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A abordagem edge computing minimiza o tempo de ida e volta da comunicação (latência), aliviando o tráfego entre dispositivo e nuvem

A abordagem edge computing minimiza o tempo de ida e volta da comunicação (latência), aliviando o tráfego entre dispositivo e nuvem.

O edge computing é uma das bases da transformação digital por movimentar o processamento para mais perto da origem dos dados. Nesse modelo, questões como latência reduzida, eficiência de rede e respostas em tempo real são estratégicas, no contexto de ambientes como Internet das Coisas (IoT), automação e sistemas distribuídos.

O edge computing consiste em uma arquitetura de tecnologia da informação distribuída, na qual o processamento, a análise e o armazenamento de dados são executados nas bordas da rede. Essa execução ocorre próximo aos dispositivos que geram tais dados, ao invés de serem encaminhados para nuvens ou data centers centrais, mais distantes do usuário.

Nesse contexto, a abordagem permite minimizar o tempo de ida e volta da comunicação (latência), aliviando o tráfego entre dispositivo e nuvem, além de melhorar, também, a escalabilidade nos ambientes em que as decisões rápidas são críticas na esfera produtiva.

A latência é aquele atraso possível de ser observado enquanto navegamos em um website e esperamos a página carregar, ou aquele toque em um app móvel e o período que ele tende a levar para concluir efetivamente uma determinada ação.

Geralmente, isso ocorre porque tanto o processamento quanto o armazenamento de dados estão distantes fisicamente do usuário. Nesse sentido, quando os processos são movidos para o edge, ou seja, geograficamente perto do usuário, a experiência de navegação melhora significativamente.

É importante compreender que, por tratar-se de um termo em constante evolução e movimento, o edge pode referir-se tanto ao próprio computador do usuário quanto a qualquer outro dispositivo IoT.

Impactos no mercado atual

Ao observar o mercado atual, percebe-se que o avanço do edge computing está redefinindo o modo como as empresas estruturam suas infraestruturas digitais, provocando uma reconfiguração de vários setores da economia.

Por exemplo, de acordo com relatório da MarketsandMarkets, em 2025, o mercado global de edge computing ficou estimado em US$ 168,40 bilhões, e projeta-se que chegue a US$ 249,06 bilhões até 2030, com taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 8,1% no período 2025-2030.

Outro dado interessante que expressa o impacto do edge computing na economia é que, conforme o The Business Research Company, o mercado de edge computing era de cerca de US$ 31,35 bilhões em 2024, com previsão de crescimento para US$ 192,16 bilhões em 2029, demonstrando uma taxa de crescimento anual de, aproximadamente, 43,6%.

Quando analisado na prática, é possível constatar que os impactos são diversos. Por exemplo, ao fazer o processamento dos dados localmente, as respostas são dadas mais rapidamente, e isso pode ser importantíssimo para aplicações críticas, como em veículos autônomos ou até mesmo monitoramento médico.

Outro elemento é a descentralização do processamento e a menor dependência de nuvens centralizadas. Esse movimento por si só pode resultar em economia de largura de banda e melhor desempenho em locais com conectividade limitada.

A segurança e a privacidade também são pontos de destaque nessa questão. Haverá menos dados trafegando por redes amplas, consequentemente, diminui-se a superfície de ataque e exposição.

Desse modo, considerando a totalidade dos processos produtivos e operacionais, as indústrias, a logística, o varejo e a saúde estão adotando o edge computing para automação, analytics em tempo real, manutenção preditiva e para suportar serviços dependentes de resposta imediata.

Melhor experiência

Em síntese, o edge computing está remodelando o mercado de tecnologia ao permitir infraestruturas híbridas mais ágeis, confiáveis e próximas ao usuário final, além de movimentar a economia em suas múltiplas e variáveis dimensões.

O edge computing, fundamentado em conceitos da ciência da computação, é uma ruptura no que diz respeito a melhora da experiência do usuário e de toda uma cadeia produtiva da economia.

A tendência é de que o investimento em soluções de borda, incluindo hardware, software, conectividade e serviços gerenciados, cresça ainda mais com o passar dos anos. Nessa perspectiva, à medida que a adoção se amplia, o paradigma tende a transitar para a evolução de ambientes nos quais nuvem, borda e dispositivos cooperem de modo fluido.

A expansão do edge computing não só altera como aplicações são arquitetadas, mas também define novos patamares de competitividade digital, inovação e agilidade em mercados nos quais tempo e dados são elementos centrais. [Webinsider]

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