Internet das coisas é conectar com inteligência

Nova Escola de Marketing
07 de julho de 2016

IoT será efetivamente uma revolução quando deixar de ser Internet das Coisas e se tornar a Inteligência das Coisas.

Quem nunca sonhou em poder assistir vídeos de receitas no YouTube diretamente da porta da geladeira? Ou conectar seu celular via bluetooth para ligar a cafeteira?

Na verdade ninguém… ainda bem!

Na busca pelo próximo Google ou próximo Facebook, as atenções atualmente estão voltadas a dois conceitos tecnológicos: realidade virtual (que não é tema deste texto) e… rufem os tambores… Internet das Coisas! (que é tema desse texto).

A Internet já foi uma rede de computadores, depois passou a ser considerada uma rede de pessoas (ahh, a velha web 2.0) e, com o advento do pensamento IOT (Internet of Things), finalmente passou a ser considerada uma rede de “coisas” (onde “coisas” podem ser computadores, pessoas ou absolutamente qualquer objeto ou ser que esteja ligado em rede com o resto das “coisas” do mundo).

Internet das coisas é inteligência mais do que conectividade

Entre as premonições e encantamentos, porém, reside uma importante premissa, o título deste artigo: a internet das coisas é sobre inteligência, não conectividade.

A forma mais simples (e, na maioria das vezes, simplória demais) de se ‘conectar uma coisa’ é tentar levar para dentro dela funcionalidades e mecanismos já existentes.

Como o exemplo no início deste texto – enfiar um monitor em sua geladeira, conectar o rádio do seu carro com o Spotify ou qualquer colcha de retalhos pseudo-tecnológica que, se por um lado, poderia ser encarado como ‘conectar aquela coisa’, na verdade está apenas usando uma nova carcaça para processar funcionalidades já existentes.

O caminho inverso

O grande pulo do gato quando falamos de Internet da Coisas está em fazermos o caminho inverso. Ou seja, entendendo o propósito daquela ‘coisa’, o que podemos fazer a partir do momento em que conseguimos fornecer informações a ela?

Conectar algo, na verdade, significa alimentá-lo de dados que podem ser usados para aprendizagem e, consequentemente, automação ou antecipação.

Internet das coisas é conectar com inteligência

Por exemplo, a iluminação do meu apartamento é composta de diferentes modelos de luzes Hue, da Philips. É divertido poder acendê-las com o celular no melhor estilo Jetsons (“Siri, acende a luz do quarto”), mas o pensamento IoT se aplica mesmo quando uma determinada configuração de luzes acende sozinha quando sabe que estou entrando com o carro na garagem à noite.

A banheira de minha casa sabia que eu estava saindo do escritório às 18h (horário hipotético, claro), que o trânsito faria com que eu chegasse por volta das 18:45h (duração hipotética, claro) e que, quando entrasse em casa às 18:50h seria ótimo que banheira já estivesse cheia e a água em uma temperatura agradável (situação hipotética, claro… será?).

Ou que minha geladeira saiba que, quando tiver somente uma caixinha de leite dentro dela, que automaticamente peça mais quatro no mercado online da minha preferência (junte a isso preço variável programático e imagine Gegê, minha geladeira, monitorando ativamente a web, esperando o preço baixar e a melhor hora de fazer o pedido para chegar a tempo antes de terminar a última caixinha!).

Estas elucubrações são um exercício mental rápido sobre reais aplicações da conectividade das ‘coisas’. Adicionalmente, este novo cenário também gera um tsunami de ideias e possíveis utilizações da enxurrada de dados sobre hábitos de vida e consumo a serem gerados.

Mapeamento de dados

Caso a privacidade de dados seja tratada como hoje em dia, empresas terão acesso ao mais completo mapeamento de hábitos do universo.

De todas formas, IoT será efetivamente uma revolução quando deixar de ser Internet das Coisas e se tornar a Inteligência das Coisas. [Webinsider]

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