Em relação ao artigo mais recente do Michel (veja ao lado), não concordo com a idéia de que ainda se ensina em todo lugar que o negócio é estudar para assumir um emprego.
Embora a resistência ainda seja grande por parte de alunos, que não estão acostumados com isso e por parte de instituições que podem perder candidatos se começarem a destruir o sonho do emprego (pois afinal é por isso que todo mundo entra na universidade, certo?), há escolas que se preocupam em levar aos alunos a visão empreendedora.
Temos também que levar em conta que no ensino fundamental e médio os alunos não têm sido estimulados a pensar, a ser criativos, a sonhar, a aprender a relacionar–se. Isso tudo faz parte de ser empreendedor.
A criança tem uma curiosidade natural que é destruída com o tempo à medida que pais e professores tolhem a liberdade de questionar. Quem questiona ainda é considerado como “aluno problema” e muitos caras hoje bem sucedidos foram os que sentaram no “fundão”. Leiam “Fomos maus alunos” de Gilberto Dimenstein e Rubem Alves, por exemplo.
Contribuindo com minha experiência em instituição superior privada, posso afirmar que a maioria dos alunos ainda entra na universidade com a idéia do emprego e recebe um choque quando lhes é informado que “o emprego acabou”. Pelo menos na forma tradicional (aquela carreira de longo prazo em uma grande empresa, onde você é apenas mais uma peça da engrenagem, um número no sistema).
Trabalhamos a questão do empreendedorismo no curso que coordeno na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Num primeiro momento, abordamos os aspectos da atitude empreendedora e depois partimos para a visão do negócio.
Os alunos muitas vezes não têm idéia do que vem a ser isso ou estão mais preocupados com a tecnologia e vários deles continuam na mesma depois que passam pelas disciplinas. Mas alguns acordam e por isso vale a pena continuar.
Alguém já leu “O Segredo de Luísa” do Fernando Dolabela? Vale o tempo. [Webinsider]
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pocket
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pocket
Mais lidas

Marca e vendas não são a mesma coisa
março 3, 2026

Triumvirat, o rock progressivo na Alemanha
fevereiro 23, 2026

Digital Music Products
fevereiro 18, 2026

Pra frente é que se anda
fevereiro 11, 2026

Um nobreak das arábias
fevereiro 4, 2026

CPUs antigas e obsoletas, que não deixam a menor saudade
fevereiro 2, 2026
Mais conteúdos

Letras de músicas e solos antológicos
março 11, 2026

Marca e vendas não são a mesma coisa
março 3, 2026

Triumvirat, o rock progressivo na Alemanha
fevereiro 23, 2026

Digital Music Products
fevereiro 18, 2026