Superbloom: a comunicação curta e excessiva

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Livro Superbloom mostra como as tecnologias de comunicação nos despedaçam

Livro Superbloom mostra como as tecnologias de comunicação nos despedaçam

 

Desde o telégrafo e o telefone do século XIX até a internet e as redes sociais, nos acostumamos a acreditar que cada nova tecnologia de comunicação representa progresso.

A lógica parece óbvia, quanto mais gente puder falar, mais democracia e entendimento teremos. Mas e se essa ideia estiver equivocada?

Essa é a provocação de Nicholas Carr no livro Superbloom. Para ele, quanto mais rápida, mecanizada e eficiente a comunicação se torna, mais ela tende a produzir ruído, tensão e conflito. Em vez de conectar, muitas vezes desorganiza. Em vez de ampliar consciência, radicaliza opiniões.

Ruído, tensão e conflito

Carr mostra como apps de mensagens e textos curtos (WhatsApp e X) comprimem conversas, eliminam nuances e transformam interações em trocas impulsivas. A “superlotação digital”, excesso de mensagens, opiniões, alertas e estímulos simultâneos, torna as pessoas mais reativas, menos empáticas e mais agressivas. Debates políticos online, longe de abrir horizontes, reforçam vieses e estreitam perspectivas.

O problema está em nós

Com a ascensão da IA, a linha entre realidade e ficção fica ainda mais borrada. Ferramentas cada vez mais sofisticadas produzem conteúdos convincentes, mas não necessariamente verdadeiros, fragilizando a compreensão coletiva.

O ponto mais incômodo de Superbloom é que o problema não está apenas na tecnologia, mas em nós. A mente humana evoluiu para lidar com escassez de informação, não abundância infinita. Talvez não possamos mudar o sistema, mas podemos mudar nossa relação com ele. Porque nunca estivemos tão conectados, e paradoxalmente, tão dispersos. [Webinsider]

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A busca deixa de ser uma ação e vira conversa contínua

Avatar de Cezar Taurion

Cezar Taurion é CSO da RedCore.ai

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