Desmaterialização do comércio: o tato faz falta

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Marcos Nähr

O interesse de muitas empresas era, no início, apenas marcar presença no mercado online. Esta fase, no entanto, passou rapidamente e deu lugar a uma nova onda, quando as empresas começaram a olhar este mercado promissor com outros olhos, a tratar esta mídia como um canal adicional de vendas e a realizar as suas compras e vendas online como forma de reduzir os custos e acelerar os fornecimentos. Nessa altura, isto pareceu verdadeiramente revolucionário.



Atualmente, os propósitos originais de realizar transações online como forma de diminuir o papel utilizado e o tempo despendido não são nada ambiciosos. Apesar dos significativos melhoramentos alcançados em termos de custos e tempo, associados a esta tática, hoje o que as empresas querem com a venda online é que ela seja realmente o único canal com seus consumidores.



Para suprir a necessidade de contato direto com o usuário final surgiram então as empresas sem loja física, sem gôndolas ou prateleiras mas com possibilidade de vender com estoque mínimo e entregar os produtos e serviços diretamente ao consumidor, utilizando o comércio eletrônico como forma de resolver problemas concretos e simultaneamente gerar vantagens competitivas.



Ao que tudo indica, o comércio eletrônico baseado totalmente na venda online parece estar dando certo. É claro que o mercado online ainda é novo, principalmente no Brasil, e precisa ser melhor entendido e desenvolvido, mas com certeza veio para ficar. Quando estiver mais avançado, quem já estiver bem sólido vai levar uma grande vantagem frente à concorrência.



Numa perspectiva macro–econômica, esta passagem maciça para um mundo digital ou virtual permitirá, através das potencialidades oferecidas, conduzir a economia mundial e as economias nacionais a um aumento de sua capacidade de resposta imediata a mudanças e de aproveitamento de oportunidades e levar o mercado para outro nível, no conceito de produção just in time.



Um caminho com vários obstáculos



Mas nem tudo é uma maravilha neste mundo virtual. O problema é que o conteúdo das lojas online, por mais completo que seja, não consegue suprir totalmente uma necessidade humana básica, que é a de tocar e sentir os produtos antes da compra.



Quando falamos de produtos já consagrados este problema não é tão sentido, mas em se tratando de produtos ou empresas novos no mercado, sem dúvida este é um fator que pode atrapalhar o processo de compra baseado totalmente em um sistema online.



Neste sentido algumas empresas começam a procurar alternativas para “driblar” estas carências. Maneiras de tornar seu produto ou seu nome mais conhecido ou palpável para o usuário e só então partir para um contato virtual.



Companhias que se caracterizam exclusivamente pela venda online e que não possuem lojas físicas começam cada vez mais a valorizar feiras e exposições para criar um vínculo inicial com seu consumidor, levando seus produtos até os usuários para que possam tocá–los, senti–los.



Hoje há o interesse de fazer com que o consumidor se familiarize com o produto para então começar a derrubar as últimas barreiras que ainda existem antes de chegarmos ao que podemos chamar de uma total desmaterialização do comércio.



Um exemplo deste “movimento inverso” pode ser visto na Dell Computadores, que pela primeira vez em seus quatro anos de Brasil irá realizar uma exposição em São Paulo, para que seu consumidor possa finalmente conhecer todos os seus produtos fora do mundo virtual.



Este tipo de guinada mostra o quanto o mercado ainda está aprendendo a fazer e–commerce. [Webinsider]




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