A difícil aproximação entre academia e empresas

Nova Escola de Marketing
21 de junho de 2017

Não há parceria entre os interessados - estudantes, professores e empresas. Mas o problema é de todos e é preciso aproximar os envolvidos.

A difícil aproximação entre academia e empresas

Um dos grandes dilemas enfrentados por alunos, professores, academia (escolas técnicas e universidades) e empresas é a dificuldade da equalização dos interesses.

Afinal, quem está certo?

Para entender melhor este contexto, precisaríamos realizar uma pesquisa mais aprofundada. Entretanto, é indispensável trazer essa discussão à tona, pois mesmo sem a apresentação de uma pesquisa, é possível detectar a ausência de “parceria” entre estes grupos. Nas próximas linhas, faremos algumas provocações.

Os estudantes

Em razão deste cenário, o primeiro grupo a ser considerado é o dos estudantes. Uma das críticas mais ouvidas em sala de aula está relacionada ao distanciamento das temáticas abordadas e a realidade vivida nas empresas. Em suma, “muita teoria e pouca prática”.

Estruturas curriculares rígidas, ausência de projetos integrados, docentes que não adotam métodos que favoreçam a aprendizagem ou políticas públicas mal elaboradas, muitos alunos se desmotivam e evadem do ambiente escolar. Há alguns estudos interessantes de instituições superiores paulistas que indicam direções neste sentido.

Nota: sobre estudos de evasão escolar, vale a pena pesquisar no portal Capes e no banco de teses da USP.

Os professores

Já do âmbito acadêmico, é importante entender a transição tecnológica no mundo e o impacto no ambiente educacional, a busca rápida pela informação por parte do aluno e se atentar aos métodos que contribuem para aprendizagem.

É interessante questionar em termos práticos, por exemplo, a efetividade de uma das disciplinas obrigatórias de um curso técnico ou superior: o estágio supervisionado. Será que esta disciplina produz o efeito desejado na formação do aluno? De que maneira a instituição acompanha e avalia o estudante?

Também é fundamental evidenciar a necessidade de uma aproximação entre as instituições de ensino para que ocorra troca de informações e dos fechamentos ideológicos que impedem o diálogo entre as escolas e universidades.

As empresas

Contudo, diante de destas questões levantadas, qual é o papel do mundo empresarial nesta proposta? Como as empresas interagem com as instituições educacionais?

Em relação ao aluno, enquanto funcionário de uma determinada empresa, qual é a política estabelecida quando este precisa se ausentar por algumas horas para estudar ou desenvolver um projeto mais complexo que poderia contribuir com os processos da empresa?

A respeito dos trabalhos integrados, projetos de inovação e intervenção, diagnósticos, dissertações de mestrado ou teses de doutorado: será que as empresas investem em novas ideias?

Como ocorre a integração, o acompanhamento e o desenvolvimento das atividades de um aluno que desenvolve atividades estágio supervisionado obrigatório?

Todos estes questionamentos às empresas são importantes, pois muitos alunos “reclamam” por não conseguirem executar um determinado trabalho pela falta de compreensão da empresa ou por barreiras encontradas para realização de pesquisas devido às políticas internas preestabelecidas.

Há ainda a Educação Corporativa, área que carece de estudos com maior relevância: o que as empresas têm desenvolvido para educar seus “alunos colaboradores”?

O problema é de todos

Em contrapartida, há uma crítica do mercado em relação à academia a respeito da eficácia das produções de mestrado e doutorado: do que adianta escrever se não há conexão com o mercado?

Essas provocações são extremamente relevantes, principalmente no Brasil. Chegou a hora de entender que o problema é de todos. Existe uma resposta?

Talvez a aproximação das partes envolvidas e interessadas, parceria entre a academia e as empresas, promoção de eventos que busquem a elaboração de documentos para construção de políticas públicas favoráveis à inovação e aprendizagem e diálogo.

Esta preocupação deve aguçar nossos sentidos para enfrentar, alertar e auxiliar em medidas para melhoria dessa relação tão importante para alunos, profissionais, professores, escolas técnicas, universidades e empresas.

E aqui fica o nosso desafio enquanto alunos, profissionais, professores, escolas técnicas, universidades e empresas. [Webinsider]

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Gestor brando com as pessoas e firme com os problemas

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