André Quiles
É muito comum o designer perder concorrências para competidores que se apresentam como especialistas, quando na realidade são micreiros – conhecedores superficiais de um ou outro programa utilizado para construir sites de forma amadora.
Além do despreparo técnico, são prestadores de serviços que geralmente abandonam o cliente no primeiro obstáculo e o resultado é mais um site de baixa qualidade à deriva e sem manutenção.
É obrigação do designer orientar o cliente no momento da concorrência sobre a existência deste tipo de profissional. Há diferenças essenciais entre o micreiro, digamos assim, e o designer. Este estuda anos, cursa universidade, investe em cursos e livros, está atento ao mercado e à evolução de sua profissão. Desenvolve conceitos e informações que fazem a diferença entre um site inadequado e um site de sucesso.
O cuidado do designer profissional vai além do design. Ele valoriza, por exemplo, estatísticas da internet que influenciam que rumo tomar na hora de criar. Por outro lado, um amador não tem idéia do crescimento da internet no ano, do volume de negócios que foram gerados e não tem cuidados com itens que impactam o comportamento do usuário, como arquitetura da informação ou teoria de cores.
Quem não conhece um designer de confiança, deve procurar alguém com referências ou registro nas entidades de classe. Porque quando ficamos doentes, vamos ao médico registrado no CRM e não em um curandeiro!
Falta informação ao cliente. Se ele pensa no preço, deveria considerar que não adianta um site barato que não traz retorno, que está lá só para constar e não possui, por exemplo, um painel de estatísticas de visitas por cidade, estado, país e região, de modo a ser melhor trabalhado nas futuras atualizações e ter analisado o comportamento do público alvo.
O ditado é verdadeiro: o barato sai caro. Um site feito pelo “sobrinho” não resolve. Na verdade pode prejudicar a empresa, que mais tarde terá que refazer tudo, desta vez em bases mais profissionais.
É sempre importante lembrar que a formação dos jovens é falha quando privilegia mais o aprendizado de programas e menos os conceitos. Quem faz o site é o designer, não o computador. Aprender Dreamweaver e Flash sem os conceitos do design é semelhante ao motorista capaz de pilotar um automóvel, mas que dirige sem nenhuma noção das normas de trânsito e sem saber para onde vai. E porquê vai. [Webinsider]
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