Smartphones cabem no bolso (e pesam no bolso)

Carlos Nepomuceno

Sabe aquele dia que você deixa a cabeça nas nuvens e vai caindo delas conforme passam as horas?

Precisava, por exemplo, do telefone de um amigo para combinar a ida para o chope com a turma da faculdade em pleno centro da cidade.

Pois bem, lembrei que publicamos os nomes e telefones de todos na internet.

Não me fiz de rogado. Tirei o Partner GP 200 da Gradiente do bolso, abri o Internet Explorer, conectei à Web via OI (operadora de celular) e em dois minutos já tinha o número do meu amigo – copiei, colei e liguei do mesmo aparelho.

Não, não fiz isso no meio da rua. Sou desligado, mas não otário. Parei para tomar um café em um bar protegido de trombadinhas.

Com o Partner, a integração com a lista de contatos é fácil – basta um clique e você já está ligando. Mais: tem um viva–voz, que permite anotar recados, enquanto você fala no aparelho.

Os endereços ficam centralizados no mesmo local, o que elimina a velha e chata passagem manual dos nomes do celular para o PDA (Personal Digital Assistant).

Tudo agora é sincronizado com cópia garantida no PC. E, obviamente, além disso, conecta à internet.

Por fim, permite ouvir música, MP3, que pára quando o telefone toca – assim que desligamos a ligação, volta automaticamente.

É bem maior do que um celular que se leva na cintura: tem 13 cm de altura, sete de largura, mas é bem fino 1,78 cm, fica assim bem discreto no bolso – pesa 201 gramas.

Não, não é nenhuma novidade, já que a Gradiente trouxe o Partner do exterior há quase dois anos. O preço é salgado. O novo está na faixa dos três mil reais e o usado beira os R$ 1.800,00.

O aparelho foi um dos primeiros representantes no país dos smartphones, telefones inteligentes, o casamento entre os computadores de mão (como o Palm e o Pockets PC) com o celular.

É uma solução cara, voltada para o mercado corporativo, mas tende a se popularizar com a queda de preços.

A Gradiente, na verdade, chegou ao mercado cedo demais e já anunciou nos bastidores que está (infelizmente) descontinuando o produto e não sabe ainda se vai trazer o seu sucessor – o Xda II, com mais potência e recursos.

Outros aparelhos com as mesmas facilidades começam a aparecer. Outra opção é o
Cyberbank PoZ Xda II, oferecido pela Vivo.

Quem realmente usa bastante um PDA e o leva de um lado para outro. Vai achar bem interessante ter um aparelho único integrado com o celular, uma tendência mundial.

Eu adorei o tal Partner, que estou testando para um cliente. Quando acabar os testes, não sei realmente o que vou fazer com o meu Palm M–130, tadinho, que agora está na gaveta e nunca me deixou falar com ninguém ou me colocou na internet.

A tecnologia tem dessas coisas: éramos infelizes e não sabíamos. [Webinsider]

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