Aceleradoras corporativas ajudam startups nos primeiros passos

05 de fevereiro de 2015

Hoje os empreendedores de TI entram no mercado já concorrendo com negócios consolidados. O princípio das aceleradoras é atuar em parceria, usando sua reputação e carteira de clientes.

Fairy_GodmotherSabemos que o acesso ao mercado é a “hora da verdade” para as startups. Afinal, não basta ter uma ideia inovadora bem executada se ela não chegar ao público almejado. Esse momento é cada dia mais crítico em decorrência de um processo conhecido como commoditização da tecnologia, que gera concorrência precoce para empresas que ainda estão aprendendo a se colocar no mercado.

O termo commoditização da tecnologia é utilizado para caracterizar o aumento da facilidade e diminuição dos custos para se desenvolver um novo produto tecnológico – especialmente softwares. Como reflexo, ao menor sinal de sucesso de uma startup, o mercado vê surgir uma enxurrada de produtos/serviços similares, fazendo com que os empreendedores enfrentem concorrência antes mesmo de ganharem destaque e colherem os frutos do seu pioneirismo.

Nesse cenário, há muita oferta de produtos e serviços iguais ou semelhantes, sem diferenciais competitivos que os tornem únicos em seus respectivos mercados. E se o segmento for mais sensível ao preço do que à entrega de valor agregado ou outros diferenciais, o problema se agrava.

Escalar uma solução e rapidamente ganhar mercado é um dos principais desafios para qualquer startup, e uma questão de sobrevivência num cenário de commoditização tecnológica. Investir em marketing e apostar no networking podem ser ações interessantes nesse sentido, mas o tempo necessário para que gerem resultados concretos pode torná-las tão indispensáveis, como insuficientes. Já a proposta das aceleradoras corporativas ajudam as startups a superar a concorrência precoce de forma mais consistente. Ao firmar uma parceria com uma empresa já estabelecida, por meio desse formato de aceleração, a empresa iniciante pode usar reputação e carteira de clientes já consolidadas para ter acesso e rapidamente conquistar uma fatia do mercado.

A commoditização dos serviços de TI também impõe uma dinâmica diferente nos processos de compra e venda de soluções. As linhas de negócios participam ativamente na decisão dos novos projetos de tecnologia, sem passar necessariamente pelo aval do CIO da companhia. Desse modo, contar com o know-how e com contatos pré-estabelecidos por uma empresa já conhecida pode ser um fator decisivo para as empresas nascentes. Ou seja, uma aceleradora corporativa pode ser a ‘madrinha’ que qualquer startup quer e precisa no seu debut. [Webinsider]

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