O que o freela sabe, mas às vezes esquece

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Mauro Amaral

Direto ao assunto – dez coisas que todo friloprofissional deveria saber, mas normalmente esquece:

1. Se possível, formalize sua proposta. Custa muito pouco, um PowerPoint, um Word etc. Em caso de projetos de longa duração (quem não os almeja, não é verdade?), peça ajuda ao amigo advogado e lavre um contrato simples, porém eficaz. Com cláusulas de pagamento mínimo por decurso de prazo, limite de alterações etc. Essa é sua única defesa.

2. Aceite é dinheiro na mão, normalmente de 20%. É a primeira prova de confiança no seu trabalho. Você foi CONTRATADO para fazer alguma coisa e, sobretudo, foi CHAMADO e não correu atrás do trabalho. Portanto, só pegue no lápis, ops, no mouse, depois que o depósito aparecer.

3. Reuniões, no máximo três. Principalmente em projetos pequenos, tente reduzir o número de reuniões ao máximo. Na minha curta experiência posso afirmar que os melhores projetos são aqueles que você pega o briefing e depois leva a solução. Mais do que isso, já incorre em custos extras.

4. Procure saber quem indicou você. Se foi um grande amigo, já é motivo para comemorar. Caso contrário, peça o dobro. Perca o cliente, nunca o amigo.

5. Procure saber sobre o cliente. Pergunte a quem indicou você. Trabalhos anteriores, outros friloprofissionais que tenham feito coisas para ele, enfim, fique atento. Você, por ser um profissional sério e capaz, é exceção num mercado cheio de… bom, deixa pra lá.

6. Lembre–se de basear suas relações com o cliente no respeito. Mútuo. Acredite: você não é infalível. Às vezes erra feio. Nada melhor do que ser humilde e começar de novo, ligar e perguntar sobre algum ponto que ficou obscuro no briefing. No entanto, NUNCA deixe que isso represente uma oportunidade para baixarem seu preço, falarem mal do trabalho, ou quererem cancelar o contrato.

7. Apresentação profissional, da primeira reunião à nota fiscal. Você pode não ter percebido, mas faz parte de uma nova relação empregatícia: você é sua empresa, sua equipe. Portanto, não se esqueça de falar para o pessoal do marketing (você), produzir um belo material de introdução. E para o pessoal de vendas (você) a bolar um preço interessante tanto para a companhia (você) como para o prospect. Sem essa de mandar um e–mailzinho sem formatação, ou anotar na agenda quanto cobrou. Leve você mesmo a sério. Ou ninguém o fará.

8. Planeje sua movimentação. Tudo é custo. Reuniões perto do seu local de trabalho (ou de sua casa se você é somente friloprofissional). Na hora do almoço. Apresentações fora do expediente. Reserve seus finais de semana para descansar e, salvo raras exceções, desenvolver projetos que requeiram mais atenção.

9. Invista em prospecção. Embora possa parecer um pouco contraditório aos pontos 4 e 5, vale a pena em alguns períodos do ano, ligar para ex–duplas, ex–clientes e amigos em geral, apresentando–se, mostrando trabalhos atuais. Ler os veículos do seu mercado também ajuda a farejar oportunidades, com saídas de profissionais e novos escritórios abertos. Tome cuidado para não ser o chato que fica querendo mostrar serviço. Mas corra atrás.

10. Como última alternativa, se não quiser mais esquentar a cabeça com nada isso, tente um concurso público. [Webinsider]

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Artigos de autores diversos.

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