Semana passada, o computador começou a engasgar. Reiniciei. Nada. Pifou legal.
Comprovo nessas horas minha velha teoria de botequim: o micro é um conjunto de software em teste, cercado de peças feitas não se sabe onde, montado por alguém que não sabe como, vendido por outrem que não quer saber e utilizado por uma pessoa que descobre tudo!
Pior: mais pessoas trabalham em casa, dependem do equipamento, mas não se preparam para a pane geral. Se você é escravo do computador – como a maioria de nós – anote algumas regras de silício para evitar desespero.
Tenha dois discos rígidos na máquina principal. No primeiro, coloque sistemas. No outro, dados. Inclua, neste, os arquivos de favoritos do Internet Explorer, as mensagens de correio eletrônico, as senhas do FTP, os modelos e os dicionários do Word. Na emergência, é possível tirar o disco rígido de dados e instalar em outro micro qualquer para
continuar trabalhando normalmente.
De preferência, trabalhe com duas máquinas. A secundária guarda os dados da primeira e serve como reserva quando a principal estiver no conserto.
Coloque–as em rede e utilize um comutador de CPU. Esse aparelho permite mudar de uma para outra com apenas um clique de botão. Existem dois modelos: o mecânico e o eletrônico – mais caro. Sim, serão duas CPUs, mas você precisará de apenas um monitor, um mouse e um teclado para os dois computadores.
Crie um diretório no disco secundário da máquina principal e copie ali os arquivos de entrega mais urgente. Salve–os automaticamente de hora em hora na segunda máquina e em algum lugar da internet, via FTP. Sugiro utilizar o Brazip, pois basta programá–lo uma vez para esquecer do problema.
Os arquivos serão salvos em formato .ZIP e poderão ser recuperados rapidamente. E, como estão também na web, podem ser baixados longe de casa.
Não se esqueça: se você perder os dados mais importantes, a depressão será bem maior!
Faça, por fim, o backup dos dados do correio eletrônico entre os dois computadores (eu faço de duas em duas horas). O Brazip também cuida disso.
Complete com uma cópia semanal dos dados sem compactação. Esse procedimento vai garantir, em caso de pane, que seja possível trabalhar imediatamente na outra sem precisar descompactar. Experimente o Super Flexible File Synchronizer. Mesmo caso: uma vez programado, ele age sozinho.
Por fim, a critério (semanal, quinzenal, mensal) passe todos os dados fundamentais da máquina secundária para CDs. Guarde–os fora de casa para o caso extremo de incêndio. Não, não é praga – é precaução.
Se você tem uma rede doméstica, recomendo ainda comprar um roteador. Ele conecta todas as máquinas à internet e libera a necessidade de a principal estar conectada.
Coloque, ainda, modems em todas elas para o eventual caso de queda do provedor de banda larga ou do próprio roteador. Sim, esse esquema todo é caro, mas não tem jeito. É o preço da segurança. Planeje–se!
Moral do artigo: não se lamente quando o computador quebrar, sorria quando funcionar. Se você ficar sem trabalhar ou perder dados não xingue ninguém. Não será problema de micro, mas de mico! [Webinsider]
Mais lidas

Negócios artesanais podem ser marcas nacionais
outubro 19, 2026

A ilusão da agilidade: como a tecnologia estimula o desleixo
outubro 14, 2026

Ward Swingle e os Swingle Singers
setembro 22, 2026

A promessa e a realidade na experiência para o cliente
setembro 19, 2026

As cantoras de Jazz que transcenderam o que foi feito até então
setembro 10, 2026

Colatina, da idade da pedra à era digital
setembro 8, 2026
Mais conteúdos

Quando o pequeno negócio pode vender por assinatura
outubro 20, 2026

Negócios artesanais podem ser marcas nacionais
outubro 19, 2026

A ilusão da agilidade: como a tecnologia estimula o desleixo
outubro 14, 2026

Ward Swingle e os Swingle Singers
setembro 22, 2026