Sou um usuário relativamente novo de palmtops. Ganhei um m105 há dois anos e desde então tenho carregado ele comigo em todos os momentos. Tornou–se meu “assessor direto”, presente em qualquer reunião, em qualquer conversa, em qualquer lugar.
Quem acompanha a evolução do mundo palm, sabe que o m105 não é lá essas coisas: 8 Mb de RAM, tela monocromática, sem entrada para cartão… Enfim, não há como comparar com os últimos lançamentos da PalmOne.
Mas o surpreendente é que, mesmo diante de lançamentos muito superiores, este simples modelo consegue criar e editar arquivos no formato do Microsoft Word e Excel, consegue apresentar arquivos do Power Point, conectar à internet e navegar, enviar e receber e–mails, fazer ftp, “conversar” via AIM ou ICQ, tirar fotos (com a Palmpix da Kodak, não mais produzida mas ainda encontrada), acessar uma VPN, enfim, ele faz tanta coisa que, na minha concepção, já deveríamos estar chamando o palmtop de PC, pois de fato ele é o nosso Personal Computer (veja ao lado).
E estas “façanhas” de um simples m105 podem ser feitas também com outros modelos, anteriores até ao m105, como os modelos da linha V.
Os novos modelos vão muito mais além, com capacidade multimídia, onde o usuário pode assistir a um filme enquanto viaja, ou enquanto espera em alguma fila, ou ouvir música. As novas telas são fantásticas, com resoluções incomparáveis às que existiam há apenas dois anos atrás.
Modelos integrados ao telefone celular têm aparecido, cada vez em maior quantidade e lançados por diferentes empresas. O palmtop tornou–se um escritório móvel, onde o usuário recebe documentos, edita, envia novamente, realiza ligações telefônicas, tudo isso cabendo, literalmente, no bolso.
Isso é bom? É ótimo! Para aquelas pessoas que buscam e sabem tirar o máximo proveito destes recursos, é mais do que uma mão na roda! Mas, e para os usuários soft? Também é ótimo, pois os recursos básicos de qualquer palm continuam disponíveis, como a boa e velha Agenda, o Memo, o ToDo, e o intuitivo sistema operacional Palm OS.
Resta agora à PalmOne e demais empresas que desenvolvem palmtops PalmOS saber continuar atendendo e entendendo o que desejam os diferentes níveis de usuários, pois recente pesquisa realizada pela Jupiter Research apontou que os usuários querem menos funções em PDAs.
Isso significa que devem ser eliminados recursos? Não, de maneira alguma. Mas devem continuar a ser produzidos modelos que atendam a cada tipo de público, do soft ao hard.
[Webinsider]









