Em relação ao artigo mais recente do Michel (veja ao lado), não concordo com a idéia de que ainda se ensina em todo lugar que o negócio é estudar para assumir um emprego.
Embora a resistência ainda seja grande por parte de alunos, que não estão acostumados com isso e por parte de instituições que podem perder candidatos se começarem a destruir o sonho do emprego (pois afinal é por isso que todo mundo entra na universidade, certo?), há escolas que se preocupam em levar aos alunos a visão empreendedora.
Temos também que levar em conta que no ensino fundamental e médio os alunos não têm sido estimulados a pensar, a ser criativos, a sonhar, a aprender a relacionar–se. Isso tudo faz parte de ser empreendedor.
A criança tem uma curiosidade natural que é destruída com o tempo à medida que pais e professores tolhem a liberdade de questionar. Quem questiona ainda é considerado como “aluno problema” e muitos caras hoje bem sucedidos foram os que sentaram no “fundão”. Leiam “Fomos maus alunos” de Gilberto Dimenstein e Rubem Alves, por exemplo.
Contribuindo com minha experiência em instituição superior privada, posso afirmar que a maioria dos alunos ainda entra na universidade com a idéia do emprego e recebe um choque quando lhes é informado que “o emprego acabou”. Pelo menos na forma tradicional (aquela carreira de longo prazo em uma grande empresa, onde você é apenas mais uma peça da engrenagem, um número no sistema).
Trabalhamos a questão do empreendedorismo no curso que coordeno na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Num primeiro momento, abordamos os aspectos da atitude empreendedora e depois partimos para a visão do negócio.
Os alunos muitas vezes não têm idéia do que vem a ser isso ou estão mais preocupados com a tecnologia e vários deles continuam na mesma depois que passam pelas disciplinas. Mas alguns acordam e por isso vale a pena continuar.
Alguém já leu “O Segredo de Luísa” do Fernando Dolabela? Vale o tempo. [Webinsider]
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