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vida online

A vida online é um progresso que pode facilitar a vida de todo mundo. Mas com ela vieram novos métodos de fraudar o usuário, que precisa ficar sempre atento.

 

A humanidade cresce, mas muitas vezes não amadurece, tal como se previa nos filmes Star Trek, mas a tecnologia caminha para a frente, às vezes a passos largos. E um desses importantes passos foi o da vida online, com o desenvolvimento das redes de computadores, inicialmente nas áreas acadêmica e militar, anos depois entregue ao público em geral. Infelizmente, com ela vieram problemas!

No início dos anos de 1990 eu tomei conhecimento na prática do que era chamado de um vírus de computador. Quando eu cheguei na Inglaterra, circa 1990, o meu primo que já estava morando lá, me citou um antivírus popular com o nome exótico de Dr. Solomon’s Antivirus Tool Kit, distribuído em disquete. O programa tinha sido feito para o ambiente MS-DOS, mas chegou até as primeiras versões do Windows.

O histórico da criação e disseminação de vírus é hoje conhecido e chega a ser impressionante saber que as primeiras tentativas para criar programas deste tipo datam da década de 1970. Um resumo aproximado deste histórico pode ser lido um uma página da Kaspersky, software-house dedicada ao assunto.

A palavra “vírus” se refere à duplicação e contaminação de códigos maliciosos. Durante um longo tempo, esses códigos vinham em um disquete, que infectava uma máquina e os disquetes em uso, os quais, se usados em outro lugar, infectavam as máquinas de outros usuários. A vacina neste caso, é claro, era o programa antivírus de plantão ao ligar o computador.

A propagação do vírus por disquete era uma forma primitiva de transmissão, facilmente contornável quando o programa antivírus fazia uma varredura do diretório do disco infectado. Mas, a vida online mudou tudo isso, e eu fui um que cansei de falar aos novos usuários no ambiente acadêmico para “não clicar em links desconhecidos”, que vinham em mensagens do correio eletrônico. Quando o Hospital Universitário e o nosso laboratório entraram em rede, eu dei uma palestra aos estudantes e colegas, alertando sobre o problema.

O link malicioso atinge o usuário não experimentado e/ou ingênuo. Além disso, o banco de dados dos programas protetores precisa estar sempre atualizado, senão o vírus passa batido. Isso no passado era feito manualmente, e hoje em dia automaticamente pelo sistema operacional.

N.B.: o usuário atual de Windows não precisa, e a meu ver não deve, instalar um segundo programa antivírus. Qualquer programa antivírus trabalha no background e interfere no funcionamento do sistema operacional. Décadas atrás, eu tive um colega que tinha obsessão de proteger o seu computador de casa, e saiu instalando vários programas de proteção, a ponto de fazer o sistema operacional parar de funcionar!

Impedir um computador online de ser invadido é quase impossível, e o usuário deve sempre manter o sistema operacional atualizado! Se a infecção acontecer o usuário ainda tem tempo de rodar um programa capaz de impedir que a infecção se alastre, mesmo que ela esteja enraizada no bootloader do sistema.

Ligações telefônicas fraudulentas que chateiam qualquer um

É impressionante a quantidade de ligações fraudulentas que se espalham hoje em dia nas nossas linhas telefônicas, sejam elas de celular ou fixas. Os fraudadores fazem uso de robôs, que trocam automaticamente de número e assim continuam ligando sem serem molestados.

Em se tratando de telemarketing uma das soluções é cadastrar o número de telefone no site do Não Me Perturbe. Nas configurações dos celulares existem métodos de bloquear números indesejados, mas isso não contorna os números usados por robôs.

Algumas formas de impedir ligações fraudulentas

As mensagens fraudulentas variam, mas, para surtir efeito, elas precisam da contribuição de quem atende a ligação.

Uma mensagem bem corriqueira consiste em alguém atender, dizer “alô” e a seguir uma mensagem gravada diz que é do banco “X”, e informa que foi feita uma despesa alta no cartão de crédito. A seguir, pede que seja teclado um número, para falar com alguém para contestar a despesa. Neste momento, da mesma forma como se fazia nos links maliciosos dos e-mails, não se deve teclar nada, simplesmente desligar.

Uns dias atrás, eu recebi uma ligação de viva voz, com um sujeito dizendo que queria confirmar uma despesa alta em um supermercado, que por acaso eu frequento, e ele provavelmente devia saber disso. E como eu respondi dizendo que nunca havia feito uma despesa lá naquele montante, ele me “instruiu” como contestar a despesa. Para azar do fraudador, ele me diz que o cartão que eu teria usado era de um banco no qual eu não tenho conta. E quando eu disse que não tinha conta lá, ele me falou que podia ser um cartão antigo, que eu não usava mais, e me disse o meu CPF inteiro, ou seja, roubou meus dados de algum lugar. E me fala sobre eu poder ser “negativado” se eu não fizer a tal ligação. No final, eu disse que não ia ligar porque não tinha conta naquele banco, aí o cara ficou chateado e desligou.

Toda vez que algum conhecido me conta uma estória como essa, eu sempre me lembro que se o fraudador tiver lábia, ele ilude qualquer um. Neste ponto, as mensagens gravadas são bem mais fáceis de identificar, e a gente simplesmente desliga o telefone. Em um único dia, essas ligações se repetem, e os meus conhecidos quando não identificam quem está ligando, não atendem. Pode-se fazer isso mesmo com o celular, mas aí se corre o risco de impedir uma ligação de alguém fora da agenda, que seja importante.

Em resumo, ganhamos recursos de comunicação, impensáveis décadas atrás, mas ganhamos a visita indesejada de criminosos online. Paciência, é só rezar para não ser vítima deles, porque isso aparentemente nunca vai ter fim. [Webinsider]

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Pra frente é que se anda

Acesso à Internet: as mudanças nas redes através dos tempos

Avatar de Paulo Roberto Elias

Paulo Roberto Elias é professor e pesquisador em ciências da saúde, Mestre em Ciência (M.Sc.) pelo Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da UFRJ, e Ph.D. em Bioquímica, pela Cardiff University, no Reino Unido.

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2 respostas

  1. Olá Paulo
    A situação que saiu do controle é a venda criminosa do banco de dados de assinantes das operadoras para “pseudo” empresas de cobrança e empréstimos.
    Os roubos de celulares alimentam gangues que vendem a agenda de telefones das vítimas.
    A Anatel e as Operadoras de telefonia nada fazem, e hoje só existe uma única solução…
    Parar de atender ligações de números desconhecidos fora da sua agenda pessoal.
    Um abraço

    1. Oi, Rogério,

      Obrigado pelo comentário. E realmente o roubo ou compra de dados é um crime que não vê combatido, e assim a gente continua sofrendo todo dia. Eu costumo receber de 2 a 4 ligações por dia, só no fixo, e muito mais no celular, alguns nesse último automaticamente bloqueados ou o sistema pergunta se eu conheço aquele número, com a opção de marcá-lo como spam. De qualqur forma, é preciso muita paciência com tudo isso, e nunca se sabe quando os telefones e mensagens do Whatsapp indesejáveis vão acabar.

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