Olá Geração Y, há um bom tempo não conversamos… como você está?

Aposto que adorando todos os links, a rede de contatos e relacionamentos, o acesso em tempo real a toda essa informação e conteúdo produzido… divertido, não?

E como estão seus pais? O trabalho deles foi ótimo ao criar toda essa estrutura para podermos conversar, interagir e trocar experiências com qualquer um em qualquer parte do mundo. Você tem muita sorte de viver nesse momento. Lembre-se de mandar um abraço para eles e agradeça por todo o bom trabalho. Ah, e um beijo para sua mãe. Ela era realmente linda há 25 anos. E nada de confiar nas fotos sem Photoshop, Instangram ou sem esse seu visor digital para poder ver e apagar aquela cara de quem fugiu do hospício.

Agora vamos ao que interessa, vamos falar sobre você, Y. Faz um bom tempo que temos que conversar sobre o que você vem fazendo. E acredite, você está se saindo muito bem no que quero falar.

Você lembra o que é uma geração?

Segundo a Wikipédia (se quiser procurar na versão Grega, em um click você pode olhar), geração
é um grupo de indivíduos que nasceram em um determinado período de tempo. Por exemplo, você da Geração Y da qual falamos, a denominada Geração do Milênio ou Geração Internet, nasceu entre a metade da década de 1970 até meados da década de 1990.

Privilégios à parte, você chegou em um tempo de muita evolução e crescimento. Os seus pais não repetiram o erro de abandonar você, como nas gerações anteriores. Então resolveram lhe criar com maior proximidade, mais carinho, atenção e dedicação. Procuraram satisfazer suas vontades, para que você pudesse ter suas próprias opiniões, personalidade e ambições como a luta por um salário melhor.

Assim, foi gerado um grupo estimulado por atividades, acostumado a fazer diversas coisas ao mesmo tempo, com o uso de toda tecnologia disponível ao seu favor. Some a isso a frase de Che Guevara: “Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”.

Apesar disso você luta para confrontar seus pais, para quando envelhecer, se tornar igual a eles. É sempre divertido ver seu filho em batalha contra esses seus conceitos estabelecidos. Vocês precisam de mais tempo para ver como são muito mais parecidos do que imaginam…

Sabe qual é o caminho da evolução?

Quer um resuminho de passado, presente e futuro?

Frase de Antoine de Saint-Exupéry: “O homem é, acima de tudo, aquele que cria”.. Procure na Wikipédia. Você também deve ter em casa o livro com a história: … “então Deus fez a luz, separou a terra e a água”… ok, vou acelerar um pouco a história… e então chegamos ao século 20: a Era da Comunicação em Massa.

Muito bonito o trabalho de criar meios de comunicação globais, do impresso ao rádio e à TV. Tudo lindo, mas isso não é dos seus pais. Esse crédito é dos seus avós. Um abraço para eles também.

Sobre seus pais, na era da informação, com toda a rede e meios de comunicação disponíveis, foi fantástico terem evoluído, criado a estrutura e o meio de acesso. Parabéns, parabéns e parabéns! Essa Geração X até parecia um pouco Go-To-Work, mas precisávamos disso.

Para você, meu amigo, com tudo disponível, a tecnologia favorece. Você pode tirar um bom proveito disso e multiplicar as informações de qualidade. Você nasceu para o agora – por isso essa sensação de “posso tudo”. É difícil ser humilde assim – se possível, finja – ou mesmo saber esperar – algumas vezes, tente!

Para os seus filhos, o passo será outro… Mas nada de contar para eles! Seus pais guardaram muito bem o segredo de você. Enquanto eles criaram a estrutura, você a complementa com conteúdos, links, posts, referências, vídeos e pages. São os seus filhos os organizadores dessa panaceia. E você terá orgulho em dizer: Ah! Se meu quarto fosse assim.

Outra dica sobre os seus netos: você vai adorá-los. Enquanto você vive em busca de referências, acervos e links, eles vão ter tudo isso organizado pelos seus filhos para então, voltar a pensar. As conversas entre vocês serão muito interessantes. Você realmente vai poder ver uma geração de Real Thinkers.

Então, a você, cabe o acesso a tudo e a todos. Parabéns.

Esse é o seu legado!

Querida Geração Y, ou como prefiro, Fãs do Copy-Paste, para lembrar o quanto você é bacana e como faz naturalmente o seu trabalho: vamos arrancar essa pontinha de ceticismo e olhar três exemplos desse legado:

  • Internet e e-mail. Tudo tem um início. Eis quando a entrega de sua carta passou a ser feita de forma instantânea, suas mensagens publicadas a todos e toda a informação interligada disponível, o que surge, multiplica e ganha força? Não, não é o conhecimento, filho, mas os maravilhosos atalhos para copiar e colar. Na dúvida, o quanto você escreve a partir de uma página em branco e o quanto de uma fonte, site, link ou referência? Hey, isso não tem nada de errado! Falo apenas de um modus operandi. Tudo ok?!
  • Blogs e redes sociais. Você escreve, escreve e escreve. Opina, debate e constrói. Mas gora me responda: quanto desse conteúdo é seu? Quantas matérias, histórias, artigos ou teorias são criadas, fundamentadas, testadas e comprovadas? Você não está apenas usando o meio para replicar a velha conversa de vizinhos, certo? Certamente não, mas o quanto você realmente produz de conhecimento? #think
  • Copy-Paste e Wikipédia. That I like soo much. Nada como unificar em um mesmo lugar todo o seu conhecimento, milhares de Ctrl+C e Ctrl+V replicados e debatidos por uma multidão de dedicados interessados que multiplicam, pesquisam e colam informações. Um trabalho sem fim, mas maravilhoso para cumprir seu papel de coletar e jogar no cesto. Você pode até discordar… em partes.

