A luta pela redução de fraudes nas vendas online

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Walter Hannemann

A transferência de responsabilidade sobre o prejuízo direto com as fraudes nas vendas online anunciada recentemente poderá propiciar uma melhora na relação entre os vendedores online e as administradoras de cartão de crédito.

Mas a estratégia de adoção de novas tecnologias e sistemas de autenticação de transações de cartão de crédito na internet deverá esbarrar na cultura de compra online, feita hoje num ambiente tenso, diante da onda de falsificadores de site à cata de senhas. A previsão é de se repetir no Brasil o constatado no e–commerce norte–americano, como vimos no encontro mundial do Merchant Risk Council.

Para entender melhor a situação, recorde que a VISA lançou recentemente no Brasil o Verified by VISA, seguido agora do SecureCode da MasterCard. O objetivo das novidades é o de garantir a identidade dos portadores de cartão de crédito em suas compras online.

Mas perceba que o sistema irá verificar a autenticidade do usuário do cartão através de verificação de conta corrente e da senha bancária, que normalmente estão relacionadas aos cartões de crédito.

A promessa é que em todas as transações autenticadas, a responsabilidade sobre a fraude não é mais da loja online, e sim da administradora ou banco. Isso é importante porque, até então, toda a responsabilidade sobre a fraude era do lojista virtual. Isso acontecia porque nas transações conhecidas como “cartão não presente”, onde o usuário não passa o cartão pela máquina da administradora (POS) e conseqüentemente não assina a autorização, o dono do cartão pode negar aquela transação, o que evidentemente ocorre quando alguma compra é realizada com seu cartão sem o seu conhecimento e autorização.

Solução de autenticação envolve digitar senha

Entretanto, não podemos considerar esses novos sistemas como a solução definitiva a este problema, por vários fatores. Primeiro, porque sua adoção é relativamente complicada, por interferir no processo de fechamento dos pedidos. Por exemplo: será que muitos usuários não vão relutar em digitar as suas informações de conta e senha, em uma loja virtual, após todas essas ocorrências de sites falsos de banco? Mesmo não correndo mais o risco de chargeback nas transações autenticadas, engana–se o lojista virtual em achar que o problema do prejuízo com as fraudes não é mais dele. Imagine a dificuldade na negociação de taxas de desconto menores para seu estabelecimento se o nível de fraude for elevado, por exemplo.

lém disso, conforme recomendação da VISA e da Mastercard, passada por seus diretores em conferência recente sobre fraudes no comércio eletrônico realizada nos EUA, a adoção e correta utilização de sistemas de detecção de fraudes é imprescindível, para evitar multas e o eventual cancelamento do convênio.

Na prática a conferência manual é importante

No Brasil, o método de prevenção a fraudes que os lojistas virtuais têm utilizado com mais freqüência é a revisão manual dos pedidos. Tal revisão procura por indícios de tentativa de fraude nos pedidos, mas tem como inconveniente o grande esforço necessário para revisar 100% dos pedidos em busca dos elementos indicativos (como endereço de entrega diferente do endereço de cobrança, utilização de e–mails de provedores gratuitos e cujo nome não faz sentido, pedidos com alto valor e número elevado de itens, entre muitos outros).

E ainda, em muitos casos, quando há uma suspeita, há o inconveniente de entrar em contato com o cliente para confirmar dados ou pedir documentos. Com o aumento do volume de vendas, tal método acaba se tornando muito caro ou inviável, devido à dificuldade de contratação e administração de pessoal especializado na análise de pedidos em busca de padrões de fraude.

Percebendo isso, a Ciashop, com o apoio do FINEP (órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia), desenvolveu o FControl, um sistema integrado que faz a análise dos pedidos e a detecção de fraudes através de técnicas sofisticadas que incluem inteligência artificial (redes neurais).

A utilização de um sistema inteligente, como o FControl, tem como benefício a redução de 80% no volume de revisões manuais. Além disso, os recursos de verificação de dados evitam a necessidade de entrar em contato direto com o cliente, na grande maioria dos casos.

Os resultados são expressivos: há uma drástica redução no volume de trabalho de revisão e o percentual de redução nas fraudes chega a 97%. A redução no tempo de análise dos pedidos faz também com que os produtos sejam enviados mais rapidamente. [Webinsider]

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