Design: não são os olhos, é o cérebro que vê

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As várias etapas da construção de uma imagem visual já vem sendo estudadas há algum tempo por psicólogos e sua opinião é unânime: a visão não é uma percepção que ocorre por inércia, uma recepção de objetos e formas exteriores que se impõe em bloco a células visuais passivas.

O sistema que capta os fótons é necessário, sem dúvida, mas ele é insuficiente para induzir uma imagem das coisas que nos cercam. Para completar o processo é necessário uma atividade cerebral que transforme as informações implícitas em informações explícitas, um processo que converta descargas elétricas em imagens coerentes.

Os objetos e formas não chegam até nós como tais, são reconhecidos e reconstruídos por nosso cérebro, dotado de capacidade de análise, de síntese e de hierarquização. Não é o olho, mas sim o cérebro que vê.

Mas como o cérebro constrói uma imagem, a imagem daquilo que acredita estar ali, mas não está realmente?

Neste processo estão aparentemente envolvidas duas etapas. De um lado uma interpretação simbólica, que vai evoluindo em níveis cada vez mais complexos, de outro uma comparação ao que se entende como realidade.

A imagem global é construída em etapas sucessivas em direção a um nível cada vez mais alto de integração que proporciona uma imagem visual completa.

Uma sensação, uma simbolização, uma comparação, uma percepção e novas simbolizações em escala cada vez mais complexa. Estas são as principais etapas da atividade cerebral envolvida na criação da imagem. Nesta integração efetuada em bloco, conta mais o conjunto do que os detalhes que o constróem.

A nossa visão implica funções de análise, de reconhecimento e de reintegração num quadro familiar.

Esta comunicação sinestésica e subliminar que chega até nossos olhos através de cores, tipos, formas gráficas e estilos pode ser chamada de design invisível.

Esta linguagem explicitamente gráfica do design invisível pode ser considerada um dos objetos principais de construção e transmissão de uma mensagem.

É por isto que mesmo em uma mídia composta basicamente por textos, a linguagem gráfica se faz necessária. É ela que será responsável pela perfeita comunicação entre o conteúdo da mensagem e seu público. [Webinsider]

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Marcos Nähr (Marcos_Nahr@Dell.com) é formado em Design Gráfico, consultor de conteúdo para o Global eCommerce da Dell Computadores e professor do Comunicação Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

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Uma resposta

  1. Cérebros apartados
    Perfeito, tanto que… nos casos de cérebros apartados, em tendo-se a fala no hemisfério ?direito? e pegando-se um cubo com a mão ?direita?, ao sermos questionados que objeto estamos segurando, se não olharmos, não saberemos o que temos na mão.
    Já …se o objeto for segurado com a mão esquerda (que é comandada pelo hemisfério direito) de-pronto responderemos (mesmo sem olhar) que estamos segurando um cubo.

    O sonho pode ser uma pista de que as imagens estão no cérebro. Quando sonhamos estamos vendo objetos, paisagens e movimentos. No entanto, os olhos estão fechados.

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