Quer entender melhor, coloque em um papel, em apenas um dia o quanto você gera de conteúdo apenas nesses três casos. Liste quanto tempo e informação. Pronto? Anotado?

Agora multiplique por seis bilhões de pessoas, divididas em 72 idiomas e dialetos, organizadas geograficamente em uns 200 países ou regiões e você tem, aproximadamente, o trabalho de cada dia. Cansado? Multiplique então tudo isso por 20 anos (um pouco mais que 7.125 vezes) para entender o quanto são bacanas os feitos da sua geração.

Sorte (ou azar) dos seus filhos que vão organizar isso, orgulho dos seus pais por dar a continuidade e alegria dos netos, pois esses vão realmente pensar em coletivo.

Quer um pouco mais? Gosto muito de lembrar Heidegger quando fala de tecnologia: “A essência da tecnologia não é de forma alguma, uma coisa tecnológica”. Você está aqui porque é preciso, como uma bela experiência na teoria de Darwin.

Aproveite o seu dia, comente, envie e-mails, mensagens e multiplique.
E de tudo que falei, lembre-se: você vai adorar os seus netos.

Para quem gostou, que tal tentar escrever?
Envie seu comentário, opinião, ideia, ou sugestão. Vamos conversar?

[Webinsider]

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Respostas

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  1. Paula Fernanda

    Olá Iuri, parabéns pela matéria.

    Muito divertido a visão sobre cada geração. Realmente não tinha visto a X como criadores da estrutura e ainda mais meus netos como Thinkers. Muuuito bom. Fecho com você.

    Para o Claudo, discordo de você querido (essa foi fácil). Super bacana comentar, agora faz isso adicionando algo de interessante que contribua para os demais, vai?

    Adoro ler, participar e ainda mais, debater. Acredito que lendo um pouco, você vai conseguir fazer a sua contribuição (para melhorar).

    Dica para o Claudio: Você está com um ótimo vocabulário em um péssimo dicionário.

  2. Eliezer Jose

    Acredito que com o nível de exigência e maturidade que os buscadores, principalmente o Google, atingiram, estamos rumando para um mundo onde o conteúdo criado será valorizado e o conteúdo duplicado será 100% linxado. Quanto as redes sociais eu vejo que é um espaço também para a diversão, não somente do conhecimento e do aprendizado.

  3. Adinan Luiz

    Oi Iuri, Parabéns pela matéria!

    Você conseguiu passar a evolução das Gerações de uma maneira verdadeira. Apenas para a Geração Y, me que parece desprezar o esforço. Prefere naquilo que já nasce pronto. Então achei muito apropriado o título da matéria.

  4. Ricardo

    Iuri mais um artigo seu que me fez pensar. Parabéns!
    Coloquei esse em meus favoritos como o 40-20-40 e o Blog Colaborativo.

    Para a Fernanda e o Claudio, rolei de rir com o comentário da Fernanda. Ótimo vocabulário com um péssimo dicionário foi genial. Ainda bem que você é novinho para ler Claudinho…

    *Eu sou Geração X

  5. Anderson Viana

    Caramba. Texto gostoso de ler. Realmente um “tapa” no comodismo Y. Sou do começo dessa geração (79) e posso dizer isso com propriedade.
    O texto me levou para os idos da década de 80 quando, numa aula do primeiro grau, uma professora fez a turma escrever uma carta e enviar, por correio, para o amigo que a gente quisesse (da turma). Receber a carta, após 2 dias, foi maravilhoso e fascinante.
    Parabéns Iuri.
    @ander_viana

  6. Elvira Rodrigues

    Nesta era, a geração “Y”, os nativos digitais, na expressão de Prensky, estão nas nossas salas de aula, a coexistir com uma geração de professores, cuja média de idades ronda os quarenta e cinco anos. A escola e os espaços escolares convivem assim com uma realidade fragmentada, onde todos parecem andar à procura de uma nova “paideia,” em detrimento da ideia de polis e de participação na cidade.
    As contínuas mudanças, que vão sendo introduzidas, (re)definem o(s) papel(éis) do professor no contexto da escola (organização), bem como as necessidades emergentes à sua formação e ao seu plano de desenvolvimento profissional (PDP).
    As novas técnicas e metodologias de aprendizagem e de formação, de que o e-learning e o b-learning são exemplo, associadas à partilha em comunidades de prática, são apenas alguns dos desafios que se colocam aos professores nesta segunda década do século XXI.
    Perante esta avalanche de mudanças desafiadoras, torna-se cada vez mais necessário abrandar a marcha, perder tempo para ganhar tempo, conscientes de que a inovação tecnológica deverá ser um apoio às práticas pedagógicas assentes em modelos inovadores, nas tecnologias que os sustentam e nas teorias pedagógicas que os fundamentam.
    Neste contexto, o autoconhecimento e a automotivação, associados a modelos de liderança partilhada (Bolívar, 2011), são fundamentais para romper preconceitos e esteriótipos ao nível micropolítico da vivência da escola (Day, 2011:129).
    Referências Bibliográficas acima citadas:
    BOLÍVAR, A. (2011). Melhorar os processos e os resultados educativos, o que nos ensina a investigação.Porto: Fundação Manuel Leão.
    DAY, C. (2001). Desenvolvimento Profissional de Professores. Os desafios da aprendizagem permanente. Porto: Porto Editora.
    Vala a pena visulaizar. igualmente, este vídeo que anda a circular intitulado “Ler e escreber em tempos de Internet”, disponível em
    [slideshare id=15190253&doc=carraudsilvina-121115073208-phpapp02]