Jumanji, de 1995, do primeiro DVD até a edição restaurada em 4K

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Jumanji, filme de 1995, hoje pode ser visto remasterizado a partir do negativo original, em 4K HDR e com som Dolby Atmos

Jumanji, filme de 1995, foi o meu primeiro DVD, presenteado pela Gradiente, na época do lançamento do seu DVD player. Com a evolução da mídia, hoje é possível se ver o filme remasterizado a partir do negativo original, em 4K HDR e com som Dolby Atmos.

 

Quando o DVD foi lançado nos Estados Unidos, por volta de 1997, a Gradiente estava próxima de lançar o primeiro leitor de mesa para o novo formato, que aconteceu no ano seguinte. Eu recebi dela um disco com o lançamento do filme Jumanji, de Joe Johnston, de 1995. O novo formato vinha em um estojo feito para CD, somente modificado para a embalagem que conhecemos algum tempo depois.

O DVD do filme não tinha legendas, mas obedecia aos padrões estabelecidos, que consistia na inclusão de pelo menos uma trilha em Dolby Digital, no caso apresentado em 5.1 canais. A imagem do disco surpreendia, pelos padrões da época, cujo melhor formato em home vídeo ainda era o Laserdisc.

Na realidade, o grande atrativo do DVD foi o seu diferencial da imagem contida no disco, que era digital, e não analógica como no Laserdisc. A diferença era grande não só em resolução como em ausência de ruído. Com o tempo, os leitores de mesa e as televisões puderam transmitir a imagem em vídeo componente, capaz de separar o sinal de luminância dos sinais de cores, o que tornou a imagem na tela bem mais visualmente atraente. Não fosse a imposição da proibição de cópia, o sinal de HDTV continuaria a ser transmitido em vídeo componente, e não somente em HDMI.

A minha cópia de Jumanji, que me foi presenteada pela Gradiente, me deu chance de ver detalhes dos compósitos usados no filme, muitos dos quais fotografados em VistaVision.

Quase 30 anos depois, a Sony (TriStar/Columbia) remasterizou o negativo original de câmera em 4K, que pode ser visto na edição em Blu-Ray UHD. Além disso, a excelente trilha sonora em DTS HD MA do primeiro Blu-Ray foi exemplarmente remasterizada para Dolby Atmos. Assim, a combinação da imagem em 4K HDR e mais o som em Dolby Atmos tornam a última edição valiosa para cinéfilos e apreciadores de home vídeo.

O filme, a estória e o desenvolvimento dos personagens

Joe Jonhston contou com a colaboração da Industrial Light and Magic (ILM) para criar compósitos de alta qualidade para a época. Fizeram também uso de animatrônica com proficiência, embelezando o lado de fantasia da estória e do filme.

O título do livro no qual o filme se baseia foi inventado pelo seu autor, e deu título ao filme também. A ideia é introduzir em um jogo convencional a passagem para um mundo selvagem onde o perigo ronda o tempo todo. Nas instruções aos jogadores se diz que o jogo é uma forma de deixar o mundo de cada um para trás. E, logo de cara, é o que acontece com Alan Parrish, literalmente, sem que ele assim o desejasse.

Ao entrar em Jumanji Alan deixa para trás a sua amiga Sarah, só a reencontrando 26 anos depois, com os dois, não só ele como ela, marcados pela solidão e pela loucura que a vida lhes impôs.

O desenvolvimento da estória e principalmente dos personagens dá uma chance aos cineastas de mostrar o contraste entre a adolescência e a evolução da maturidade de cada um. Na prática, é como o mundo passa a ser visto com o passar dos anos!

Mas, a estória traz mais do que isso, ela se apresenta com um misto de aventura e fantasia, ambas contribuindo ainda mais para a maturidade dos personagens. Se Jumanji contribui para isso é mostrar que adolescentes podem, e vão, sofrer, mas as experiências de vida negativas são válidas para enfrentar o que ainda virá por aí. Aliás, o conceito de “maturidade” que eu aprendi é o da capacidade do adulto de arrumar soluções para os problemas que ele enfrenta. E, neste particular, se torna um processo que perdura até o fim da vida!

Ao jogar e enfrentar perigos Alan e Sarah amadurecem juntos e ambos deixarão as suas diferenças de lado, para se unirem de uma forma nunca prevista, ou seja, a estória de ambos é reescrita totalmente e os faz entender como duas pessoas podem aproveitar as suas lições de vida para viver uma vida mais completa!

Robin Williams (Alan) e Bonnie Hunt (Sarah) estão muito bem em seus papéis, e valorizam o filme com suas presenças. Vê-se também a então jovem Kirsten Dinst, que se destacou adulta em ouros filmes, mas perde-se de vista atores como o versátil comediante David Alan Grier. Mas, enfim, o estrelato é evanescente e às vezes injusto para muita gente do meio artístico.

Jumanji acabou se transformando em uma franquia, mas sem a qualidade do filme que o precedeu, típico da Hollywood dos tempos modernos, para faturar mais algum. [Webinsider]

 

 

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Jumanji, de 1995, em Blu-Ray 4K

Avatar de Paulo Roberto Elias

Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

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