Uma situação a qual sempre me deparei ao longo dos mais de 25 anos atuando junto ao “mundo corporativo”, são empresas que acreditam em mágica ou, pelo menos, parecem contar com algum tipo de intervenção mística sobrenatural.

Explico.

Muitas empresas não têm estrutura, conhecimento ou controles mínimos para operarem e vão “tocando” seus negócios, apagando incêndios gigantescos, definhando ante o mercado. Não estou falando do desafio natural de qualquer negócio ou dos problemas que sempre aparecem, pois, enfim, se não houvesse os problemas, qual a necessidade de tomadores de decisão?

Só para citar um exemplo, há alguns meses me deparei com uma empresa em que toda precificação, venda, controle de estoque, controle de vendas, demonstração de produtos e outras atividades cruciais, ficavam a cargo de um funcionário com ensino fundamental. O pobre realizador de milagres fazia o máximo, mas deixava furos gigantescos. Ninguém sabia ao certo os resultados das operações, tudo era um grande mistério. Os donos tornaram-se reféns da memória do esforçado trabalhador. Somente ele sabia como tudo funcionava. É uma típica empresa que vive por milagre.

Estas, geralmente contratam funcionários com habilidades muito abaixo das necessárias, não os treinam e esperam que, milagrosamente, uma força divina faça que tudo de certo.

Há empresas que entendem que não estão dando conta e chamam um consultor, porém o fazem com ‘fé’, como se chamassem um xamã, alguém envolto em uma aura mágica, que fará uma reza, entoará cantos sagrados, benzerá uns arquivos e tudo será resolvido.

Frequentemente me deparo com negócios desestruturados em que seus gestores desejam “fazer alguma coisa para melhorar os números”, algumas vezes almejando ações na internet ou e-commerce.

A pior coisa que pode acontecer a esta empresa é a ação de marketing dar CERTO.

É a hora de sentar com os tomadores de decisão e explicar que, enquanto a empresa não estiver arrumada, com seus processos entendidos e funcionando, qualquer aumento de volume ou inclusão de novos processos será perda de dinheiro, tempo e credibilidade.

“A força de uma corrente é medida pelo seu elo mais fraco”.

Não adianta ter um site lindo, com conversões objetivas e claramente destacadas, se não houver alguém com a responsabilidade de ler regularmente os e-mails gerados pelos formulários. Não adianta estar com o e-commerce online e não ter logística para entrega dos produtos.

Sinto muito, senhores, mas não há milagres. Não importa o tamanho de sua empresa, não importa o faturamento. Tenha a “casa minimamente arrumada”, entenda como funciona seu negócio, quais são seus pontos fortes, pontos fracos, saiba aonde quer chegar. Aí sim, passo a passo as coisas vão acontecer, sem milagres, mas com muito trabalho, com a cabeça nas nuvens e pés no chão. [Webinsider]

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