Na grande guerra que acontece entre os sistemas operacionais, há entre os combatentes indivíduos que acreditam fielmente que o seu sistema de escolha é o melhor, o mais confiável e o mais estável.

Neste contexto estão os usuários do Linux, os quais, dentro de seus próprios domínios, tentam definir qual a melhor distribuição. Desta forma, esse pequeno artigo destoa um pouco destes usuários, tentando demonstrar que não basta o sistema ser livre, mas que precisa ser “mais humanizado”.

Usuário não fanático do Linux há algum tempo, adentrei algumas vezes em discussões sobre qual o melhor Distro (abreviação que vem do inglês “distribution”).

Em alguns destes debates, usuários mais experientes defendiam sistemas realmente robustos, mas que deixavam a desejar em facilidade de uso para o usuário “não técnico”.

Ao tentar instalar um programa ou escutar uma música, o indivíduo tinha que ir até o terminal e digital alguns códigos, copiados da internet ou simplesmente passados por usuários mais antigos.

Nesta tarefa complicada de baixar e instalar há os que defendem que o verdadeiro usuário deveria saber lidar com as linhas de código, ou até mesmo saber o básico da programação em C para transpor os problemas que poderiam surgir no futuro.

“A Batalha das Distros”, como é conhecida, coloca os apaixonados pelo Ubuntu em confrontos contra Slackwares, Mandrivas e Debians.

Enquanto os primeiros defendem o “Linux para seres humanos”, os outros querem mais é mostrar que são muito superiores em informática. (HAMANN, Renan: Erro 404: Fanboys malditos.)

Já a minha visão é completamente o contrário. Umas das vantagens que o sistema da Microsoft tem sobre o Linux é sua praticidade, o que não se pode negar. Ao tentar instalar um programa, ao clicar duas vezes em cima de seu executável, todo o processo é intuitivo e praticamente automático. Não é necessário que o usuário tenha um conhecimento elevado para que o software desejado seja instalado com sucesso.

No Linux não é diferente; porém, em alguns casos, os quais não são raros, o processo de instalação demanda um conhecimento um pouco maior do usuário final, principalmente se o único caminho para esta tarefa passar pelas tão temidas linhas de comando.

Logo, quando falamos de Linux para Seres Humanos, queremos tocar neste ponto. Devemos ser defensores do Linux sim; pessoas que não usam somente, mas que ensinam e recomendam. Todavia, devemos sempre indicar Distros que realmente levarão o usuário a uma experiência confortável.

Em outras palavras, que ele não se amedronte e acabe saindo do mundo open source* para mergulhar novamente no mundo do software proprietário.

Por este motivo recomendamos o Ubuntu, uma distribuição que além de ser totalmente humanizada (Linux for Human Beings), traz facilidades que o usuário já encontrava no Windows. Ou seja, a familiaridade de telas e o manuseio agradam o usuário e, convenhamos, nada melhor do que um “cliente” satisfeito.

Portanto, fica a dica para quem deseja adentrar no mundo Linux: busque um Distro mais humanizada e não pense que escrever linhas de códigos o fará mais inteligente ou mais defensor do software livre.

Busque as facilidades, humanize cada vez mais esse sistema maravilhoso, livre e totalmente criado para que nós possamos ter em casa algo feito para servir e ao mesmo tempo ensinar.

Sei que este pequeno artigo tocará na ferida de alguns usuários fanáticos; porém, leia com atenção e reflita sobre as dificuldades que encontram os usuários inexperientes.

……

* Open source: a filosofia do software livre encontra as suas raízes na livre troca de conhecimentos e de pensamentos que podem tradicionalmente ser encontrada no campo científico. […] os programas de computador não são tangíveis e podem ser copiados sem perda. […]

No inicio dos anos 80, Richard M. Stallman foi o primeiro a formalizar esta maneira de pensar para o software sobre a forma de quatro liberdades:

  • A liberdade de executar o software, para qualquer uso.
  • A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades.
  • A liberdade de redistribuir cópias.
  • A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria. […]

A “Definição do Open Source” é ela mesma derivada das “Linhas Directoras do Software Livre Debian”, que derivam das quatro liberdades mencionadas acima.

Consequentemente, as três definições descrevem as mesmas licenças; a “Licença Pública Geral GNU” (GPL) é a licença de base de todas as definições. (SEABRA, Rui Miguel Silva: O que é o Software Livre? (tradução do texto original de Georg C.F. Greve, Presidente da Free Software Foundation Europe). Disponível aqui. Acesso em 23 de agosto 2011)

[Webinsider]

…………………………

Acompanhe o Webinsider no Twitter e no Facebook.

Assine nossa newsletter e não perca nenhum conteúdo.

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+