Da redação
A recuperação do varejo nacional, que segundo o IBGE registrou seu décimo mês consecutivo de crescimento em setembro frente a um fraco ano de 2003, influenciou positivamente os resultados do comércio eletrônico.
No início de 2004 a expectativa para as lojas virtuais era de um crescimento de aproximadamente 35%. Porém, com os resultados obtidos até o momento, a previsão é de que o setor consolide um faturamento cerca de 45% maior do que em 2003, computando um total superior a R$1,7 bi (contra os R$1,2 bi de 2003). Os números não consideram a venda de automóveis, passagens aéreas e os sites de leilão.
Já no fechamento do terceiro trimestre de 2004 o setor consolidava a mesma posição registrada ao final do ano passado, ou seja, os mesmos R$ 1,2 bi nos nove primeiros meses do ano.
Segundo o levantamento do IBGE, com base nos meses de setembro de 2003 e setembro de 2004, o comércio tradicional registrou o crescimento de 8,87%. Já segundo a consultoria e–bit, que acompanha o desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil desde abril de 2000, o varejo virtual registra crescimento cerca de cinco vezes maior, com 45%. A e–bit, em parceria com a PricewaterhouseCoopers, realiza pesquisas de satisfação com compradores efetivos em mais de 400 lojas virtuais.
Para o período de Natal (que vai de 15 de novembro a 23 de dezembro) a previsão é que o setor fature aproximadamente R$ 286 milhões e obtenha crescimento de 40% em relação aos R$ 204 milhões registrados no ano passado.
Outra previsão otimista é em relação ao tíquete médio (valor gasto em média por cada consumidor pela internet). A previsão é que no último mês de 2004 os compradores das lojas virtuais gastem em média o maior valor registrado até então na história do comércio eletrônico nacional, cerca de R$ 340,00. Este valor é aproximadamente 8% maior do que o registrado em dezembro de 2003 (R$ 315).
Comércio eletrônico brasileiro deve crescer 30% em 2005
Segundo projeções da e–bit, a expectativa é a manutenção de curva acelerada de crescimento e previsão para faturamento de R$ 2,3 bi no fim de 2005.
Se esse resultado se concretizar ao fim de 2005, representará um crescimento de 30%, frente aos R$ 1,8 bi de 2004.
Segundo Pedro Guasti, diretor geral da e–bit, a previsão se baseia na aposta da expansão da base de consumidores. “Ao final de 2004, a base de e–consumidores, ou seja, pessoas que já fizeram pelo menos uma compra pela internet, é de 3 milhões de pessoas. Ao longo dos últimos 12 meses, tivemos um aumento na casa dos 20% nesse número e a expectativa é que isso se repita em 2005, já que os serviços pela internet têm se tornado cada vez mais populares”, explica Guasti.
Para o executivo, esse será o principal responsável para a expansão no ano que vem, já que não há muito espaço para o aumento do valor do tíquete médio do varejo virtual, que na se situa atualmente na casa dos R$ 310, ou seja, acima de US$ 100, e chega a atingir picos de até R$ 320 a R$ 340 em datas especiais como Dia das Mães, Dia das Crianças e Natal, por exemplo.
“Acreditamos que para o ano que vem, o tíquete médio tenha um aumento nominal de no máximo 6% e fique em torno de R$ 320 e R$ 325”, completa Guasti. [Webinsider]
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