboratorio de desenvolvimento, temos um projeto inedito e gostaria de saber tb qual o sistema operacional que rodas nos celulares ? são abertos ? tem compatibilidade com o que ?
qual a linguagem utilizada para desenvolv de aplicações para celular ?
Sds.
Isaias